quinta-feira, 6 de março de 2014

Guarany 1 X 1 Fortaleza

Guarany 1 X 1 Fortaleza

Minha primeira decepção com o Chamusca.

Mas ele tem muito crédito.

O Wladimir comprendeu que necessitava tirar a paz da defesa do Fortaleza.

Fez o básico. Manteve plantada a defesa. Plantou volantes no meio de campo e colocou atacantes velozes abertos. Acredito que ele acreditou que a chave do tesouro estava em avançar os laterais e marcar os laterais do Fortaleza na intermediária.

É onde vejo o erro do Chamusca.

Insistiu, durante o jogo todo, com três volantes, Edinho pela esquerda e Danilo Rios jogando entre a meia-direita e a meia-esquerda e Diego Neves jogando de pivô. Desistiu apenas próximo ao final.

Com 20 minutos teria alterado a forma de jogar do time.

Teria fixado Guto à frente da zaga e jogado com uma linha de quatro, composta por Cametá, Correa, Walfrido e Fernandinho. Abriria o Edinho pela direita e o Danilo pela meia-esquerda, fixando o Diego Neves.

Um primeiro comentário: não acredito ser uma boa estratégia jogar com o Diego Neves fazendo o papel de pivô. Ele é jogador de área. Jogador de explosão. Ele precisa receber a bola em cruzamento ou em velocidade, para finalização. Não considero sábio não explorar as melhores habilidades.

Não é inteligente a não utilização das laterais do campo. E foi o que o Fortaleza fez ontem. Mas foi escolha do treinador. Não trago muitas lembranças de jogadas pelas laterais e bolas cruzadas na área.

Como os laterais do Guarany jogaram bem avançados, ficou um bom espaço entre o zagueiro, o volante e o lateral, que poderia ter sido ocupado pelo Edinho na direita e Danilo na esquerda. esse avanço anulou um possível avanço de nossos laterais.

E foi o erro de nosso treinador não ter percebido e invertido o posicionamento, ao tempo em que avançava os volantes, fugindo da marcação do Guarany.

Creio que assim o Cametá e o Fernandinho teriam rendido mais.

O gol foi uma jogada individual e de muita raça do Correa, mas poderíamos ter marcado outros gols. Acredito que esse goleiro deva ser observado.

Um árbitro muito fraco. Pênalti não marcado no Walfrido (mais um ... o terceiro nos últimos três jogos), cartão amarelo mal aplicado ao Edinho, não expulsão do Edinho por simular pênalti. Afora várias jogadas de jogo bruto por parte do Guarany sem cartão.

Acredito que todas as jogadas de perigo do Guarany foram oriundas de erros grotescos do Fortaleza. Um passe defeituoso, uma "furada" ou um erro de posicionamento. Poucas vezes o Guarany veio com a bola dominada para atacar.

Esses erros grosseiros podem custar caro no próximo domingo.

É preciso evitar os erros, ter posição e postura definida. É fundamental utilizar com inteligência as características individuais. É preciso brigar pelo terreno e, principalmente, aprender a usar bem o terreno conquistado.

Podemos não ganhar domingo, mas precisamos lutar e nunca perder. O campeonato pode ser decidido no domingo. Uma vitória nos coloca a oito pontos de vantagem, faltando 18 pontos para serem jogados.

Nos últimos dois anos essa vantagem foi fundamental para conquistar o campeonato.

Mais do que a vantagem, instalar uma crise de credibilidade agora é fundamental.

Para quem vende a idéia de supertime, que irá subir para a primeira, levar uma lenhada para um time de terceira e cheio de garotos, pode ser o caos, com reflexo na confiança. Sendo desclassificado pelo América, seria o fim da picada.

O cavalo não passa selado duas vezes. Não podemos desperdiçar oportunidades.

Ontem lutamos. Não faltou garra ou compromisso, mas domingo é preciso muito mais.

Um último conselho: contratem um psicólogo para o Guto. Ele tem condições técnicas de ser um bom jogador, mas não possui condições emocionais. O pênalti foi ridículo. Grotesco até. Nem em campos de várzea vemos aquilo. Não é a primeira vez. É preciso que ele entenda que tudo na vida funciona melhor se fazemos com paixão, mas tudo é um desastre se não usamos a razão.

Fortaleza, 06/03/2014 - a partir do Android


Fortaleza 2 X 1 Icasa

Fortaleza 2 X 1 Icasa

Como tornar um jogo perigoso?

Fazendo como o Fortaleza fez contra o Icasa.

Claro que não acontece de forma premeditada. Não sei se é desconcentração. Não sei se é soberba. Não sei se é displicência. Mas ocorre.

E sábado foi um desses dias.

O jogo começou e o Fortaleza tocava a bola à vontade. Virava o jogo com tranquilidade e, bem plantado, praticamente não correu riscos no primeiro tempo.

Fez um gol e poderia ter feito outro para tranquilizar, mas desperdiçou. Teve pênalti não marcado e terminou o primeiro tempo no 1 X 0.

O segundo tempo começa e o Leão continua a dominar o jogo, mas o Icasa vai para o tudo ou nada e, não fosse o nosso goleiro, teríamos tomado o gol de empate. Claro que ainda se perdeu alguns gols e se desperdiçou jogadas de ataque bobamente ou por individualismo.

Continuo sem entender o porque de se segurar os laterais. Até entenderia se alguém ocupasse os lados do campo, mas o problema é que a ocupação é esporádica e, na maioria das vezes, desperciçamos um espaço de jogo.

É preciso equacionar isso. É fundamental haver alguém posicionado quase que sobre a linha lateral, tanto na direita, quanto na esquerda, quando a bola estiver pelo meio, iniciando uma jogada.

Imagino o jogo assim: jogada se inicia pelo meio ... dois volantes e o Paraiba auxiliados pelo Cametá e Fernandinho. Na frente temos o Robert pelo meio, o Edinho aberto na direita e o Romarinho aberto na esquerda

Como a defesa adversária é obrigada a se comportar?

Os dois zagueiros têm de ficar fixos e juntos ao Robert. Os laterais são obrigados a manterem-se afastados, pois Edinho e Romarinho estão engatilhados. Se for formada uma meia lua, com o Paraiba avançado, o meio de campo adversário terá dificuldades.

As opções decorrentes são variadas. O lateral poderá avançar pelo meio ou pelo lado do campo. O atacante aberto pode afunilar ou avançar pela extrema. O volante pode se tornar meia. O fundamental é fazer como numa partida de xadrez e ocupar espaços.

Neste jogo vi que o Romarinho funcionou menos como pivô, com os zagheiros tendo de marcá-lo em desvantagem, pois havia espaço para utilizar a velocidade. Senti que ele foi mais efetivo. Mas vi o individualismo dele ainda prevalecer, pois numa bola onde o Fernandinho passou livre pela esquerda, podendo finalizar ou cruzar, ele preferiu arriscar uma jogada individual. Isso gerou um bate boca bem desagradável.

Não sei se foi bom ter arriscado a volta de Waldisson e Robert numa partida.

Só não foi uma vitória tranquila porque o Fortaleza dificultou sua vida.

Fortaleza, 06/03/2014 - via Android