Fortaleza
3 X 0 Guarany (Sobral)
O
começo de 2016 se mostra muito, mas muito melhor que o começo de
2015. Mas não é para menos. É muita infelicidade ser
presidido 4 anos pelo Renan Vieira, seguido de 4 anos do Osmar
Baquit.
Mas
são águas passadas. A esta altura de 2015 não tínhamos um time.
Hoje temos um
elenco forte. Acredito que umas cinco contratações desnecessárias
para iniciar uma temporada de série C. Mas pecar por excesso é
muito melhor que pecar por omissão.
Ainda
esperando para ver a cara do time do Flávio Araújo. Mas está sendo
um bom início. O desejo é que ele, ao final, não jogue fora um
trabalho por se tornar escravo de um sistema de jogo e
com preferências por alguns jogadores .
O
Flávio hoje tem em mãos um elenco que poucos times da
serie B possuem. Mas me incomoda quando se contrata muitos bons
jogadores para início de temporada.
Minha intuição diz que isso causa dois transtornos :
- quem chega, chega acreditando que será titular. Quem estava, crê que será titular, porque foi mantido no elenco. Não sei até que ponto isso é bom para um início de temporada;
- quando se contrata titular e reserva, tira-se a condição de lançar algum garoto da base.
Estes
dois fatores me deixam apreensivo com o que considero excesso de
contratações.
Mas
vamos lá.
Domingo
passado o Leão jogou amistosamente e meteu 3 X 0 no Maranguape. E
foi pouco pela produção,
mesmo sendo o primeiro jogo pós férias. O primeiro jogo de 2015
contra o Maranguape foi um sufoco.
Contra
o Guarany, uma partida já oficial, o time jogou com: Ricardo Berna,
o volante Felipe improvisado como lateral direito. O zagueiro canhoto
Max pela direita e o garoto Breno,
além do meia atacante Jean Mota como lateral esquerdo. Guto (Dudu
Cearense), Corrêa, Éverton e Elias (Núbio César). O ataque com o
meia Daniel Sobralense e o atacante Eduardo, que não joga
centralizado, entrando Hudson em seu lugar, na segunda metade do
segundo
do tempo.
Mesmo
com maior controle da bola, o Leão tinha muitas dificuldades em
finalizar.
Time
desentrosado e conduzindo em demasia o jogo pelo meio. Pequena
participação dos alas/laterais em jogadas de ataque. Éverton
jogando muito recuado e pelo meio. Felipe indo apenas até o meio de
campo.
Foi
só o lado esquerdo começar a jogar aberto, que rapidamente marcamos
dois gols em bolas cruzadas.
O
Guarany mostrou-se incapaz de gerar muitas preocupações
no primeiro tempo.
A
defesa não teve problemas. O meio de campos e ataque controlaram o
jogo e os dois gols nasceram naturalmente.
O
esquema básico.
Goleiro, laterais que pouco avançavam. Zagueiros fixos. Um volante
centralizado
(Guto) e dois que iam para o jogo (Corrêa e Éverton). Um meia
(Elias) jogando entre os segundos
volantes,
um meia se projetando (Daniel) e um atacante jogando aberto pelos
dois lados.
A
entrada do Dudu Cearense, abriu novas
perspectivas
ofensivas, mas desarrumou o meio quanto
a
marcação.
O
Guarany teve três chances de gol: uma falha individual do goleiro
Ricardo Berna numa saída
de gol. Um erro do zagueiro Max e uma falta desnecessária cometida
pelo Max. Ou seja, as bolas do Guarany foram oriundas de erros do
Leão.
Ficou
clara a necessidade de uma atacante de área. Ficou claro a limitação
do Elias quanto a participação. Sempre disperso. Impressionante a
capacidade do baixinho Daniel Sobralense de se colocar e cabecear a
bola.
Boa
a participação do Guto enquanto esteve em campo. Boa a participação
do Corrêa. O Éverton esteve bem, mas poderia ter participado mais
se jogasse mais aberto.
O
Sobralense jogou bem, participando de jogadas importantes, fazendo um
leque, indo da direita para a esquerda, e
puxando
os contra ataques.
O
Elias muito apático. Com boa técnica quando com a bola dominada,
mas sem ser decisivo quando sem bola, não auxiliando o meio na
marcação.
O
Eduardo é um bom atacante. Mas não é jogador de área. Se mexe
bem, jogando tanto pela direita, quanto pela esquerda.
Dudu
entrou bem, jogando centralizado e a frente do Corrêa, que passou a
atuar como primeiro volante.
Ainda
esperando a aclimatação do Núbio César, mas mostra-se insinuante
e rápido. Creio que será um jogador que fará a diferença.