quinta-feira, 6 de março de 2014

Fortaleza 2 X 1 Icasa

Fortaleza 2 X 1 Icasa

Como tornar um jogo perigoso?

Fazendo como o Fortaleza fez contra o Icasa.

Claro que não acontece de forma premeditada. Não sei se é desconcentração. Não sei se é soberba. Não sei se é displicência. Mas ocorre.

E sábado foi um desses dias.

O jogo começou e o Fortaleza tocava a bola à vontade. Virava o jogo com tranquilidade e, bem plantado, praticamente não correu riscos no primeiro tempo.

Fez um gol e poderia ter feito outro para tranquilizar, mas desperdiçou. Teve pênalti não marcado e terminou o primeiro tempo no 1 X 0.

O segundo tempo começa e o Leão continua a dominar o jogo, mas o Icasa vai para o tudo ou nada e, não fosse o nosso goleiro, teríamos tomado o gol de empate. Claro que ainda se perdeu alguns gols e se desperdiçou jogadas de ataque bobamente ou por individualismo.

Continuo sem entender o porque de se segurar os laterais. Até entenderia se alguém ocupasse os lados do campo, mas o problema é que a ocupação é esporádica e, na maioria das vezes, desperciçamos um espaço de jogo.

É preciso equacionar isso. É fundamental haver alguém posicionado quase que sobre a linha lateral, tanto na direita, quanto na esquerda, quando a bola estiver pelo meio, iniciando uma jogada.

Imagino o jogo assim: jogada se inicia pelo meio ... dois volantes e o Paraiba auxiliados pelo Cametá e Fernandinho. Na frente temos o Robert pelo meio, o Edinho aberto na direita e o Romarinho aberto na esquerda

Como a defesa adversária é obrigada a se comportar?

Os dois zagueiros têm de ficar fixos e juntos ao Robert. Os laterais são obrigados a manterem-se afastados, pois Edinho e Romarinho estão engatilhados. Se for formada uma meia lua, com o Paraiba avançado, o meio de campo adversário terá dificuldades.

As opções decorrentes são variadas. O lateral poderá avançar pelo meio ou pelo lado do campo. O atacante aberto pode afunilar ou avançar pela extrema. O volante pode se tornar meia. O fundamental é fazer como numa partida de xadrez e ocupar espaços.

Neste jogo vi que o Romarinho funcionou menos como pivô, com os zagheiros tendo de marcá-lo em desvantagem, pois havia espaço para utilizar a velocidade. Senti que ele foi mais efetivo. Mas vi o individualismo dele ainda prevalecer, pois numa bola onde o Fernandinho passou livre pela esquerda, podendo finalizar ou cruzar, ele preferiu arriscar uma jogada individual. Isso gerou um bate boca bem desagradável.

Não sei se foi bom ter arriscado a volta de Waldisson e Robert numa partida.

Só não foi uma vitória tranquila porque o Fortaleza dificultou sua vida.

Fortaleza, 06/03/2014 - via Android


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