quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Ferroviário 2 X 2 Fortaleza

Ferroviário 2 X 2 FORTALEZA - 15/01/2017
FICHA TÉCNICA
Fortaleza: 1-Marcelo Boeck; 2-Felipe, 3-Heitor, 4-Ligger e 19-Gastón Filgueira; 15-Jefferson (8-Vacaria), 5-Anderson Uchôa, 10-Rodrigo Andrade e 20-Cássio Ortega (6-Allan Vieira); 17-Gabriel Pereira (28-Maranhão) e 7-Juninho Potiguar. Técnico: Hemerson Maria.
Ferroviário: 1-Mauro; 2-Gustavo, 3-Erandir, 4-Túlio e 6-Jeanderson; 5-Jonathas, 8-Mimi (17-Glauber), 7-Vitor e 11-Raul (19-Carlos Alberto); 10-Valdeci (22-Adilton) e 9-Maxuell. Técnico: Marcelo Villar.
Subs: Sai Raul por Carlos Alberto aos 16min/2ºT, Sai Mimi por Glauber aos 18min/2ºT e Sai Valdeci por Adilton aos 22min/2ºT (Ferroviário); Sai Cássio Ortega por Allan Vieira aos 40min/1ºT, sai Gabriel Pereira por Maranhão aos 22min/2ºT e sai Jefferson por Vacaria aos 29min/2ºT (Fortaleza)
Gols: Maxuell aos 31min/1ºT e aos 24min/2ºT (Ferroviário); Gabriel Pereira aos 43min/1ºT e Jefferson aos 13min/2ºT (Fortaleza)
Cartões Amarelos: Gustavo e Jeanderson (Ferroviário); Anderson Uchôa (Fortaleza) 
Árbitro: Léo Simão - Assistentes: Armando Lopes e Batista Chaves 
Renda: R$ 97.995,00 - Público Pagante: 8.460 pessoas 

Não foi um bom jogo. Também não esperava nada além num começo de temporada.
Um time se dispôs a se defender e utilizar os contra-ataques. O outro rodava com a bola sem dar consequências. Apesar disso, quem levou mais perigo foi quem se dispôs a jogar no contra-ataque.
Não me cabe falar das estratégias e jogo do Ferrim. É um time fraco, que decidiu por uma estratégia e deu certo.
Não esperava um primor de jogo, mas esperava mais de alguns jogadores e, principalmente, um melhor posicionamento do Leão.
Não gosto de time que não posiciona meias ou atacantes abertos. Torna o lateral a única opção e abdica de ocupar aproximadamente 30 % da área de ataque.
Desta forma, o lateral chega sem forças para se confrontar com o outro lateral, que está descansado esperando. Creio que o lateral adversário teria de se preocupar com um meia ou atacante posicionado pelos lados do campo, e que a passagem de nosso lateral seria motivo adicional de preocupação para um dos volantes adversários.
Havendo isto, ou seja, o avanço do lateral, o mesmo pode se dar pela margem do campo ou afunilando, o que aumenta a preocupação do adversário, pois um dos zagueiros será obrigado a se posicionar para uma possível cobertura.
Creio que esse foi o principal erro de posicionamento do Leão, e que facilitou por demais o jogo do Ferrim.

Uma pitada de futebol II

Uma pitada de futebol II

Gostaria de escrever sobre coisas boas, mas parece difícil em nossa república de bananas. Só num mundo onde o fígado é o órgão encarregado do sentir e do pensar que se vive uma sensação de ódio latente.
Que o Felipe foi infeliz em suas declarações não se discute. Mas é o sonho de todo jogador jovem, inclusive de muitos desses que chegaram agora. É o sonho do garoto que está disputando a copinha em São Paulo.
O sonho é jogar num time maior. O sonho é jogar Real ou Barcelona. É jogar Chelsea ou Manchester.
Mas não enxergar uma promessa de suar e honrar a camisa, presente na mesma declaração, só como consequência da demência oriunda desse golpe paraguaio de 2016.
Mudando de assunto ...
Há tempos atrás escrevi sobre nosso calendário. O calendário do futebol brasileiro é feito para uma “meia dúzia” de clubes do sul “maravilha” e para atender às necessidades da rede globo. Nem quero discutir sobre o quanto a CBF ganha com esta opção de calendário.
O grande impasse e impedimento para um calendário justo, racional e competitivo é a presença da rede globo de televisão.
Não é o futebol que define suas prioridades, mas parece que as necessidades da globo provocam adequações no calendário, não se vendo o futebol como um todo, mas apenas a deliberada manutenção de uma “elite” de clubes, localizada nos estados “desenvolvidos”.
Essa elite, de apenas 15 times aproximadamente, tem suas necessidades atendidas.
Dane-se o futebol. Dane-se os outros clubes.

Uma pitada de futebol I

Uma pitada de futebol I

Hoje vejo serenidade na montagem do time. Arrotar grandeza nunca fez um time ser grande.
A grandeza histórica, nos moldes capitalistas, resulta de trabalho, resultados e história.
Lembro de quando caímos pela primeira vez para a série C. Tínhamos no ataque Artuzinho e Edmar, ex-seleção. Mas com atrasos nos pagamentos.
Prefiro um trabalho construído aos poucos, mas com planejamento e serenidade.
Um time só coloca em campo onze jogadores. Porque se contrataria trinta jogadores para o início de temporada?
Deveríamos contratar uma base para lapidarmos a partir dela, utilizando jogadores da base. Mas surge o primeiro problema: não temos bons jogadores na base.
Não posso culpar a atual diretoria com exclusividade. Mas também não posso absolvê-la. Afinal, já são passados dois anos dessa gestão.