Macaé 0 X 0 Fortaleza
Para um jogo chocho um placar OXO.
Algumas decisões em partidas de decisão são sempre difíceis e é plenamente justificada a postura do Rei Leão e de nosso treinador.
O Edinho faz falta porque é um jogador singular: hábil, veloz e disciplinado taticamente. Um desejo de consumo de todo treinador. E como fez falta.
A opção do Chamusca foi a precaução. Trazer a decisão para o "Casteleão" lotado com nossa inflamada torcida.
Será o coroamento de um trabalho sem um único senão.
O único senão que vejo, no tocante ao futebol, e que tenho de nossa diretoria, é a não participação na Fares Lopes com nosso sub18 e sub20.
Acredito que poderíamos ter decidido no Rio de Janeiro. O Macaé é um time que poderia ter sido batido se essa fosse a determinação.
Um jogo fraco. O Fortaleza sem querer se arriscar e o Macaé com medo de levar um gol no contra-ataque.
Uma chance de gol do Macaé no início do jogo, onde o bandeira erroneamente assinalou impedimento e uma falta, oriunda de um lance onde não houve falta, com uma bela defesa de nosso goleirão Ricardo.
No mais o Macaé parou em nossa defesa, sempre bem postada.
A linha de zaga tranquila, com a preocupação principal de não levar gols. Dois volantes que jogaram muito, garantindo a frente da zaga, com Marcelinho e Wellington ajudando na marcação à frente dos volantes e auxiliando os laterais.
Defensivamente perfeito, contando ainda com as participações de Waldison e Robert.
Faltou jogar.
É uma critica recorrente que faço. Defendo-me, retomo a bola, e faço o quê?
O Leão viveu esse dilema.
Nem Waldison e nem Wellington Bruno abriam. Os laterais esbarravam nos laterais adversários na intermediária. Os volantes saiam pelo meio, mas o meio estava congestionado.
Sobravam algumas jogadas individuais, mas o Paraíba e o Wellington estavam mal.
Os laterais enfrentavam dificuldades ao avançar e não havia o apoio dos meias para fazer o envolvimento.
Quando o Edinho joga, a partir da retomada de bola, ele se torna uma preocupação para o lateral por um lado e o Waldison ocupa o outro lateral. O Robert mantendo-se centralizado ocupa os dois zagueiros e o volante, sobrando espaço para as evoluções de nossos dois volantes, do Paraíba e dos laterais.
O Fortaleza jogou quadrado contra o Macaé.
As mudanças apenas mantiveram o nível e o compromisso de não perder. Continuou jogando da mesma forma.
Sempre defendi que o melhor substituto do Edinho é um dos volantes.
Não é verdade que o time fique mais defensivo. Creio que ocuparia melhor os espaços.
Mesmo perdendo a velocidade do Edinho, Correa e Walfrido poderiam ser opções para as passagens constantes de Cametá e Fernandinho pelas laterais, com um posicionamento centralizado do Guto. Nenhum dos meias atualmente no elenco consegue cumprir o papel dk Edinho.
Poderíamos ter vencido. Tivemos chances, mas não fizemos força suficiente.
Amanhã é o primeiro dia de angústia deste final de semana que promete muito sofrimento.
Mas o Leão é melhor e merecemos. O Brasil é grande demais e merecemos continuar crescendo e incluindo.
É Dilma 13. É o Leão rugindo alto e firme.
O blog é a forma de reafirmar minha paixão pelo Fortaleza Esporte Clube. O Leão do Pici. O Tricolor de Aço das terras alencarinas. Então, falo principalmente sobre minha paixão: O Fortaleza Esporte Clube. Mas sou um ser humano, social e político ... e por aí falo sobre tudo. Como se estivesse numa mesa de bar. PS: Carrego a certeza de que se não for lido pelos brasileiros, serei pelos americanos kkkk
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Campanha do PT faz bem à democracia, por Breno Altman
Do blog do Miro:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/campanha-do-pt-faz-bem-democracia.html#more
Campanha do PT faz bem à democracia
Por
Breno Altman
Não faltam vozes a denunciar inserções de campanha da presidente Dilma Rousseff como “baixaria” ou até “terrorismo eleitoral”. A candidata Marina Silva teria sido triturada por uma “máquina de mentiras”, a mesma variável que, supostamente inspirada pelo nazista Goebbels, estaria prestes a se abater sobre Aécio Neves.
Tal apreciação, além de distante da realidade, revela-se ardilosa. Sua única intenção consiste em vestir, com a coroa de espinhos do martírio, adversários incomodados pela crítica petista. A publicidade de Dilma recorre a algo que parece provocar horror em certos círculos: discussão programática implacável, densa e minuciosa, pois o Brasil é importante demais para conversas suaves.
Tanto Marina Silva quanto Aécio Neves sinalizaram campanhas baseadas em sentimentos difusos, discursos melífluos e denúncias de ocasião. Qualquer coisa que pudesse capturar a seu favor, através de truques simbólicos e propostas de laboratório, com ajuda de parte da imprensa, a vontade de mudanças manifestada pelas ruas. De preferência, sem expor a verdadeira natureza de seus projetos para o país.
A equipe da presidente incumbente rechaçou o esquema. Foi apresentando, ponto a ponto, os interesses de fundo representados no programa de Marina Silva. Começa a fazer o mesmo com medidas anunciadas pelo candidato tucano. Nada pode ser melhor para o debate democrático que passar a limpo os propósitos mobilizadores de partidos e seus líderes.
Não faltam vozes a denunciar inserções de campanha da presidente Dilma Rousseff como “baixaria” ou até “terrorismo eleitoral”. A candidata Marina Silva teria sido triturada por uma “máquina de mentiras”, a mesma variável que, supostamente inspirada pelo nazista Goebbels, estaria prestes a se abater sobre Aécio Neves.
Tal apreciação, além de distante da realidade, revela-se ardilosa. Sua única intenção consiste em vestir, com a coroa de espinhos do martírio, adversários incomodados pela crítica petista. A publicidade de Dilma recorre a algo que parece provocar horror em certos círculos: discussão programática implacável, densa e minuciosa, pois o Brasil é importante demais para conversas suaves.
Tanto Marina Silva quanto Aécio Neves sinalizaram campanhas baseadas em sentimentos difusos, discursos melífluos e denúncias de ocasião. Qualquer coisa que pudesse capturar a seu favor, através de truques simbólicos e propostas de laboratório, com ajuda de parte da imprensa, a vontade de mudanças manifestada pelas ruas. De preferência, sem expor a verdadeira natureza de seus projetos para o país.
A equipe da presidente incumbente rechaçou o esquema. Foi apresentando, ponto a ponto, os interesses de fundo representados no programa de Marina Silva. Começa a fazer o mesmo com medidas anunciadas pelo candidato tucano. Nada pode ser melhor para o debate democrático que passar a limpo os propósitos mobilizadores de partidos e seus líderes.
As diversas faces do antipetismo, por Matheus Pichonelli
http://jornalggn.com.br/noticia/as-diversas-faces-do-antipetismo-por-matheus-pichonelli
As diversas faces do antipetismo, por Matheus Pichonelli
O
ódio, o antipetismo e o caráter
Como
diria o poeta, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Ao
fim da votação, tentei analisar, no último post, a tendência de
acirramento no discurso tanto de eleitores petistas quanto de tucanos
nesta segunda fase da eleição. Escrevi, e mantenho, que o esforço
para dividir o “campo inimigo” entre petralhas e tucanalhas era
parte de uma politização de arquibancada, redutora do espaço para
o diálogo e da assimilação do contraditório. Este era (é) um
ponto.
Não
significa que os projetos se equivalem ou que as ofensas sejam
distribuídas de maneira equitativa. Apenas que, quando se
manifestam, criam o campo propício para o ódio recíproco. E
eliminam qualquer exame de consciência ou autocrítica, mutilados
durante os picos de polarização.
Um
dos elementos deste acirramento, de fato, tem como origem o
antipetismo, um fenômeno tão difuso quanto complexo. Da mesma forma
como existem muitos PTs dentro do PT, de Olívio Dutra a Cândido
Vacarezza, de Eduardo Suplicy a Agnelo Queiroz, existem muitos
antipetismos dentro do antipetismo. Erra quem pensa que ele é apenas
um fenômeno de uma elite egoísta e incapaz de aceitar a ascensão,
no país, de grupos historicamente marginalizados. É também, mas
não só. Se o fosse, não haveria explicação, por exemplo, para o
discurso anti-PT que se assentou em representantes das classes
populares. Há banqueiros que rejeitam o PT, mas há também
motoboys, faxineiros, taxistas e porteiros. E isso só mostra que a
questão é mais complexa do que apenas o abismo histórico entre as
classes.
Como diria o poeta, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Despedida
Não sei se é uma despedida ou um apenas um tempo, mas creio que minhas
participações no Facebook estão findando.
Desde segunda tenho refletido na irracionalidade em que se
transformou o Facebook nesta campanha eleitoral.
Não sei quantos dos amigos já leram o romance “A luneta mágica”,
de Joaquim Manuel de Macedo. Nele, Simplício é um míope, mas míope
“dos brabos”. Além de não enxergar nada além de vultos, tem
dificuldades com as conceituações do mundo, zanzando de conceitos
conforme o momento e sendo, conforme ele mesmo se define: “escravo das
ideias dos outros … sendo sempre a favor de quem argumenta, mesmo
que logo a seguir seja a favor do argumento contrário”.
O Facebook se transformou numa febre, mas a grande maioria das pessoas não
consegue perceber o quanto a "alma" fica desnuda com curtidas,
compartilhamentos e comentários.
No romance, Simplício ganha um “par de óculos” (atualizado para
os dias de hoje) que “vê” o mal presente nas pessoas. É claro
que ele quase enlouquece.
Após quebrar a luneta mágica, volta a ficar quase cego e novamente
vai atrás de outra luneta mágica que o faça enxergar. Dessa vez,
além de enxergar, “vê” o bem em cada pessoa. Aí o coitado
quase quebra, porque todo oportunista encosta nele propondo um grande
negócio.
O restante do livro fica por conta da curiosidade de cada um.
E assim é o Facebook. Não sei o autor, mas concordo plenamente:
"Você
é o que você compartilha, e se você compartilha inverdade, as
pessoas vão achar que o mentiroso é você, e não a notícia.
Compartilhou, assinou embaixo”.
Fortaleza 3 X 2 ASA
Fortaleza
3 X 2 ASA
Cada
vez mais esperançoso ao ver o comportamento de nosso time. Feliz
também por ver o comportamento de nossa torcida.
Mais
de dez mil torcedores que resolveram assistir o jogo, que não define
nada em termos de classificação e que é transmitido ao vivo pela
TV aberta para Fortaleza. Paixão não se explica, se vive.
Quanto
ao jogo, gostei. Alguns defeitos, outras limitações,
mas há
de se ter compreensão
com a situação.
O
ASA veio com uma proposta clara de não perder. Marcar forte, e, se
possível, aproveitar alguma chance no contra-ataque.
Não
canso de elogiar nosso treinador. Mais uma vez o Leão vem na mesma
postura: sereno,
tranquilo
e
valorizando
a posse da
bola.
Mais
uma vez comete o erro da
falta de capricho no passe e no domínio da bola. Não é um problema
tático. É técnico e individual.
O
Walfrido é um jogador de muito futuro, mas precisa entender que ele
não é um torcedor em campo. Ele é um jogador profissional que tem
funções a serem cumpridas em campo.
Tanto
o volante
quanto o lateral têm
uma função básica além da marcação. Eles começam o jogo. O
Walfrido tem a ânsia de sair para o jogo e resolver tudo sozinho e
a bola deixa passar por ele, causando uma diminuição dos espaços.
Acredito
que o Chamusca tenha chamado atenção. Houve muitas dificuldades de
controle do jogo nos primeiros 20 minutos em função da marcação
do ASA, com a participação do Walfrido, que insistia em jogar de
meia, esquecendo seu papel de volante, o
que creio
que tenha
sido corrigido
por nosso treinador. Mas
fez
uma boa partida.
Nunca
vi o Fernandinho tão mal. Acredito que tenha a ver com algo pessoal,
pois tem muita
qualidade técnica e boa
capacidade física.
Também
não gostei do Correa quando da saída para o jogo.
Muitos
erros.
O
Genilson parecia estar nervoso e sem confiança da titularidade.
O
Lima não foi tão exigido e deu uma "furada" de doer.
O
Cametá no padrão. Sempre
bem na
marcação e cobertura pela direita.
um
pouco discreto no apoio.
Muito
mal o Waldison no primeiro tempo. Inverteu posição com o Edinho e
não adiantou. No segundo tempo afastou-se mais da esquerda e flutuou
mais, melhorando muito.
Pecou
em duas bolas de gol no segundo tempo.
Muito
mal o Marcelinho
Paraíba. O
jogo inteiro esteve mal. Talvez
não devesse ter iniciado
a partida. Deveria
ter sido poupado. Piorou na segunda metade do segundo tempo quando
“arriou as baterias”.
O
Edinho desta vez fez a diferença. Fez o papel tático na composição,
atacou pela direita, flutuou pelo meio e apareceu para o gol.
Perfeito. Acredito
que tenha saído para ser poupado, porque o Paraíba estava morto.
Gostei
muito da entrada do Wellington
Bruno. Creio que deveria ter entrado no lugar do Paraíba. Não tem
velocidade, mas tem o poder de organizar o meio. É o substituto do
Paraíba.
Gostei
da força e da capacidade de passagem do Hudson. Faltou explicar
essa situação ao
resto do time. Passou várias vezes e não recebeu o passe. Tem muito
vigor físico. Não sei sua capacidade de marcação e cobertura.
Fiquei
preocupado com a lembrança do jogo contra o
Sampaio no
ano passado.
No
começo do segundo tempo o
ASA foi para o tudo ou nada e ficamos rebatendo bola, com muita
dificuldade em sair para
o jogo ou organizar contra-ataque eficiente.
Eles
praticamente adiantaram quatro atacantes de forma simultânea além
de dois meias, forçando a situação de forma que ficássemos com
quatro zagueiros e dois volantes dentro de nossa área e, pelo
cansaço do Marcelo Paraíba e erros de passe, jogássemos acuados.
É
complicado julgar as opções. O Genilson nervoso foi substituído. O
Cametá machucado foi substituído. O Paraíba
ficou em campo morto dentro do
calção, quem saiu foi o Edinho. Não
posso culpar o treinador
se o Edinho não tinha condições físicas,
mas
teria poupado o Paraíba.
Mas
foi difícil.
3
X 2 como resultado de cinco gols incríveis
e de
muitos que
foram perdidos pelo Leão.
Fortaleza, 06/10/2014
Botafogo 0 X 0 Fortaleza
Botafogo
0 X 0 Fortaleza
Não
é fácil jogar já classificado, manter a concentração e o
compromisso.
Queria
parabenizar à comissão técnica e aos jogadores pela atitude. É o
principal indício de
que
este ano estamos muito bem preparados.
Quanto
ao jogo, não posso dizer que foi um grande jogo.
Duas
coisas me pareceram claras: as preocupações em não levar cartões
e em não perder.
O
campo também não ajudava.
O
Leão manteve sua característica, mantendo a posse
de
bola e cozinhando o jogo, sempre bem postado na defesa.
Criou
as melhores oportunidades, mas teve muitos problemas com o passe e
com os chutes a gol.
Chances
reais com Paraíba, Zulu e Edinho. Praticamente a bola do Botafogo
foi um cruzamento em diagonal onde tivemos sorte além
de
um cruzamento onde o atacante cabeceou sozinho, numa falha coletiva.
Novamente
a defesa esteve bem com a volta do Eduardo Luís.
Gostei da participação do Hudson, mesmo pela esquerda. Boa
participação do Paraíba, com o Edinho começando a mostrar o
futebol dele. O Eric entrou bem.
Cada
jogo me impressiona o futebol do Guto. Claro que o temperamento é
sempre um risco, mas temos a tranquilidade do
Correa. Gostei da participação do Zulu.
Alguns
jogadores, e o Waldison em particular, estão muito confiantes em
marcação de falta pelas arbitragens.
É preciso decidir a jogada sem contar com
a
marcação
de uma
possível
falta por parte da arbitragem.
Taticamente
sem
muito a comentar, pois é um padrão de jogo já conhecido bem
compreendido pelos atletas.
A novidade fica por conta da movimentação maior do Edinho,
invertendo posicionamento com o Waldison.
Desta
vez creio que o Eric entrou na posição correta, ou seja, como meia
articulador, em substituição ao Marcelinho Paraíba, e
fez um bom trabalho.
No
mais um jogo tranquilo, onde o aperreio era do Botafogo e o leão
apenas esperou sem riscos.
domingo, 28 de setembro de 2014
Fortaleza 4 X 0 Treze
Fortaleza
4 X 0 Treze
O
placar já diz sobre a fragilidade do adversário. Poderia ter sido
de mais.
O
Fortaleza precisava de uma vitória simples para se classificar como
primeiro do grupo com duas rodadas de antecedência.
O
Treze precisava não perder para tentar fugir do rebaixamento.
Primeira
bola de gol e é
gol
do Leão, o que matou qualquer planejamento do treinador do
Treze.
Tenho
sempre elogiado o trabalho do Marcelo Chamusca. Pelas vitórias e
tranquilidade que passa, e,
principalmente
pela forma do time jogar.
Independente
dos jogadores, há uma clara
filosofia
de jogo. Há variações técnicas individuais, mas a sensação é
de
que há um comandante.
Confesso
que gosto do futebol do Eduardo Luis. Apesar
de o Genilson vir
jogando bem e sem comprometer. Prefiro o Eduardo. Sinto
mais confiança. É
uma questão de preferência pessoal. Cabe ao treinador administrar
essa situação.
Espero
que a diretoria já tenha encaminhado negociações para mantermos o
Cametá e o Fernandinho para 2015. Independente de quem será o
próximo presidente.
O
Guto não jogou e o Walfrido parece que sentiu a falta de ritmo. Não
esteve bem no primeiro tempo. Está discutindo desnecessariamente com
a arbitragem.
Como
volante, cometeu dois erros graves.
No
primeiro, não
estava na frente da zaga numa bola que veio da esquerda
proporcionando a chace de arremate livre, da meia-lua, com muito
perigo.
O
segundo
erro divido com o treinador. Em todo escanteio ele ia para a
tentativa
de cabeceio na área. Nessa hora já tinha na área Robert, Waldison,
Eduardo Luis e Adalberto, além do Edinho e um lateral próximo.
Ficou
muito espaço para o contra ataque, e isso pode ser fatal contra um
time de melhor qualidade. Acredito que se os dois
zagueiros vão para a tentativa de cabeceio, ele deve ficar na
proteção, na intermediária, diminuindo os espaços e
riscos de um contra ataque.
A
conta é simples. Um jogador cobrando escanteio, cinco na área e
três na zaga. Sobra apenas um para cobrir toda intermediária.
Não
sei qual o problema por que passa o Edinho. Ele faz muito bem seu
papel tático, mas não está bem individualmente. O Waldison também
está na mesma situação. As
jogadas não fluem.
Coincidência
ou
trabalho do treinador, mas
ambos melhoraram demais no segundo tempo. Talvez porque resolveram se
movimentar mais
e
inverter posições.
Tenho
sempre defendido que ambos, quando da retomada da posse de bola ou na
saída
de jogo, posicionem-se abertos, sendo opção de jogo e forçando a
defesa adversária a abrir o meio, tendo em vista que o Robert fica
centralizado.
Imaginando
uma figura geométrica (losango)
teríamos
o Robert mais a frente, com Edinho e Waldison numa linha mais atrás,
complementada pelo Paraíba
mais atrás, com apoio dos laterais e de um
dos volantes.
Essa
formação obriga a defesa a se abrir numa tentativa de marcação.
Depois desse movimento inicial, haveria os apoios dos laterais, com
opção de Edinho e Waldison afunilarem ou aprofundarem pelas
extremas.
O
São Paulo, na última quarta, sofreu da falta desse movimento.
Os
dois laterais eram as opções iniciais pelas extremas e o Flamengo
congestionou o meio. Resultado: os laterais do São Paulo ficaram
marcados pelos dois laterais do
Flamengo e deram todo espaço para o
contra-ataque, com
o meio sempre congestionado.
O
Correa fez o que se espera. Controlou o meio de campo. É outro que
já teria começado as conversas para ficar para 2015. Pelo futebol e
pelo papel de liderança em
campo.
O
Paraíba resolveu jogar novamente.
O
Robert fez o que se espera dele. Prender os zagueiros e gol.
As
mudanças
dentro do esperado tendo em vista a vantagem numérica, afinal o
Treze teve um jogador expulso no início do segundo tempo.
O
Paraíba
precisa entender que ele é ídolo e importante para o time e que é
preferível que ele saia faltando 20 minutos, do
que
se machuque e fique fora uma
partida inteira.
Finalmente,
diria para nosso treinador: ninguém do time considerado titular joga
em qualquer desses dois jogos se tiver um cartão amarelo. Se tiver
dois, joga contra o Botafogo para levar o terceiro.
A
explicação é simples: já somos o primeiro. Qualquer titular que
levar o segundo cartão corre o risco de levar o terceiro na primeira
partida e ficar fora da final do mata-mata.
Temos
elenco.
Jeri,
25.10.2014
Fortaleza 0 X 0 Paissandu
Fortaleza
0 X 0 Paissandu
Mais
um jogo que poderia ter sido vencido.
O
Paissandu não veio para jogar. Sua intenção era apenas não
perder. Saiu bastante satisfeito.
Eu
não.
Quatro
jogadores não conseguem produzir conforme o potencial e
o
Leão não consegue se encontrar do meio para frente.
O
Eric Flores não consegue produzir. É uma jogada ou outra. Na maior
parte são jogadas infrutíferas. Não consegue articular. Tem
deficiências quando volta na recomposição.
O
Waldison está muito mal. Também improdutivo. Achei interessante a
inversão de lado num jogo anterior feita entre o Waldison e o
Edinho. Causou confusão na marcação adversária.
Domingo
seria o caso de ter tentado mexer no posicionamento dos três: Eric,
Paraíba e Waldison.
Talvez
a ida do Waldison para a direita e o Paraíba
mais aberto pela esquerda, com o Eric flutuando pelo meio com apoio
do Correa e o apoio em diagonal do Fernandinho.
É
hora de se preparar para o mata-mata.
Um
chute mais ou menos perigoso em todo o jogo. Foi tudo que o Paissandu
ousou fazer.
O
Leão esteve
muito concentrado pelo
meio
no primeiro tempo.
Fernandinho
e Cametá apareceram mais no segundo tempo.
A
rigor, uma chance com o Fernandinho, que ele não entende como não
foi gol e uma cabeçada que o goleiro não sabe como salvou e mais
três bolas
de perigo, mas salvas pela defesa.
Claro
que bastava uma ter entrado.
Tenho
notado o Robert mais centralizado, mas aí
é
necessário o restante do time abrir e ter essa bola cruzada com
capricho.
Não
adianta ter um centro avante fixo se a bola não é cruzada.
Continuo
com a convicção de que o melhor substituto do Edinho é o Walfrido,
podendo também o Fernandinho fazer esse papel. Fixa o Guto e libera
Correa e Walfrido, um de cada lado
do campo para evoluir, com auxílio
do lateral da vez e o Paraíba livre e flutuando pelo meio.
O
papel do Eric é substituir o Paraíba.
Creio
que uma vitória na próxima segunda contra o Treze garanta o
Leão praticamente como primeiro colocado.
É
hora de administrar os cartões para não
se correr riscos desnecessários no mata-mata. Já há a preocupação
com uma suspensão grave para o Guto, afinal foi uma agressão e
creio que ele levará,
pelo menos, uns
quatro jogos.
Jeri,
17/09/2014
domingo, 14 de setembro de 2014
CRB 3 X 0 Fortaleza
CRB
3 X 0 Fortaleza
Atiçou
uma
ponta de desconfiança com nosso treinador.
Só
tenho elogios a seu trabalho desde o começo do ano.
Tem
apresentado um trabalho constante e sereno. Unindo o elenco em busca
de um objetivo.
Mas
está insistindo numa tentativa que me preocupa. A mesma dificuldade
que o Felipão
apresentou à frente da seleção na última copa do mundo.
Um
time com três atacantes não
é sinônimo de time ofensivo.
O
Marcelinho Paraíba não pode ser considerado meio de campo no
conceito tradicional. Tem de ser considerado como “meia”
atacante.
O
Leão joga com dois volantes, um meia que
volta para recompor e
um meia, que é mais
um
atacante, e dois atacantes.
No
último jogo contra o CRB, começamos bem. Com volume, paciência e
toque, que incomodava o CRB.
Uma
falha
de nosso time praticamente desmanchou o planejamento.
Falha
ao atrasar a bola para o goleiro, que
gerou
uma falta
dentro da área, a
expulsão,
o
penalty e o
gol.
Estávamos
bem no jogo.
Pensei
comigo. Tira-se o Waldison e vamos tocando pacientemente
a
bola na tentativa de envolver o CRB e aplacar sua vontade.
Mas
o
que faz nosso treinador. Tira o Eric Flores
para
a entrada do Ricardo e fica um rombo no
meio de campo.
Era
visível
o "buraco" no meio, com apenas o Guto e o Correa na
marcação, sem que
os laterais subissem com convicção,
que ficaram limitados pelo posicionamento e vantagem numérica do
CRB.
Foram
constantes os chutes a meia distância do CRB, sempre levando perigo.
Não tomamos de mais no primeiro tempo por pura sorte.
Acreditei
que fosse feita a correção no intervalo. Que nada, voltamos da
mesma forma e levamos um gol logo no início
do segundo tempo.
Tanto
o basquete quanto o vôlei trazem ensinamentos que deveriam ser
aprendidos pelo futebol.
Ganha-se
o jogo com o posicionamento defensivo
e
a retomada de bola, e não pela presença ofensiva de
forma quantitativa.
A colocação de muitos atacantes deve ser apenas nas condições de
desespero, na tentativa de tudo ou nada.
Sei
que é complicado o
momento
na beira do campo, mas é no momento anterior à
partida onde o
treinador se prepara e imagina as alternativas, e isso é uma questão
filosófica.
Estava
assistindo o
jogo e
na hora imaginei: sai
o Waldison e entra o Ricardo. Mantemos o meio
de campo, continuamos com o toque de bola e avançamos um pouco mais
o Paraíba. Tentaríamos manter a posse de bola com o
sacrifício
do
ataque.
Duas
mudanças planejadas
para
o segundo tempo. O Walfrido poderia entrar a
partir dos 15 minutos no
lugar do Paraíba, que
provavelmente estaria exausto
e, dependendo das condições do Ricardo, o Uillian entraria no lugar
do Eric nos últimos 15 minutos.
Não
ocorreu
e é muito fácil criticar hoje, mas é o que teria feito.
O
que me deixa preocupado é ir com essa mentalidade equivocada de
quantidade
de atacante parecer fazer
o time ser
ofensivo, quando na verdade é uma entrega do meio de campo ao
adversário, com consequências perigosas num jogo de mata-mata.
Só
um exemplo: se a partida de domingo passado fosse a primeira do
mata-mata. Estaríamos mortos. Novamente.
Jeri,
12/julho/2014
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