Fortaleza
1 X 0 Guarany
Claro
que fui ao Alcides Santos.
O
jogo começou parecendo fácil, com um gol aos 2 minutos, numa bela
jogada de troca de passes e a conclusão do Waldison.
Talvez
isso tenha incomodado o Guarany, que jogou duro demais para um
amistoso.
Também
é necessário se escolher um juiz decente para apitar, mesmo que
seja treino.
A
defesa não me pareceu confiável, mas temos que entender a falta de
ritmo e a ausência dos titulares.
Ainda
precisamos de um meia para uma ausência do Paraíba ou do Edinho. No
mínimo uma alteração na forma de jogar. A entrada pura e simples
do Davidson é sofrível. Ainda não vi consequência em suas
participações. Quebra o meio de campo.
Espero
que nosso treinador tenha compreendido a lição dada por nossa
seleção com a utilização de quatro jogadores que não auxiliam na
marcação. Os dez primeiros minutos do segundo tempo foram um bom
indicativo de como não pode ser.
Para
a necessidade de substituição do Edinho ou do Paraiba, a melhor
opção que vejo seria a entrada de um terceiro volante, com a ação
dos laterais como meias e como atacantes, além da participação
mais efetiva no ataque do Walfrido.
Gostei
muito da participação do Waldison. O Hudson me pareceu uma boa
contratação, mostrando-se muito ativo. O Zulu é o tipo de jogador
para compor o banco e entrar para o abafa. Ele briga demasiadamente
com a bola.
Precisamos
de um meia. Mas um meia bom. Mas se não for possível a contratação,
seria necessário uma alternativa com o elenco que temos.
Outra
coisa que me deixa irritado é o desespero para vender nossos bons
valores. Será que não temos a capacidade de mantê-los felizes por
aqui.
Faço
uma conta simples. Quanto custa um Max, um Walfrido ou um Edinho aos
cofres do Fortaleza? R$ 7 mil cada? R$ 21 mil os três? Quanto
custaria trazer 3 jogadores com a mesma qualidade? R$ 50 mil pelos
três? Acredito que bem mais pelas qualidades deles.
Para
com esse aperreio em vender nossos jogadores e pensa no futuro do
Leão. Chama os atletas e os empresários e, ao final do ano, após a
subida para a B, renova e oferece um contrato com salários de R$ 12
ou 15 mil por cinco anos. Existe uma cláusula rescisória. Invistam
no futuro e vendam com ganho e não para empresários ganharem. Se
pagarem R$ 1,5 ou 2 milhões por cada um, aí sim, faz-se o negócio.
Nada
de fazer negócio com cláusula com percentual numa futura venda.
Agora,
fazer negócio onde somente o empresário ganha é "dose".
Outra
coisa que me preocupa é esse contrato com o CasteLeão. São eles
que precisam do Leão e não o contrário. O Castelão precisa se
justificar. O Ceará já caiu fora.
Durante
todo o ano o Castelão será necessário no máximo 6 vezes. Temos
poucas oportunidades de público superior a 20 mil pagantes. A
necessidade do Castelão num jogo noturno será exceção.
A
torcida adora o PV. Público abaixo de 20 mil torcedores dá prejuízo
no Castelão. O Ceará está saindo dessa arapuca.
Não
acredito que essa diretoria não saiba fazer as contas. Tenho medo do
desespero do caos financeiro, que sempre é mal conselheiro.
Pensem
na torcida também. Façam uma proposta ao Castelão para diminuição
das taxas para jogos diurnos e nos finais de semana, e com
arrecadação de bares e estacionamento, sem exclusividade e sem
obrigações de jogar lá.
Quem
precisa se justificar é o Castelão. Quem precisa de jogos lá é o
Castelão. Pensem nas próximas diretorias e nas obrigações
deixadas.
O
valor recebido será gasto complementando as despesas de jogos
deficitários. Não vale a pena oferecer a camisa do Leão para
sustentar a empresa administradora do Castelão.
Num
acaso, se o Castelão não disponibilizar o estádio por birra ou
vingança, é só usar a imprensa, o MP e a política.
Pensem
na torcida. Pensem num aumento da capacidade do Alcides Santos.
Eu,
particularmente, não acho uma boa ideia essa exclusividade.