segunda-feira, 13 de abril de 2015

O império do consumo

Neste momento de luto da humanidade, reproduzo o belo libelo contra esse consumismo que assola a humanidade escrito por Eduardo Galeano.

O império do consumo

Por Eduardo Galeano
A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?
A explosão do consumo no mundo atual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar.

Fortaleza 0 X 0 Icasa - 12.04.2015 - 16h

Fortaleza 0 X 0 Icasa - 12.04.2015 - 16h


Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinícius Hess, Pio (Samuel) e Éverton; Cassiano (Max Oliveira) e Lúcio Maranhão (Cássio). Técnico: Marcelo Chamusca. 
O jogo dos gols perdidos e das jogadas ridículas.
Veio a mente o jogo contra o Sampaio Correia.
Tenho dificuldades em crer que nosso treinador, já bastante experimentado, não consiga perceber alguns problemas que ocorrem. Seria interessante assistir o jogo novamente, com o olhar crítico, para perceber as nuances da partida.

Icasa 1 X 2 Fortaleza EC - 05.04.2015 - 16h

Icasa 1 X 2 Fortaleza EC - 05.04.2015 - 16h


Deola; Auremir, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinicius, Pio (Samuel), Daniel Sobralense; Éverton e Cássio (Lúcio Maranhão). Técnico: Marcelo Chamusca. 
Não gostei do jogo.
O jogo ocorreu na intermediária, mostrando um Icasa incapaz e um Fortaleza, que teve um certo controle do jogo, mas também com muitos erros.
Alguns jogadores apresentam uma incrível incapacidade de tocar a bola com simplicidade e eficiência.
Qualquer equipe que tenha alguma intenção séria de vitória precisa avançar tocando a bola e controlando o jogo, e, com a presença de Auremir e Pio pela direita isto se torna um suplício.

Ríver (PI) 0 X 1 FortalezaEC

Ríver (PI) 0 X 1 FortalezaEC
O jogo ocorreu em 01.04.2015 e o Leão jogou com: Deola; Tinga (Pio), Lima, Max Oliveira e Wanderson; Correa, Dudu Cearense, Everton, Daniel Sobralense (Maranhão); Cassiano (Samuel) e Cássio. Técnico: Marcelo Chamusca.
Não assisti ao jogo. Ouvi pelo rádio.
O jogo trazia o ranço da desclassificação pela Copa do NE do final de semana e foi o primeiro jogo do Leão pela Copa do Brasil.
Isso acarreta baixa na autoestima e desmotivação. Nem os lances consegui ver.
Quem esteve presente declarou que o jogo foi um pouco pior que horroroso.
Algumas mudanças no time em função de ausências forçadas, como a presença do Dudu Cearense no meio de campo.

Sport Recife 1 X 0 FortalezaEC

Sport Recife 1 X 0 FortalezaEC


Tendo em vista as limitações para a escalação do jogo passado, discordei apenas da presença de saída do Maranhão, nesse caso teria outras opções.
É inacreditável a situação do Márcio Diogo. Tem habilidade, mas não consegue ser melhor opção que o Maranhão.
O Fortaleza EC jogou com: Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson (Vinícius Hess). Correa, Auremir, Pio (Cassiano), Éverton e Maranhão (Daniel Sobralense). Lúcio Maranhão.

FortalezaEC 1 X 0 Sport Recife

FortalezaEC 1 X 0 Sport Recife


Jogo no Castelão e o Leão jogou com Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Correa, Auremir, Pio (Uílliam) e Éverton. Maranhão Márcio Diogo) e Lúcio Maranhão (Cássio).
Apesar dos pesares o FEC fez uma boa partida. Principalmente pela determinação. Acredito que o desenho tático seja importante, mas não basta por si mesmo.
É necessário qualidade para se fazer além do regular.

FortalezaEC 2 X 0 Guarani (Juazeiro)

FortalezaEC 2 X 0 Guarani (Juazeiro)
Em função das suspensões automáticas por cartão amarelo e para poupar alguns jogadores, que enfrentam grande maratona de jogos, o Leão jogou sem nove titulares.
O time jogou com Deola, Auremir, Genilson, Max Oliveira e Bruno. Vinícius Hess, Dudu Cearense, Maranhão e Laertes. Cássio e Cassiano.
Nos 15 primeiros minutos o Leão atacou incessantemente, tocando rápido e jogando aberto, com o Laertes pela direita e o Cassiano pela esquerda.
Como consequência fez um gol logo, numa jogada pela direita, com troca de passes entre Auremir, Laertes e Maranhão. Cruzamento do Maranhão e gol de cabeça do Cássio.
Com o gol o Leão se acomodou, recuando os laterais, esperando o Guarani se abrir.
Ocorre que o Guarani jogava para não ser goleado, pois contava com uma vantagem de sete gols de saldo para o Maranguape.
Mesmo com essa situação o jogo deveria ser mais fluente. Ocorre que o Maranhão e o Cassiano estavam terríveis.
Do Maranhão não espero nada. O que vier é lucro. Um jogador profissional que não sabe se posicionar, dominar uma bola, dar um passe ou chutar e cabecear é um problema sério. Ainda não entendo sua escalação ou entradas no decorrer dos jogos.
Excetuando-se o cruzamento, além de não fazer nenhuma jogada produtiva, o Maranhão foi responsável por vários contra-ataques, mas do Guarani.
O Cassiano conseguiu endurecer a disputa de pior jogador com o Maranhão.
Enquanto o Leão ficou rodando a bola e pressionando, o Laertes teve boa participação pela direita. Depois do gol e sem apoio do Auremir, a situação complicou-se quando se obrigou a trabalhar com o Maranhão.
Para o segundo tempo o Leão voltou com uma alteração. O Márcio Diogo entrou no lugar do Maranhão, indo o Laertes para o meio de campo.
É notória a diferença do Márcio Diogo para o Maranhão, apesar de o Márcio Diogo não fazer nenhuma partida excepcional.
É uma critica contumaz que faço ao trabalho do Marcelo Chamusca. Ele se torna escravo do sistema que ele desenvolve.
Desde o ano passado que ocorre. Alguns jogadores são chaves para o sistema funcionar: dois laterais que apoiem, bem abertos e constantemente; dois volantes que, além da capacidade de marcação, tenham a facilidade de sair para o jogo e dois atacantes que joguem abertos e voltem na marcação.
Acredito que nas duas disputas que fez ano passado, sofreu no cearense porque o Waldison estava machucado na final do cearense e o Edinho estava machucado no mata-mata contra o Macaé, viveu esta situação.
Qual a solução adotada pelo Chamusca? Em ambos os casos tentou adaptar alguém para fazer o mesmo papel. O problema é a característica individual e a qualidade técnica do substituto.
Sem entrar na mente do Chamusca, creio que o time ideal, com o atual elenco, seria: Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Dudu Cearense, Daniel Sobralense e Éverton, com Lúcio Maranhão jogando centralizado.
O problema reside na ausência do Éverton ou Daniel Sobralense. Quem substitui?
O mais razoável, acredito, seria uma alteração na forma de jogar.
Por exemplo, para o jogo contra o Sport, onde não jogarão Vinícius, Cassiano e Daniel Sobralense, jogaria com Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Comporia um meio de campo com Auremir aberto pela direita, cobrindo a passagem do Tinga, Correa centralizado e Jéferson pela esquerda, fechando e cobrindo a passagem do Wanderson. Colocaria a frente destes três volantes o Dudu Cearense pela direita e Éverton pela esquerda, mantendo o Lúcio Maranhão centralizado.
De posse da bola teria o avanço dos dois laterais e do Correa, formando uma linha de cinco com a composição do Dudu e Éverton.
É bem interessante a atual forma do FortalezaEC jogar, mas temos de nos prevenir para a ausência de algum jogador, e normalmente o substituto tem outras características.

Ainda não comentei, mas o jogo foi horroroso.

FortalezaEC 1 X 2 ceara

FortalezaEC 1 X 2 ceara
O jogo ocorreu em 18.03.2015 e o Leão jogou com: Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinicius, Pio (Samuel), Maranhão (Cassiano); Lúcio Maranhão e Éverton. Técnico: Marcelo Chamusca.
Não assisti ao jogo. Ouvi pelo rádio.
O jogo valia pela copa do NE e definia a primeira colocação, estando o FortalezaEC classificado e o ceara correndo riscos.
Como assisti a mais de 90% dos jogos, tenho minha opinião sobre a presença de alguns jogadores.
O Maranhão é um deles. Não vejo com condições técnicas de vestir o manto sagrado tricolor.
Acompanhando a narrativa pelo rádio e vendo depois os lances, fica claro que foi um jogo equilibrado, onde o Leão perdeu gols incríveis, e que poderiam determinar outra história.
Teve a chance de abrir o marcador com o Pio e levou o primeiro gol. Levou o segundo gol após desperdiçar três chances de gols consecutivas, descontando numa obrado acaso, num gol contra.

Cada vez que o Marcelo Chamusca consegue arredondar uma formação e, quando em jogos decisivos há uma ausência, ele comete o mesmo erro: insiste em manter a mesma forma de jogar, com um jogador que não consegue executar a função do substituído. Ela não consegue imaginar outra forma de jogar.

Maranguape 0 X 5 FortalezaEC

Maranguape 0 X 5 FortalezaEC
O Leão jogou com: Deola; Tinga, Genilson, Adalberto, Bruno; Correa (Dudu Cearense), Auremir, Maranhão (Cassiano), Samuel; Éverton (Pio) e Lúcio Maranhão. Técnico: Marcelo Chamusca.
Não diria que tecnicamente o jogo foi um primor, mas a torcida do Leão adorou.
Uma coisa chama atenção no trabalho do Chamusca: o time tem uma forma de jogar. O que me incomoda é que é uma forma apenas.
Quando ele tem o elenco a disposição, o time joga que dá gosto. Quando um ou dois jogadores não podem atuar, ele insiste em colocar jogadores que não se adaptam às funções estabelecidas. E isso invariavelmente dá errado.
O Maranguape deu espaços e o Leão não se fez de rogado.

Botafogo-PB 0 X 1 FortalezaEC

Botafogo 0 X 1 FortalezaEC
O Leão jogou com: Deola; Tinga, Lima, Adalberto, Wanderson; Pio (Auremir), Correa, Vinicius, Éverton; Daniel Sobralense (Cassiano) e Lucio Maranhão (Samuel). Técnico: Marcelo Chamusca.
Confesso que o jogo foi ruim.
O Leão estava de ressaca do cearense e foi tentando se garantir e empatar. Não gosto disso, mas compreendo a situação humana dos jogadores.
Algumas coisas incomodam em nosso treinador. Algumas teimosias, que beiram a religião. Uma delas é a tentativa de manter o mesmo esquema com jogadores diferentes. Jogadores com características diferentes.

segunda-feira, 9 de março de 2015

ceara 1 X 2 FORTALEZA EC


O Fortaleza jogou com: Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinícius Hess (Auremir), Pio (Uílliam) e Éverton; Daniel Sobralense (Maranhão) e Lúcio Maranhão.
De parabéns o nosso treinador Marcelo Chamusca. Uma mudança radical em uma semana e com os mesmos jogadores.
Tendo em vista a situação do Dudu Cearense e do Cassiano, não tenho nenhum reparo a fazer. Nem em relação aos nomes e nem ao papel tático.
Os laterais ficaram mais na marcação, ocupando o espaço pelas laterais, sem deixar que o ceara tivesse muita liberdade de atuar nesta parte do campo. Esse papel foi fundamental para que, com a participação dos zagueiros, o Leão “matasse” o ataque do ceara.
Papeis importantes tiveram Pio, Vinícius e Correa, que impossibilitaram as manobras do meio de campo adversário.
Também foi muito importante o papel de Daniel Sobralense e Éverton. Jogando à frente dos três volantes, participaram efetivamente com deslocamentos, dificultando a marcação dos volantes do ceará.
O que fez o Chamusca? Procurou dificultar o jogo do ceará, preenchendo o meio de campo e anulando jogadas pelas laterais do campo. Os volantes tinham o acompanhamento do Daniel e Éverton, enquanto o Lúcio Maranhão brigava na frente, não permitindo que os zagueiros do ceará se juntassem aos volantes.
O jogo do ceará não fluía, pois estava constantemente sob marcação.

Fortaleza 2 X 0 Ríver


O Fortaleza jogou com: Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinícius Hess (Márcio Diogo), Auremir (Maranhão); Daniel Sobralense, Samuel (Éverton); Lúcio Maranhão.
O jogo foi de um completo domínio tricolor. Podemos afirmar que, além dos dois gols marcados, outros cinco foram “perdidos”.
A volta do Chamusca foi responsável pela alegria vista na movimentação dos jogadores.
O Leão voltou a jogar com velocidade e ocupando os espaços no campo, principalmente pelas laterais. Não possuo estatísticas, mas afirmo, com certeza, que em nenhum jogo sob comando do Nedo Xavier houve tantas bolas com perigo cruzadas na área.
Tinga e Wanderson jogaram abertos e participativos no ataque. Os dois zagueiros e o volante Vinícius mais na espera. Auremir jogando de volante pela direita com liberdade para atacar e recompondo na marcação e o Correa mais centralizado. Daniel Sobralense jogando pela meia direita e Samuel mais para o ataque pela esquerda, com Lúcio Maranhão centralizado.
A entrada do Éverton melhorou a situação, pois ele joga mais embaixo, fechando o meio de campo pela esquerda, não deixando de aparecer no ataque, o que facilitou a marcação e o controle do jogo pelo meio de campo.

Fortaleza 0 X 1 ceara


Para começo de conversa, o Fortaleza jogou para não perder, o que excluía a possibilidade de ganhar.
Deola, Pio, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Dudu Cearense e Samuel. Cassiano e Lúcio Maranhão.
O Fortaleza manteve o sistema de jogo com os mesmos problemas e limitações. Ocorre que o ceara tem um time melhor que os outros e uma defesa mais bem postada.
Resultado: uma chance (mais ou menos) de gol em noventa minutos.
Deola foi bem com, pelo menos, duas boas defesas.
Pio e Wanderson não acrescentam na defesa e não fazem diferença no ataque. Além disso não conseguem ajudar no meio de campo. Resumindo, são jogadores que apenas ocupam espaços. A diferença do bom jogador é a atitude. Na bola virada errada pelo Correa o Magno Alves pressentiu. O Pio ficou só olhando.
Vinícius Hess ficou no papel de sempre. Ficava centralizado à frente da zaga. O Correa e o Dudu mais a frente. Todos fizeram bem seu papel, com o Dudu apresentando desgaste excessivo no segundo tempo.

Guarani 0 X 1 Fortaleza


O Leão jogou com Deola, Pio, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Dudu e Samuel, Cássio e Cassiano. Entraram Éverton no lugar do Samuel, Uilliam no lugar do Cassiano e Maranhão no lugar do Cássio.
O jogo foi ruim. O time do Guarani se mostrou fraco e o Leão desinteressado.
Um gol aos cinco minutos de jogo mudam a perspectiva de uma partida. A partir do gol o Leão jogou o primeiro tempo sem preocupação. Logo após o gol o Leão quase marca o segundo com o Cassiano, com a bola batendo na trave.
O Fortaleza apresenta uma incrível dificuldade em evoluir com a bola, o que ocasiona dificuldades na manutenção do controle da bola.
Parte dessa dificuldade decorre da armação e posicionamento do meio de campo. O Samuel não é o jogador mais indicado para fazer o papel de articulador. É um jogador que corre demais com a bola, além de se posicionar muito a frente da linha da bola, causando um hiato entre os três volantes e os atacantes.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Fortaleza 1 X 1 Maranguape


O Leão jogou com Deola no gol. Tinga, Genilson, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Pio, Correa e Samuel. Cassiano e Cássio.
O futebol não é uma ciência exata, sendo totalmente imprevisível.
O Leão começou o campeonato sem acertar o passo. Com treinador recém chegado e dificuldades para treinar e colocar jogadores em condições físicas de jogo. O Nedo Xavier tem passado por provações.
Ao contrário, o Maranguape tem um time de bons garotos e toca a bola com facilidade. Tem um toque de bola qualificado.
O primeiro tempo correu nesta perspectiva. O Fortaleza com dificuldades em tocar a bola tentando sempre a jogada longa em profundidade, o que irritava a torcida, pois o Maranguape retomava a bola e ficava tocando com facilidade.
A defesa não inspira confiança. Tinga e Wanderson estiveram mal. Um pouco melhor que sofrível. Genílson e Adalberto continuam mal nas bolas cruzadas. Alternam bons e maus momentos. Ambos costumam falhar e gerar lances de perigo.

Horizonte 1 X 3 Fortaleza


Foi um jogo atípico. Já classificado, o Fortaleza enfrentou um Horizonte já desclassificado, e jogou com um time alterado.
Deola no gol. Tinga fez sua estreia pela lateral direita, Lima e Max na zaga e Bruno na lateral esquerda. Meio de campo com Auremir, Dudu cearense, Éverton e Daniel Sobralense, Márcio Diogo e Cassiano no ataque.
Sobre a posição de goleiro, é sempre os extremos. Ou se destaca pelas defesas salvadores ou se destaca pelas falhas. Apesar de falhar uma única vez numa saída do gol, fica a marca, não passando confiança.
Gostei da estreia do Tinga. Mostrou disciplina defensiva, mostrando boa noção de cobertura, deficiência de muitos laterais. Apareceu constantemente como opção ofensiva. Dois senões: cruzou muitas bolas da intermediária e fez muitos cruzamentos com a bola baixa em velocidade, e não com aquela cavadinha, que mata a defesa.
Lima e Max tranquilos. Gostei mais do Max, mas parece nervoso e brusco demais para um zagueiro.
O Bruno me surpreendeu no primeiro tempo, aparecendo bem no ataque, inclusive se posicionando para finalizar em cruzamentos. Caiu muito no segundo tempo.

Fortaleza 1 X 0 Icasa


Deola, Pio, Genilson, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Everton e Samuel. Lucio Maranhão e Uílliam.
Um gol aos 40 segundos faz um jogo ficar atípico. Todo planejamento de catimba, retranca e irritação aos jogadores do Fortaleza caiu por terra.
Entrei no PV e vi apenas a bola cruzada para a complementação do Lúcio Maranhão para o gol.
Com o gol a equipe do Icasa sentiu a pancada e o jogo decorreu sem contratempos para o Leão no primeiro tempo.
Já se nota um padrão e formação tática. É um 4-4-2 sem novidades. Uma linha de zagueiros e uma segunda linha de meio de campo a frente quando se defende.
Quando ataca sempre avança um lateral, ficando o outro engatilhado para uma mudança de lado, avançando Correa pela direita e Éverton pela esquerda.
Creio que o erro seja a manutenção ou fixação do Samuel pela direita. Ele apresenta muitas dificuldades jogando pelo lado direito do campo.
O Pio, improvisado na lateral, até que buscou muito o ataque, mas parece displicente na hora de tocar a bola.
Novamente o ponto irritante foi o excesso de passes errados.
Exceto pelo lance do gol, o Uílliam, mais uma vez, desperdiçou todas as jogadas. Se o Nedo vai insistir com o Uílliam, que ele jogue pela direita, liberando o Samuel para jogar pela esquerda, porque acredito que não fará diferença para ele, que desperdiça todas as jogadas. Creio que o Samuel seja mais útil jogando pela esquerda.

O Maranhão entrou e comprovou minha tese de que ele é um jogador de pelada. Um jogador do quase: quase dribla, quase finaliza, quase joga e quase que suas jogadas têm consequências. 

River 2 X 2 Fortaleza em 18 de fevereiro de 2015


Fortaleza: Deola, Tinga, Genílson, Adalberto e Wanderson. Vinicius Hess, Pio (Auremir), Correa e Samuel. Cassiano (Maranhão) e Lucio Maranhão (Uílliam).
É o tipo de partida que nenhum torcedor gosta de se lembrar.
Um primeiro tempo tranquilo e sem ser incomodado pelo River.
Gostei da participação do Tinga no primeiro tempo, sempre se apresentando para o jogo. Genilson e Adalberto sem serem exigidos demais. Também uma boa partida do Wanderson no primeiro tempo, inclusive marcando um gol.
O campo de jogo do Albertão é tamanho máximo (105m X 75m) e com um péssimo gramado, o que dificultava o toque de bola e a condução da mesma em velocidade. Isso provocou muito desgaste físico nos jogadores.
O Leão jogava com os dois zagueiros fixos, liberando os laterais. O Vinícius Hess ficava mais na marcação, enquanto Pio e Correa tinham liberdade para atacar.
Mais a frente o Samuel tinha liberdade de movimentação, enquanto o Cassiano jogava avançado pelos lados e o Lúcio Maranhão ficava mais fixo prendendo os zagueiros.
Perfeito. Tanto é verdade que fez 2 X 0 no primeiro tempo, sem muito esforço.
Mas creio que esse foi o problema.
Com a saída do Lúcio Maranhão por contusão e a entrada do Uílliam, criou-se um obstáculo para o Leão manter a posse de bola no ataque. O Uílliam é incapaz de correr com a bola ou dominar e dar sequência às jogadas. Parece que ele não tem noção. Dar um passe é uma dificuldade. Resultado: aumentou a retomada de bola por parte do River.
Um segundo aspecto foi o comportamento de nosso treinador. Julgo que ele fez as opções equivocadas. Para mim, quem estava no banco tinha condições físicas de jogo.
O primeiro erro foi a entrada do Uilliam, que mais atrapalha do que acrescenta. Eu teria metido o Éverton pelo meio e deslocado o Samuel para jogar mais a frente com o Cassiano pela direita, afinal estávamos ganhando.

São Benedito 1 X 5 FORTALEZA


O Leão jogou com: Deola; Pio, Genilson, Adalberto, Wanderson; Correa, Vinicius Hess (Auremir), Samuel, Éverton (Dudu Cearense); Maranhão (Márcio Diogo) e Uilliam. Técnico: Nedo Xavier.
Sem muito o que falar desse jogo. O placar de 5 X 1 diz o que foi o jogo. Ainda teve bolas na trave e pênaltis não marcados. É muito fraco o São Benedito.
Estreia do Dudu cearense, mas muito fora de forma.
O Fortaleza esteve num 4-4-2 tradicional e fez os gols sem problemas, o que não vinha ocorrendo em outras partidas.
Com um ataque de Uílliam e Maranhão, não é coincidência os gols serem feitos por laterais e volantes.

Sem muito mais a dizer.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ceará 1 X 1 Fortaleza

ceará 1 X 1 Fortaleza
O Fortaleza jogou com: Deola, Pio, Genilson, Adalberto e Wanderson. Correa, Vinicius Hess, Auremir e Samuel. Uílliam (Maranhão) e Lúcio Maranhão.
O torcedor do Leão conhece seu time. Parece que para a torcida adversária o resultado foi uma surpresa. Esperavam demais da “seleção do nordeste”.
O Leão tem sido castigado pelos “deuses do futebol”, e quase que novamente era apenado.
Talvez por ter tido um pouco mais de tempo, este foi o primeiro jogo onde o dedo do treinador se mostrou.
Nada dessa baboseira de “nó tático”, mas o Nedo Xavier organizou o time analisando suas armas e conhecendo a forma de jogar do adversário.