sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Macaé 0 X 0 Fortaleza

Macaé 0 X 0 Fortaleza



Para um jogo chocho um placar OXO.

Algumas decisões em partidas de decisão são sempre difíceis e é plenamente justificada a postura do Rei Leão e de nosso treinador.

O Edinho faz falta porque é um jogador singular: hábil, veloz e disciplinado taticamente. Um desejo de consumo de todo treinador. E  como fez falta.

A opção do Chamusca foi a precaução. Trazer a decisão para o "Casteleão" lotado com nossa inflamada torcida.

Será o coroamento de um trabalho sem um único senão.

O único senão que vejo, no tocante ao futebol, e que tenho de nossa diretoria, é a não participação na Fares Lopes com nosso sub18 e sub20.

Acredito que poderíamos ter decidido no Rio de Janeiro. O Macaé é um time que poderia ter sido batido se essa fosse a determinação.

Um jogo fraco. O Fortaleza sem querer se arriscar e o Macaé com medo de levar um gol no contra-ataque.

Uma chance de gol do Macaé no início do jogo, onde o bandeira erroneamente assinalou impedimento e uma falta, oriunda de um lance onde não houve falta, com uma bela defesa de nosso goleirão Ricardo.

No mais o Macaé parou em nossa defesa, sempre bem postada.

A linha de zaga tranquila, com a preocupação principal de não levar gols. Dois volantes que jogaram muito, garantindo a frente da zaga, com Marcelinho e Wellington ajudando na marcação à frente dos volantes e auxiliando os laterais.

Defensivamente perfeito, contando ainda com as participações de Waldison e Robert.

Faltou jogar.

É uma critica recorrente que faço. Defendo-me, retomo a bola, e faço o quê?

O Leão viveu esse dilema.

Nem Waldison e nem Wellington Bruno abriam. Os laterais esbarravam nos laterais adversários na intermediária. Os volantes saiam pelo meio, mas o meio estava congestionado.

Sobravam algumas jogadas individuais, mas o Paraíba e o Wellington estavam mal.

Os laterais enfrentavam dificuldades ao avançar e não havia o apoio dos meias para fazer o envolvimento.

Quando o Edinho joga, a partir da retomada de bola, ele se torna uma preocupação para o lateral por um lado e o Waldison ocupa o outro lateral. O Robert mantendo-se centralizado ocupa os dois zagueiros e o volante, sobrando espaço para as evoluções de nossos dois volantes, do Paraíba e dos laterais.

O Fortaleza jogou quadrado contra o Macaé.

As mudanças apenas mantiveram o nível e o compromisso de não perder. Continuou jogando da mesma forma.

Sempre defendi que o melhor substituto do Edinho é um dos volantes.

Não é verdade que o time fique mais defensivo. Creio que ocuparia melhor os espaços.

Mesmo perdendo a velocidade do Edinho, Correa e Walfrido poderiam ser opções para as passagens constantes de Cametá e Fernandinho pelas laterais, com um posicionamento centralizado do Guto. Nenhum dos meias atualmente no elenco consegue cumprir o papel dk Edinho.

Poderíamos ter vencido. Tivemos chances, mas não fizemos força suficiente.

Amanhã é o primeiro dia de angústia deste final de semana que promete muito sofrimento.

Mas o Leão é melhor e merecemos. O Brasil é grande demais e merecemos continuar crescendo e incluindo.

É Dilma 13. É o Leão rugindo alto e firme.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Campanha do PT faz bem à democracia, por Breno Altman

Do blog do Miro:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/campanha-do-pt-faz-bem-democracia.html#more

Campanha do PT faz bem à democracia

Por Breno Altman

Não faltam vozes a denunciar inserções de campanha da presidente Dilma Rousseff como “baixaria” ou até “terrorismo eleitoral”. A candidata Marina Silva teria sido triturada por uma “máquina de mentiras”, a mesma variável que, supostamente inspirada pelo nazista Goebbels, estaria prestes a se abater sobre Aécio Neves.

Tal apreciação, além de distante da realidade, revela-se ardilosa. Sua única intenção consiste em vestir, com a coroa de espinhos do martírio, adversários incomodados pela crítica petista. A publicidade de Dilma recorre a algo que parece provocar horror em certos círculos: discussão programática implacável, densa e minuciosa, pois o Brasil é importante demais para conversas suaves.

Tanto Marina Silva quanto Aécio Neves sinalizaram campanhas baseadas em sentimentos difusos, discursos melífluos e denúncias de ocasião. Qualquer coisa que pudesse capturar a seu favor, através de truques simbólicos e propostas de laboratório, com ajuda de parte da imprensa, a vontade de mudanças manifestada pelas ruas. De preferência, sem expor a verdadeira natureza de seus projetos para o país.

A equipe da presidente incumbente rechaçou o esquema. Foi apresentando, ponto a ponto, os interesses de fundo representados no programa de Marina Silva. Começa a fazer o mesmo com medidas anunciadas pelo candidato tucano. Nada pode ser melhor para o debate democrático que passar a limpo os propósitos mobilizadores de partidos e seus líderes.



As diversas faces do antipetismo, por Matheus Pichonelli

http://jornalggn.com.br/noticia/as-diversas-faces-do-antipetismo-por-matheus-pichonelli

As diversas faces do antipetismo, por Matheus Pichonelli

O ódio, o antipetismo e o caráter

Como diria o poeta, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Ao fim da votação, tentei analisar, no último post, a tendência de acirramento no discurso tanto de eleitores petistas quanto de tucanos nesta segunda fase da eleição. Escrevi, e mantenho, que o esforço para dividir o “campo inimigo” entre petralhas e tucanalhas era parte de uma politização de arquibancada, redutora do espaço para o diálogo e da assimilação do contraditório. Este era (é) um ponto. 
Não significa que os projetos se equivalem ou que as ofensas sejam distribuídas de maneira equitativa. Apenas que, quando se manifestam, criam o campo propício para o ódio recíproco. E eliminam qualquer exame de consciência ou autocrítica, mutilados durante os picos de polarização. 
Um dos elementos deste acirramento, de fato, tem como origem o antipetismo, um fenômeno tão difuso quanto complexo. Da mesma forma como existem muitos PTs dentro do PT, de Olívio Dutra a Cândido Vacarezza, de Eduardo Suplicy a Agnelo Queiroz, existem muitos antipetismos dentro do antipetismo. Erra quem pensa que ele é apenas um fenômeno de uma elite egoísta e incapaz de aceitar a ascensão, no país, de grupos historicamente marginalizados. É também, mas não só. Se o fosse, não haveria explicação, por exemplo, para o discurso anti-PT que se assentou em representantes das classes populares. Há banqueiros que rejeitam o PT, mas há também motoboys, faxineiros, taxistas e porteiros. E isso só mostra que a questão é mais complexa do que apenas o abismo histórico entre as classes.

Despedida

 Não sei se é uma despedida ou um apenas um tempo, mas creio que minhas participações no Facebook estão findando.
Desde segunda tenho refletido na irracionalidade em que se transformou o Facebook nesta campanha eleitoral.
Não sei quantos dos amigos já leram o romance “A luneta mágica”, de Joaquim Manuel de Macedo. Nele, Simplício é um míope, mas míope “dos brabos”. Além de não enxergar nada além de vultos, tem dificuldades com as conceituações do mundo, zanzando de conceitos conforme o momento e sendo, conforme ele mesmo se define: “escravo das ideias dos outros … sendo sempre a favor de quem argumenta, mesmo que logo a seguir seja a favor do argumento contrário”.
O Facebook se transformou numa febre, mas a grande maioria das pessoas não consegue perceber o quanto a "alma" fica desnuda com curtidas, compartilhamentos e comentários.
No romance, Simplício ganha um “par de óculos” (atualizado para os dias de hoje) que “vê” o mal presente nas pessoas. É claro que ele quase enlouquece.
Após quebrar a luneta mágica, volta a ficar quase cego e novamente vai atrás de outra luneta mágica que o faça enxergar. Dessa vez, além de enxergar, “vê” o bem em cada pessoa. Aí o coitado quase quebra, porque todo oportunista encosta nele propondo um grande negócio.
O restante do livro fica por conta da curiosidade de cada um.
E assim é o Facebook. Não sei o autor, mas concordo plenamente: "Você é o que você compartilha, e se você compartilha inverdade, as pessoas vão achar que o mentiroso é você, e não a notícia. Compartilhou, assinou embaixo”.

Fortaleza 3 X 2 ASA

Fortaleza 3 X 2 ASA
Cada vez mais esperançoso ao ver o comportamento de nosso time. Feliz também por ver o comportamento de nossa torcida.
Mais de dez mil torcedores que resolveram assistir o jogo, que não define nada em termos de classificação e que é transmitido ao vivo pela TV aberta para Fortaleza. Paixão não se explica, se vive.
Quanto ao jogo, gostei. Alguns defeitos, outras limitações, mas há de se ter compreensão com a situação.
O ASA veio com uma proposta clara de não perder. Marcar forte, e, se possível, aproveitar alguma chance no contra-ataque.
Não canso de elogiar nosso treinador. Mais uma vez o Leão vem na mesma postura: sereno, tranquilo e valorizando a posse da bola.
Mais uma vez comete o erro da falta de capricho no passe e no domínio da bola. Não é um problema tático. É técnico e individual.
O Walfrido é um jogador de muito futuro, mas precisa entender que ele não é um torcedor em campo. Ele é um jogador profissional que tem funções a serem cumpridas em campo.
Tanto o volante quanto o lateral têm uma função básica além da marcação. Eles começam o jogo. O Walfrido tem a ânsia de sair para o jogo e resolver tudo sozinho e a bola deixa passar por ele, causando uma diminuição dos espaços.
Acredito que o Chamusca tenha chamado atenção. Houve muitas dificuldades de controle do jogo nos primeiros 20 minutos em função da marcação do ASA, com a participação do Walfrido, que insistia em jogar de meia, esquecendo seu papel de volante, o que creio que tenha sido corrigido por nosso treinador. Mas fez uma boa partida.
Nunca vi o Fernandinho tão mal. Acredito que tenha a ver com algo pessoal, pois tem muita qualidade técnica e boa capacidade física.
Também não gostei do Correa quando da saída para o jogo. Muitos erros.
O Genilson parecia estar nervoso e sem confiança da titularidade.
O Lima não foi tão exigido e deu uma "furada" de doer.
O Cametá no padrão. Sempre bem na marcação e cobertura pela direita. um pouco discreto no apoio.
Muito mal o Waldison no primeiro tempo. Inverteu posição com o Edinho e não adiantou. No segundo tempo afastou-se mais da esquerda e flutuou mais, melhorando muito. Pecou em duas bolas de gol no segundo tempo.
Muito mal o Marcelinho Paraíba. O jogo inteiro esteve mal. Talvez não devesse ter iniciado a partida. Deveria ter sido poupado. Piorou na segunda metade do segundo tempo quando “arriou as baterias”.
O Edinho desta vez fez a diferença. Fez o papel tático na composição, atacou pela direita, flutuou pelo meio e apareceu para o gol. Perfeito. Acredito que tenha saído para ser poupado, porque o Paraíba estava morto.
Gostei muito da entrada do Wellington Bruno. Creio que deveria ter entrado no lugar do Paraíba. Não tem velocidade, mas tem o poder de organizar o meio. É o substituto do Paraíba.
Gostei da força e da capacidade de passagem do Hudson. Faltou explicar essa situação ao resto do time. Passou várias vezes e não recebeu o passe. Tem muito vigor físico. Não sei sua capacidade de marcação e cobertura.
Fiquei preocupado com a lembrança do jogo contra o Sampaio no ano passado.
No começo do segundo tempo o ASA foi para o tudo ou nada e ficamos rebatendo bola, com muita dificuldade em sair para o jogo ou organizar contra-ataque eficiente.
Eles praticamente adiantaram quatro atacantes de forma simultânea além de dois meias, forçando a situação de forma que ficássemos com quatro zagueiros e dois volantes dentro de nossa área e, pelo cansaço do Marcelo Paraíba e erros de passe, jogássemos acuados.
É complicado julgar as opções. O Genilson nervoso foi substituído. O Cametá machucado foi substituído. O Paraíba ficou em campo morto dentro do calção, quem saiu foi o Edinho. Não posso culpar o treinador se o Edinho não tinha condições físicas, mas teria poupado o Paraíba.
Mas foi difícil.
3 X 2 como resultado de cinco gols incríveis e de muitos que foram perdidos pelo Leão.


Fortaleza, 06/10/2014

Botafogo 0 X 0 Fortaleza

Botafogo 0 X 0 Fortaleza
Não é fácil jogar já classificado, manter a concentração e o compromisso.
Queria parabenizar à comissão técnica e aos jogadores pela atitude. É o principal indício de que este ano estamos muito bem preparados.
Quanto ao jogo, não posso dizer que foi um grande jogo.
Duas coisas me pareceram claras: as preocupações em não levar cartões e em não perder.
O campo também não ajudava.
O Leão manteve sua característica, mantendo a posse de bola e cozinhando o jogo, sempre bem postado na defesa.
Criou as melhores oportunidades, mas teve muitos problemas com o passe e com os chutes a gol.
Chances reais com Paraíba, Zulu e Edinho. Praticamente a bola do Botafogo foi um cruzamento em diagonal onde tivemos sorte além de um cruzamento onde o atacante cabeceou sozinho, numa falha coletiva.
Novamente a defesa esteve bem com a volta do Eduardo Luís. Gostei da participação do Hudson, mesmo pela esquerda. Boa participação do Paraíba, com o Edinho começando a mostrar o futebol dele. O Eric entrou bem.
Cada jogo me impressiona o futebol do Guto. Claro que o temperamento é sempre um risco, mas temos a tranquilidade do Correa. Gostei da participação do Zulu.
Alguns jogadores, e o Waldison em particular, estão muito confiantes em marcação de falta pelas arbitragens. É preciso decidir a jogada sem contar com a marcação de uma possível falta por parte da arbitragem.
Taticamente sem muito a comentar, pois é um padrão de jogo já conhecido bem compreendido pelos atletas. A novidade fica por conta da movimentação maior do Edinho, invertendo posicionamento com o Waldison.
Desta vez creio que o Eric entrou na posição correta, ou seja, como meia articulador, em substituição ao Marcelinho Paraíba, e fez um bom trabalho.

No mais um jogo tranquilo, onde o aperreio era do Botafogo e o leão apenas esperou sem riscos.