quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

A Portuguesa e o jeitinho brasileiro

Impressionante como o futebol mexe com o imaginário e lucidez das pessoas.
Como vi nesses dias pessoas lúcidas e com pensamento sério e sensato dizerem desatinos.
Vejo as pessoas clamando por celeridade da justiça mas, quando a justiça adota algumas medidas de celeridade, todos cobram a burocracia.
Vejo pessoas clamando por leis que não permitam interpretações mas, quando a justiça não deixa espaço para interpretações, gritam por um jeitinho.
Tentarei resgatar o que li nestes últimos dias. Tenho esse péssimo costume da curiosidade.
Para mim fica claro o acerto nas três decisões, com uma ressalva para o caso do Flamengo. As leis são anteriores ao fato e devem ser sempre genéricas. As penas devem ser claras e, havendo possibilidade de gradação, explicar os critérios. Julgar fora disso é subverter os princípios do direito.
O caso do Vasco.
Começo pelo final e mostro o resultado do placar: Atlético Paranaense 5 X 1 Vasco.
Cenas lamentáveis das torcidas e cenas de “sabedoria” ou “esperteza” dos diretores do Vasco, no que de pior tem estes conceitos.
Lembro que a confusão começou com torcedores do Vasco provocando torcedores do Atlético.
Como o Vasco necessitava da vitória, não posso não acreditar em premeditação, acrescido de denúncias de financiamento de torcidas organizadas em viagens dos clubes brasileiros.
Mas vamos ao fatos que vi e que foram objetos de argumentos.
O que diz o CBJD:

Art. 203. Deixar de disputar, sem justa causa, partida, prova ou o equivalente na respectiva modalidade, ou dar causa à sua não realização ou à sua suspensão. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R 100.000,00 (cem mil reais), e perda dos pontos em disputa a favor do adversário, na forma do regulamento. (NR).
§ 1º A entidade de prática desportiva também fica sujeita às penas deste artigo se a suspensão da partida tiver sido comprovadamente causada ou provocada por sua torcida. (AC).
§ 2º Se da infração resultar benefício ou prejuízo desportivo a terceiro, o órgão judicante poderá aplicar a pena de exclusão da competição em disputa. (AC).

A direção do Vasco não queria a continuidade do jogo sob o prisma deste artigo. Via a possibilidade de garantir os três pontos e escapar do rebaixamento.
Como já dito, não posso excluir a possibilidade de premeditação.
Para mim parece claro a concorrência de culpa das torcidas. Não foi uma agressão da torcida do Atlético, foi uma selvageria envolvendo as duas torcidas, com cenas mais fortes praticadas por torcedores vascaínos.
Lembro do financiamento de torcidas que se tornou público com muitas denúncias. A quem interessava um conflito generalizado?
Assim, não seria justo se punir apenas o Atlético, quando a torcida do Vasco também tem responsabilidades. A selvageria foi causada ou provocada pelas duas torcidas.
Fica uma dúvida: Como julgar uma partida que foi suspensa por culpa compartilhada, quando as duas torcidas deram causa a suspensão? Creio que seja o caso, pois o Vasco foi apenado pelo STJD com perda de mando de campo, o que indica culpa.
A partida é suspensa, joga-se depois e ninguém perde ponto? E o placar recomeça do zero? Talvez seja justo. Ou seria justo que os dois clubes perdessem os pontos?
Pois é, o Vasco tentou não voltar a campo argumentando os 30 minutos, prorrogáveis por mais 30 minutos.
Aí entra outro detalhe.
A lei não fala em esperar dois períodos de trinta minutos impreterivelmente. Deixa a critério do árbitro. A palavra “poderá” define essa competência. Se a avaliação de que os motivos que levaram a suspensão foram encerrados e a partida recomeçou, não tem mais que se falar em culpa do Atlético. Foi uma decisão do árbitro. E ele foi absolvido desta ação.
Para mim, a questão foi simples. Suspendida a partida e esperou-se 30 minutos. Após 30 minutos conversou-se com o responsável e teve-se uma posição da situação. A partir daí se marcam outros 30 minutos, que não começam a ser contados imediatamente quando se termina os primeiros 30 minutos.
Então, acredito que o Vasco não tem o que fazer … levou de cinco e está rebaixado.

Art. 19 - Uma partida só poderá ser adiada, interrompida ou suspensa quando ocorrerem pelo menos um dos seguintes motivos:
1) Falta de segurança;
2) Mau estado do campo, que torne a partida impraticável ou perigosa;
]3) Falta de iluminação adequada;
4) Conflitos ou distúrbios graves, no campo ou no estádio;
5) Procedimentos contrários à disciplina por parte dos componentes dos clubes ou de suas torcidas;
6) Ocorrência extraordinária que represente uma situação de comoção incompatível com a realização ou continuidade da partida.
§ 1º – Nos casos previstos no presente artigo, a partida interrompida poderá ser suspensa se não cessarem os motivos que deram causa a interrupção, no prazo de 30 minutos, prorrogável para mais 30 minutos, se o árbitro entender que o motivo que deu origem à paralisação da partida poderá ser sanado.
§ 2º – O árbitro poderá, a seu critério, suspender a partida mesmo que o chefe do policiamento ofereça garantias, nas situações previstas nos itens 1, 4 e 5 do presente artigo.

O caso da Portuguesa é outro. É amadorismo e incompetência explicita.
O jogador é julgado na sexta-feira e condenado a dois jogos, tendo cumprido um preventivo.
Claro que não tem condições de jogo para a próxima partida. O que a Lusa faz???
Escala o jogador. Só a presença na súmula (banco de reserva) era motivo de condenação e ainda entra em campo, chamando mais atenção.

Art. 36. Os atos do processo desportivo não dependem de forma determinada senão quando este Código expressamente o exigir, reputando-se válidos os que, realizados de outro modo, atendam à sua finalidade essencial. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

Acima, para os que reclamam da “celeridade” da justiça comum. Abaixo o tronco onde a Lusa ficou amarrada.

Art. 133. Proclamado o resultado do julgamento, a decisão produzirá efeitos imediatamente, independentemente de publicação ou da presença das partes ou de seus procuradores, desde que regularmente intimados para a sessão de julgamento, salvo na hipótese de decisão condenatória, cujos efeitos produzir-se-ão a partir do dia seguinte à proclamação. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

Citado regularmente, a decisão produzirá efeitos imediatos, e como foi decisão condenatória, os efeitos serão produzidos a partir do dia seguinte à proclamação.
Claro e cristalino.
E a pena? Qual seria? Como se daria a gradação?
Não existe gradação. Perda de três pontos e não validade dos pontos conquistados em campo. Simples: 1 ponto pelo empate e mais 3 pontos perdidos. Nada mais claro. Não há previsão de gradação por boa ou má-fé.

Art. 171. A suspensão por partida, prova ou equivalente será cumprida na mesma competição, torneio ou campeonato em que se verificou a infração.

O artigo 214 é claro e autoexplicativo.
Não deixa espaços para interpretações … só lamentar o amadorismo da Portuguesa.

Art. 214. Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
Pena: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independente do resultado da partida, prova ou equivalente, e multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (NR).
§ 1º Para os fins deste artigo, não serão computados os pontos eventualmente obtidos com o infrator. (NR).
§ 2º O resultado da partida, prova ou equivalente será mantido, mas à entidade infratora não serão computados eventuais critérios de desempate que lhe beneficiem, constante do regulamento da competição, como, entre outros, o registro da vitória ou de pontos marcados. (NR).
§ 3º A entidade de prática desportiva que ainda não tiver obtido pontos suficientes ficará com pontos negativos.
§ 4º Não sendo possível se aplicar a regra prevista neste artigo em face da forma de disputa da competição, o infrator será excluído da competição. (NR).

O RGC é claro. A denúncia de irregularidade é obrigatória e sempre posterior por parte da CBF. Não existe armação contra a Lusa.

Art. 52 – A DCO, verificando que um clube incluiu na partida atleta sem condição legal, encaminhará necessária e obrigatoriamente a notícia da infração ao STJD, ao qual competirá a aplicação da pena, nos termos do que dispõe o CBJD.

Assim, não vejo como a Portuguesa poderia ser apenada de outra forma.
Lamento por verdadeiros absurdos ditos por jornalistas/radialistas.
A situação do Flamengo é parecida com a da Portuguesa, mas ocorreu em torneios diferentes.
Além de tudo dito para a Portuguesa, consta da legislação:

Art. 171. A suspensão por partida, prova ou equivalente será cumprida na mesma competição, torneio ou campeonato em que se verificou a infração.
§ 1º Quando a suspensão não puder ser cumprida na mesma competição, torneio ou campeonato em que se verificou a infração, deverá ser cumprida na partida, prova ou equivalente subsequente de competição, campeonato ou torneio realizado pela mesma entidade de competição, campeonato ou torneio realizado pela mesma entidade de administração ou, desde que requerido pelo punido e a critério do Presidente do órgão judicante, na forma de medida de interesse social. (NR).

Essa palavrinha subsequente precisava de definição legal. O STJD, provavelmente influenciado pela pena imposta a Portuguesa, interpretou ao pé-da-letra.

Art. 58 – O atleta que for expulso de campo ou do banco de reservas ficará automaticamente impedido de participar da partida subsequente, independentemente de decisão da Justiça Desportiva no julgamento da infração disciplinar.
Parágrafo único – Se o julgamento ocorrer após o cumprimento da suspensão automática, sendo o atleta suspenso, deduzirsiá da pena imposta à partida não disputada em consequência da expulsão.

O flamengo alega que cumpriu a automática da expulsão na Copa do Brasil no Brasileiro, mas o STJD entendeu, e também creio correto, que não se cumpre automática em outra competição e, como não houve automática e o jogador foi apenado com uma partida, a partir da sentença teria de ser cumprida essa partida na partida subsequente de campeonato organizado pela CBF.
Ou seja. Expulso na última partida da Copa do Brasil, não se fala em suspensão automática. Apenado no STJD, cumpre a partir da primeira partida, independente de ser torneio diferente, desde que organizado pela CBF.
Então, pelo que li, espero que os treinadores e/ou gerentes de futebol prestem mais atenção.

Criticam o STJD, e com razão na maioria das vezes, mas creio que o STJD agiu certo agora. Sem comentar as m …s feitas no passado com o problema Treze-Rio Branco.

O primeiro jogo treino

No último sábado fui ao Alcides Santos assistir ao jogo treino do Fortaleza contra um amontoado de ex-jogadores e jogadores profissionais e amadores.
Claro que há uma preocupação com o estado do FEC, mas há uma concordância com a filosofia hoje defendida pelo atual diretor de futebol.
Com relação ao jogo, vi coisas que gostei e coisas que não gostei.
Gostei da forma de como o time procurou controlar o jogo no primeiro tempo.
Não gostei do posicionamento do ataque. Se o Robert não vai ficar centralizado prendendo os zagueiros, seria interessante outro atacante e o Waldison funcionar como centro-avante.
Se o Robert ficar centralizado, será necessário definir como serão os lados do campo. Aproveitar a estatura do Robert e a mobilidade do Waldison.
Para isso é necessário a passagem constante do lateral e o apoio de um meia pelo lado, além da participação constante do Waldison. Também deve haver sempre alguém aberto pelo lado oposto, proporcionando condições de inversão da jogada, além do avanço de um dos volantes.
É preciso que o treinador veja pequenos defeitos para correção. Houve uma jogada onde o Edinho estava perto do adversário com a bola e o Walfrido gritou para ele cercar. Como ele nada fez, o Walfrido teve de deixar seu marcador e combater o adversário esquecido pelo Edinho.
Resultado, em dois toques, o adversário originalmente marcado pelo Walfrido estava com a bola, livre, iniciando um ataque.
Outra sugestão: posicionar os volantes na vertical, com o Guto funcionando como primeiro volante e o Walfrido mais solto para sair para o jogo.
Com relação ao segundo tempo acredito uma insensatez o que foi feito.
Colocou-se um bando de jogadores em campo, correndo-se o risco de provocar reações desagradáveis por parte da torcida. Não se faz isso com jogadores jovens.
O coitado do Romarinho não sabia o que fazer. O time foi totalmente dominado, incapaz de reter a bola e organizar um ataque, e haja “chutão”.
É o tipo de jogo para se queimar um jovem como o Laertes, que entrou mostrando potencial pela meia-esquerda e de repente sumiu no meio de campo, sem uma função.
Fico preocupado com a contratação de jogadores para serem reservas.
No caso do goleiro, até se entende, mas contratou-se dois laterais direito e dois laterais esquerdo antes do início do campeonato. Fala-se em mais um volante e outro centro-avante, além de um meia. Lembro que o Amaral foi inicialmente volante nas categorias de base, sendo depois improvisado como lateral direito.
Não dá para se formatar um elenco para o ano todo antes do primeiro jogo. Faz-se uma base e se completa ou complementa com o andar dos jogos.
Pergunto: como ficará a situação do Sidney, lateral direito? E do lateral esquerdo que estará na Taça Cidade de São Paulo. Se vier outro volante, qual a chance do Walfrido? Se vier outro meia, qual a chance de um Edinho? Contratou-se o Robert e o Diego Neves, além do Waldison. Como podemos aproveitar um talento da base se contratamos de fora titulares e reservas, que na maioria das vezes não fazem a diferença.

Como sempre os entendidos começam a pressionar por contratações e o futuro do Leão continua a deriva.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A bola não entra por acaso

"A bola não entra por acaso"

Ouvi ontem esta expressão. É o titulo de um livro, que me parece escrito por um ex-diretor do Barcelona, hoje no Manchester City.
É o recado que daria ao nosso atual diretor de futebol. É parte de uma filosofia que gostaria de ver no Leão.
É o desejo de ver esse potencial, que é o Fortaleza Esporte Clube, se recolocar no caminho das conquistas.
Ainda amargurado desde a derrota para o Sampaio, mas uma derrota previsível. Empate com sabor de derrota é derrota.
O Leão não apresentou um bom futebol nos últimos seis jogos, apesar de algumas vitórias. Estava claro o descompasso entre o treinador e o elenco. Espero que o Jorge Veras consiga fazer o que acredito seja sua principal função. Analisar os treinos e as atitudes do treinador. Analisar as alternativas e as opções do treinador. Dar um parecer sobre o potencial de cada atleta.
Ou seja, ser os olhos e ouvidos do diretor de futebol, que não pode acompanhar o dia-a-dia do clube. Ser um consultor técnico.
Mas voltando ao hoje e com o olho no futuro.
Tenho gostado da atitude e sobriedade de nosso diretor de futebol e da política adotada. Tranquila e racional. Até agora.
Começou se afastando dos microfones e do ôba-ôba. Também estou satisfeito com a serenidade.
A compreensão da limitação e nossa maior forca.
Que me lembre, do desastre da terceirona sobraram dois jogadores com contratos longos, que deve ter sido goela abaixo e exigência dos empresários, porque a gestão antiga de futebol pensava curto.
Mas temos o Waldison e o Danilo Rios. O Danilo Rios não vi jogar e por isso não posso falar.
O Waldison não é nenhuma sumidade, mas é muito útil ao FEC. É um jogador rápido e com boa técnica. Tem capacidade de jogar como primeiro ou segundo atacante pelos dois lados do campo. Foi bom ele ter ficado no elenco.
Analisando nosso elenco e potencialidades.
Goleiros.
Temos dois garotos que nunca chamaram atenção.
Um goleiro, além da capacidade técnica individual, precisa de algumas qualidades. A primeira é uma capacidade de liderança, necessária para se comandar a defesa. Ele está de frente para o desenrolar da jogada e tem papel fundamental na orientação. Uma segunda característica é o instinto ou intuição. É pressentir a jogada e alertar os companheiros. A terceira é individual, que se aprimora com o treinamento: agilidade e rapidez de raciocínio. Uma última, mas não menos importante é a confiança.
Vi poucos jogos dos garotos, principalmente quando mais jovens, e as características relacionadas à personalidade não me pareceram convincentes: liderança, instinto e confiança.
O Luiz Henrique e um goleiro rodado e experiente. Ele sabe que será o segundo reserva.
Temos tempo para procurar um goleiro mais jovem e promissor que possa ser contratado, de repente por um período mais longo.
Laterais.
Algumas características são desejáveis para o lateral: ter vigor é a principal. Com relação à parte técnica e tática diria que o primordial é saber fazer a cobertura e bloqueio. Saber fechar para cobrir ou bloquear o lado da área. Se souber subir aberto, pode ser útil com o auxilio de um meia e do segundo atacante. Se tiver mais habilidade pode jogar afunilando, funcionando com meia que chega.
É fundamental casar as características dos laterais e volantes.
Hoje temos apenas o Amaral, que vi há 6 anos atrás. Era um jogador que chegava bem, mas deficiente na marcação, talvez por ser originariamente volante. Não vi o Sidney.
Não temos lateral esquerdo. É uma contratação urgente, mesmo com o Adalberto fazendo esse papel.
Zagueiros.
Temos o Luis Gustavo, o Eduardo Luis e o Adalberto, alem do Max, garoto da base.
Não vi o Max jogar, então não posso falar.
Para nossas condições o Eduardo Luis foi um bom retorno. Gostei. Gostei da volta do Adalberto também. Jogador que pode fazer a quarta zaga, a lateral esquerda e jogar de volante.
Pelo que me lembro da defesa do Icasa, era do tipo rebatedora. Uma zaga que deu chances ao time de ganhar muitos pontos fora de casa. Não lembro especificamente do Luis Gustavo, mas vale a aposta com certeza.
Fica uma vaga para ser contratado com calma e aproveitando uma oportunidade. Sem falar dos garotos que serão incorporados após a Copa Sao Paulo.
Meio de campo
É a alma de um time. O meio de campo praticamente defina a forma de o time jogar.
Contratamos dois volantes de características semelhantes.
O Leandro é o tipo de jogador que contrataria. Seu problema parece ser fisiológico. Em todo esse tempo ele nunca se firmou porque sempre que estava bem e era exigido, se machucava. Creio que será uma boa opção para se compor o elenco.
O Guto me lembra o Dude quando contratado, não me recordo se do Limoeiro ou América de Russas. Jogador novo, com muita disposição, que merece um cuidado maior e paciência com alguns fundamentos.
Walfrido, Ebelardo, Laertes e Alemão são grandes promessas que devem ser tratadas com cuidado e carinho. Juntamente com o Jeferson, sempre acreditei neles vendo final de sub-20 ou Copa São Paulo. 
Não posso falar de Danilo Rios e Evandro. Acredito que o Edinho deslanche este ano.
O Marcelinho dispensa comentários.
O ataque.
Já falei do Waldison. Vejo o Robert como um bom atacante que joga enfiado entre os zagueiros.
Ainda me irrito com o ataque escalado contra o Sampaio com Waldison, Robert e Assisinho. Faltou meio de campo.
Também foi contratado outro atacante, o Diego Neves, que, se não me engano, também é estilo trombador, fixo entre os zagueiros.
E temos o Romarinho, semelhante ao Assissinho, mas acredito que melhor. Mais técnico. Vejo o Romarinho um jogador rápido e objetivo.
Resumindo, acredito que precisamos de um goleiro, mas sem pressa. Da mesma forma que precisamos de um zagueiro. Um lateral esquerdo é urgente, além de deixarmos o que vier da Copa São Paulo. Por enquanto não traria ninguém para o meio de campo e ataque.
Nossos jogadores precisam de espaço e confiança para crescerem. Não haverá nenhum espaço e nem confiança com notícias diárias de contratação e com um elenco com 35 jogadores.
Sei que haverá jogo sobre jogo, mas creio possível se administrar com serenidade.
Lançar o Max zagueiro em algumas partidas. Lançar um dos garotos como segundo volante. Revezar Guto e Leandro. Dar folga ao Marcelinho com opção pelo Edinho. Testar Evandro e Danilo Rios, além de utilizar o Romarinho.
Tudo isso e possivel, desde que se consigam três vitoriam nas três primeiras rodadas.
Por isso é fundamental essa percepção por parte do treinador e o comprometimento por parte do elenco. E necessário conquistar a torcida.
Com o que temos hoje faria uma sugestão baseada nas características dos jogadores.
Luis Henrique, Amaral, Eduardo Luis, Luis Gustavo e Adalberto. Guto, Walfrido, um meia que ocupe a esquerda, pela presença limitada do Adalberto no ataque e o Marcelinho. Waldison e Robert.
Kkkkkkkkk não posso deixar de me sentir treinador.

Finalizando, acredito burrice se contratar jogadores para serem reservas. Outra burrice é não se dar espaços para a garotada. As contratações podem e devem ser feitas com parcimônia. Primeiro pelos poucos recursos. Segundo que muita contratação desestabiliza o elenco.

Sonhos no Leão

Sonhos no Leão

Nos dias de hoje é difícil um torcedor do FEC conseguir falar com serenidade sobre o Leão
Muitos erros nos últimos cinco anos. Muita irresponsabilidade. Muita incompetência. Muita falta de compromisso com o futuro do Leão.
Mas não quero falar de erros. Quero falar de sonhos.
Dos sonhos de um torcedor comum.
Do sonho de ganhar na loteria e construir um clube estável, com estrutura suficiente para aguentar um incompetente/irresponsável no cargo e tirá-lo de maneira legal, conforme reze o estatuto.
Do sonho de se construir um clube verdadeiramente popular, agradecendo desde já a todos os ex-presidentes e ex-diretores que passaram e deram um pouco de sua vida pela construção do FEC que temos hoje. Sem esquecer dos beneméritos que sempre estiveram presentes, mesmo que anonimamente.
Hora de refundar o Rei Leão.
Quatro grandes eixos.
Estatuto e vida administrativa e social.
A primeira medida seria uma reformulação profunda no estatuto, além de alterações na forma de administrar.
Mudar a gestão do Rei Leão. Deixar de ser um clube de meia dúzia. Deixar de ser um clube de elite e ser um clube do torcedor. Verdadeiramente do torcedor.
Seria oficializado no estatuto quatro categorias de sócios:
- o sócio-proprietário, tal como é hoje;
- o sócio torcedor;
- o sócio torcedor popular;
- o sócio torcedor juvenil/estudante (até 18 anos).
O sócio-proprietário pagaria uma taxa mensal.
Todo sócio-proprietário perderia seu direito de participar da vida política e administrativa do FEC ao completar 12 meses de inadimplência. Pagando as contribuições devidas, seria novamente considerado sócio adimplente, não sendo permitido o perdão da dívida. Não haveria sua participação em decisões onde houvesse restrições à inadimplência.
Com 3 anos de inadimplência perderia a condição de sócio-proprietário, podendo ser reabilitado com o pagamento dos 3 anos em atraso. Não seriam cobrados juros para a quitação da dívida, que se daria pelo pagamento baseado no valor atual das contribuições.
O sócio-torcedor também pagaria uma taxa mensal.
O sócio-torcedor será transformado em sócio-proprietário ao, de forma ininterrupta, ser considerado sócio-torcedor adimplente por três anos consecutivos, adquirindo assim todos os direitos em participar da vida política do FEC. Em caso de inadimplência por prazo superior a 6 meses perderá sua condição de sócio-torcedor.
As eleições seriam em épocas distintas para a diretoria executiva e os conselhos fiscal e deliberativo, e em chapas fechadas. A eleição não se daria por cargos e sim por chapa.
Seriam eleitos para a diretoria executiva: o presidente, o vice-presidente, o diretor de futebol e o diretor financeiro. Os demais cargos seriam de provimento do presidente, com aprovação pelo conselho deliberativo.
Em caso de vacância dos cargos de vice-presidente ou de diretor, seria apresentada pelo presidente uma lista tríplice para votação pelo conselho deliberativo. Não sendo aprovado nenhum dos três nomes, seria convocada uma eleição para os cargos, com votação direta dos sócios.
A eleição para a diretoria executiva ocorreria a cada três anos, sempre no primeiro domingo de dezembro. As eleições para os conselhos deliberativos e fiscal ocorreriam a cada dois anos, sempre na data de aniversário do Rei Leão, 18 de outubro.
Por conveniência administrativa esta data poderia ser antecipada ou postergada, sendo necessária a aprovação por dois terços dos membros do Conselho Deliberativo presentes à reunião expressamente convocada.
O Conselho Deliberativo seria composto por 100 sócios adimplentes e 50 suplentes. Sempre que um conselheiro fosse considerado inadimplente seria substituído pelo suplente, perdendo sua prerrogativa de conselheiro.
O sócio conselheiro será considerado inadimplente quando completar 3 meses de atraso nos pagamentos de sua contribuição. Além da contribuição como sócio, poderá ser instituída uma contribuição extra para os conselheiros.
60% das vagas de conselheiros serão exclusivas dos sócios-proprietários adimplentes. 30% poderão ser destinadas aos sócios torcedores adimplentes e os 10% restantes poderão ser destinadas aos sócios-torcedores categoria popular.
Terá direito de votar e ser votado apenas os sócios considerados adimplentes. O sócio torcedor juvenil/estudante não poderá votar ou ser votado por ser menor de idade.
Será vedado o direito de voto ao sócio adimplente que tenha regularizado sua situação há menos de seis meses de qualquer votação.
Terá direito a voto e a ser votado, o sócio que, na data de votação, tenha mais de dois anos como sócio e seja considerado adimplente.
Será obrigatório, sob pena de intervenção, a apresentação, em documento oficial aos conselheiros (deliberativo e fiscal), de prestação de contas trimestral. Exemplificando: a prestação de contas do primeiro trimestre devera ocorrer ate o final do segundo semestre.
A prestação de contas deverá fornecer:
- A quantidade, categoria e situação de cada sócio;
- O total arrecadado com jogos no período;
- O total arrecadado com contribuições de sócios e torcedores;
- O total arrecadado com outras fontes tipo: patrocínios, loterias, CBF etc.;
- As despesas administrativas, despesas com jogos, despesas com elenco, despesas diversas como: passagens, treinamento, taxas e impostos;
- O detalhamento da situação salarial de elenco, comissão técnica e funcionários.
- O detalhamento da situação contratual de cada jogador, seja profissional ou amador, do tipo vencimento do contrato.
- O detalhamento de ações trabalhistas e situação fiscal: pagamento e recolhimentos de taxas e impostos.
Os dados serão auditados pelo conselho fiscal, sendo facultado ao sócio o direito de informação. Não será negada, nem sob a justificativa de sigilo, essas informações no caso de solicitação formal das informações quando subscrita por no mínimo 25 % dos sócios adimplentes ou 25% do conselho deliberativo.
Será considerada falta gravíssima a informação falsa, a informação equivocada, a informação incompleta ou a sonegação de informações.
Será passível de destituição a diretoria que ponha em risco o futuro administrativo do clube, situação esta baseada em denúncia subscrita por pelo menos 25% dos sócios adimplentes ou conselheiros e votada em decisão do conselho deliberativo em reunião especialmente convocada por 50% mais um dos votos dos ou conselheiros presentes. A negativa expressa ou tácita da solicitação de informações também será motivo de destituição da diretoria.
Caso 50% dos sócios adimplentes, excetuando-se os sócios juvenil/estudante subscrevam pedido de impedimento da diretoria, será convocada votação específica para se decidir.
Destituída a diretoria conforme trâmites legais, assume de imediato o presidente do Conselho Deliberativo, com eleição automaticamente marcada para 30 dias.
A diretoria executiva tem toda liberdade de gerir o futuro do Leão, sendo responsável pelo futuro do FEC.
Com relação aos preços, hoje recomendaria:
- para o sócio-proprietário uma contribuição mensal de R$ 200 ou R$ 150 dependendo de onde seja a opção de gratuidade em jogos onde o mando de campo fosse do FEC;
- para o sócio torcedor uma contribuição mensal de R$ 120 ou R$ 80 dependendo de onde seja a opção de gratuidade em jogos onde o mando de campo fosse do FEC;
- para o sócio torcedor popular seria garantido a compra preferencial e antecipada com 50 % do valor do ingresso, sendo cobrado um valor de R$ 40, ficando estabelecido que seriam oferecidos 10% dos ingressos gratuitos através de sorteios. Seriam destinados os locais geral ou arquibancada.
- os sócios juventude/estudante teriam acesso franqueado com controle através da carteira de estudante, garantindo acesso gratuito aos menores de 12 anos e pagamento de 50% do valor do ingresso aos que já completaram 12 anos, conforme preconiza a lei. Não seria cobrada nenhuma contribuição.
O segundo eixo seria com relação ao patrimônio.
É fundamental não depender de favores do estado/município. Assim será prioritário a construção de um estádio próprio.
Necessário que se defina a propriedade do patrimônio. Uma associação onde os membros sejam os sócios??? É uma ideia.
Será necessário um plano para viabilizar essa construção. Não vejo impossível. Vejo ausência de condições subjetivas e objetivas neste momento.
É difícil quando não se confia na diretoria.
Entretanto, há pessoas que reúnem credibilidade e que poderiam tocar a obra. Há grandes empresários e executivos que poderiam ajudar.
Um nome poderia, ou digamos, seria obrigatório. Todo torcedor confia no benemérito Manoel Guimarães.
Necessário um plano e um projeto.
Fundamental se facilitar a contribuição de populares. Não devemos e nem podemos duvidar de nossa capacidade. Vendam a idéia de certeza e seriedade.
Não acredito que a massa tricolor não ajude.
Um projeto simples, confortável e sem luxo para 30.000 pessoas não me parece coisa do outro mundo.
Quanto custaria em dinheiro??? R$ 10 milhões, R$ 20 milhões, R$ 40 milhões? Não sei, mas acredito que dá para fazer uma engenharia e ter um estádio em 4 anos.
Quanto vale o terreno do Pici? E fundamental aquele terreno ou poderíamos pensar noutro projeto?
Não acredito que não existam 500 torcedores empresários ou com posses suficiente para contribuir por quatro anos com uma mensalidade de R$ 500 ou R$ 1000, vendo e testemunhando a obra acontecer, sendo proprietário eterno de uma cadeira, não hereditária e não transferível. Uma cadeira especial com seu nome.
Não acredito que o programa sócio-torcedor não consiga destinar R$ 100 mil mensalmente para a construção de nossa casa.
Não imagino que, vendo a obra andar, não haja mensalmente um mutirão para aquisições de aço, cimento, areia, brita e mão de obra de pedreiros, profissionais e amadores.
Não imagino que a venda ou permuta do Alcides Santos não proporcione condições de escolher um terreno interessante para a construção de um novo Estádio Alcides Santos.
Não consigo imaginar um estádio sendo construído sem que uma "cidade" seja erguida e alugada no entorno, com renda de aluguel suficiente para a manutenção do estádio.
Temos o CT, que deveria ser o local oficial de treinamento. Concluir e funcionar em 100% fará bem, inclusive a nossa autoestima.
Será que não conseguimos arrecadar R$ 500 mil por mês e dedicar a construção de nosso estádio, tendo uma boa base a partir do dinheiro conseguido com a venda do atual Alcides Santos.
Será que não conseguimos um financiamento para garantir a conclusão.
Será que somos incompetentes para motivar o torcedor?
Com certeza, pagaria uma mensalidade vendo as obras caminhando.
Se pudesse, pagaria essa contribuição para ver meu nome na parede do estádio como contribuinte. Muitos não podem, mas outros ostentarão o orgulho e a felicidade, ao se levar o neto ao nosso estádio, para ver um jogo do nosso time, e mostrar: olha, o vovô contribuiu com o estádio do Rei Leão.
CATEGORIAS DE BASE
Só pensa a categoria de base quem pensa no futuro.
Quantos torcedores se dão ao trabalho de assistir a um jogo das categorias de base, não sendo familiar ou vizinho de jogador? E quantos pregam a utilização das categorias de base?
Quem é mesmo o diretor amador do Leão? Parece que não é importante.
Hoje temos um problema: - não temos profissionais identificados com a torcida.
São poucos. Temos um Jorge Veras, um Ronaldo Angelim, um Daniel Frasson, um Dudi. Contamos os ídolos nos dedos da mão.
É o resultado de nossa política desastrosa de contratações sem critérios.
Precisamos de ídolos para cuidar da garotada.
Precisamos de profissionais para estarem junto a esses ídolos.
Formar uma comissão com Jorge Veras, Frasson, Celso Gavião, Dudi ou Angelim seria interessante. Trazer profissionais para fazer o trabalho técnico e tático, com fundamentos para que a garotada chegue ao profissional preparada para a profissão.
Essa comissão seria o elo entre a diretoria e os amadores. Participaria das avaliações e discutiria as estratégias.
Com certeza, troco todos os títulos amadores por dois ou três jogadores revelados por ano e que assumam a titularidade no profissional. Já estaria pago o investimento.
Será que não é possível um convênio com um bom colégio, de forma a ter a condição dos garotos estudarem, ao mesmo tempo em que os alunos do colégio usufruiriam da estrutura do FEC. Pode ser que de repente se descubra um talento em campeonatos colegiais e interclasses.
Todo jovem com potencial teria contrato profissional por três anos a partir dos 16 anos. Uma renovação por maior período se daria a partir de avaliação que seria feita com a proximidade dos 18 anos.
Venda de jogadores menores de 18 anos somente seria permitida com a autorização do Conselho Deliberativo.
Não participariam de competições nacionais os jogadores da base com menos de um ano de contrato para o fim de sua vigência.
É importante que o garoto da base tenham contratos por um período longo, de forma a que possa participar do futebol profissional com alguma possibilidade de retorno financeiro para o Leão.
Sobre o futebol profissional, é fundamental se ter uma filosofia.
Formar um grupo com no máximo 25 jogadores profissionais. Claro que há lugar para exceções, como uma contusão de longa recuperação.
Que tal: 3 goleiros, 5 zagueiros, 4 laterais, 4 volantes, 4 meias e 5 atacantes. Não seriam computados os agregados da base, pois seria considerada como fase de adaptação e aperfeiçoamento.
Após a definição do grupo, só haveria novas contratações com a indicação, por parte do treinador, de quem seria afastado do grupo, não sendo considerados os afastamentos de jogadores da base.
O treinador não teria a função de diretor de futebol (Hélio dos Anjos). Ele seria apenas um funcionário do FEC, exercendo uma função específica.
O futebol seria comandado pelo Diretor de Futebol.
Reforçando: quando for solicitado um reforço, deverá ser indicado o jogador a ser afastado do grupo dos 25. Não faz sentido treinamento com 35 ou 40 jogadores.
Ter um consultor técnico de futebol. Achei ótima a escolha do Jorge Veras. Sua missão seria acompanhar o futebol em geral e os treinamentos em particular, de forma a participar de forma opinativa. Não contrata e nem decide. Opina.
Ter um gerente de futebol que seja intermediário entre o elenco e comissão técnica e a diretoria. Que tenha capacidade de ação/decisão
Ter um supervisor que resolva as questões burocráticas e de logísticas do futebol profissional.
Ter como regra a substituição temporária da comissão técnica (demissão) com membros da comissão dos amadores ou consultor técnico ou gerente de futebol, de forma a ter calma e tempo para se montar outra comissão.
Reunir-se rotineiramente com o treinador para assistir partidas passadas e discutir questões técnicas, físicas e táticas. Os resultados obtidos em campo são apenas consequências do trabalho.
Planejar o elenco para três anos.
Manter uma base homogênea de jogadores de forma a ter sempre um grupo forte o suficiente para aguentar problemas ----> resiliência.
Como formar um grupo?
1) Entender que o jogador é um ser humano e precisa de sonhos para manter-se motivado;
2) Independente da divisão ou campeonato que jogue, para ser feliz, um profissional quer:
- paz para trabalhar;
- motivação;
- acreditar (crença no potencial);
- perspectiva profissional.
Uma diretoria precisa ter credibilidade. Credibilidade não se compra. Faz parte do caráter e das ações de cada um.
É preciso a manutenção de pelo menos um grupo permanente de 15 jogadores, com substituições eventuais e pontuais.
Para isso é necessário contratos justos, onde as duas partes confiem e estejam satisfeitas.
O que é planejamento?
É uma declaração de que se sabe o caminho. É uma consciência dos limites. É um compromisso com as receitas e uma consciência com as despesas. É responsabilidade. É precaução.
Como formar um o elenco?
O problema é se contratar demais e perder dinheiro contratando jogadores para serem reservas. Isso é idiotice.
É o que todos falam: fazer uma espinha dorsal que dê sustentação.
Alguns bons jogadores e contar com a base no início.
Nos dias de hoje: um goleiro, dois zagueiros, um volante, um meia e um atacante com salários médios de R$ 20/25 mil.
Outro goleiro, outro zagueiro, dois laterais, outro volante, um meia e um atacante com salários médios de R$ 10/15 mil.
Completar com jogadores locais e da base.
Uma folha em torno de R$ 250 mil e uma comissão técnica em torno de R$ 50 mil.
Se contratar jogador ruim, é prejuízo certo.
Uma previsão mínima de receita em torno de R$ 400 mil/mês. Não se faz futebol profissional com menos que isso.
Crescimento sem descrédito ou maluquice.
Novamente: contratação de jogador ruim é prejuízo. Melhor apostar na base ou jogadores com potencial que sejam da região.
E o importante: combinar características dos jogadores.
Volantes mais presos → laterais que avançam e atacantes que se desloquem;
Centroavante alto e fixo → jogo pelas extremas;
Atacantes de velocidade → meio de campo com capacidade de lançamento.
Só lembrando que é fundamental:
- ter filosofia;
- acreditar na filosofia;
- viver a filosofia;

- seriedade e credibilidade para implantar a filosofia.

Ainda são sonhos

Desespero e incompetência ... mistura explosiva.

Desespero e incompetência ... mistura explosiva.

Analisar o ser humano é uma mistura de tragédia e humor. É trágico e cômico.
Ouvir no último dia 03 de novembro o programa da "Fiel Tricolor" me fez rir e chorar ... de raiva.
Não tenho palavras para descrever minha sensação ao ouvir tantas asneiras. Piorou de vez quando começaram as sandices.
Teve ouvinte que, além da volta do Clodoaldo, sugeriu a volta do Erandir.
Indaguei a meus botões: porque não ressuscitar a dupla Moésio e Mozart Gomes? Porquê não tentar a volta do Tangerina e Eliezer? E a dupla campeã de 1974 Geraldino Saravá e Beijocão? Ou o Haroldo, o “flecha ligeira”?
Sinceramente deu pena ouvir esse assunto no final de semana. O que não faz o desespero? Perde-se até a autoestima. Perde-se a dignidade e o bom senso. Vira-se motivos de chacota e não se percebe.
Teve vereador que garantia o pagamento de salário para o Clodoaldo, um ex-jogador que debochou do Leão.

O que não faz a incompetência na administração de um clube de futebol.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Uma homenagem a Mandela

Minha singela homenagem ao grande líder Nelson "Madiba" Mandela.
Que mais líderes tenham sua coragem e determinação.


Invictus
William Ernest Henley
Out of the night that covers me,      Dentro da noite que me rodeia,
Black as the pit from pole to pole,     negra como um poço de lado a lado,
I thank whatever gods may be          agradeço aos deuses que existem
For my unconquerable soul.              por minha alma indomável.

In the fell clutch of circumstance        Sob as garras cruéis das circunstâncias
I have not winced nor cried aloud.       eu não tremo e nem me desespero.
Under the bludgeonings of chance       Sob os duros golpes do acaso
My head is bloody, but unbowed.        minha cabeça sangra, mas continua erguida.

Beyond this place of wrath and tears    Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Looms but the Horror of the shade,       jazem os horrores da sombra.
And yet the menace of the years         Mas a ameaça dos anos,
Finds and shall find me unafraid.           Encontra-me e me encontrará, sem medo.

It matters not how strait the gate,           Não importa quão estreito o portão,
How charged with punishment the scroll,   quão repleta de castigo a sentença.
I am the master of my fate:                    Eu sou o senhor de meu destino.
I am the captain of my soul.                    Eu sou o capitão de minha alma.

 Fonte: Wikipédia