domingo, 28 de setembro de 2014

Fortaleza 4 X 0 Treze

Fortaleza 4 X 0 Treze
O placar já diz sobre a fragilidade do adversário. Poderia ter sido de mais.
O Fortaleza precisava de uma vitória simples para se classificar como primeiro do grupo com duas rodadas de antecedência.
O Treze precisava não perder para tentar fugir do rebaixamento.
Primeira bola de gol e é gol do Leão, o que matou qualquer planejamento do treinador do Treze.
Tenho sempre elogiado o trabalho do Marcelo Chamusca. Pelas vitórias e tranquilidade que passa, e, principalmente pela forma do time jogar.
Independente dos jogadores, há uma clara filosofia de jogo. Há variações técnicas individuais, mas a sensação é de que há um comandante.
Confesso que gosto do futebol do Eduardo Luis. Apesar de o Genilson vir jogando bem e sem comprometer. Prefiro o Eduardo. Sinto mais confiança. É uma questão de preferência pessoal. Cabe ao treinador administrar essa situação.
Espero que a diretoria já tenha encaminhado negociações para mantermos o Cametá e o Fernandinho para 2015. Independente de quem será o próximo presidente.
O Guto não jogou e o Walfrido parece que sentiu a falta de ritmo. Não esteve bem no primeiro tempo. Está discutindo desnecessariamente com a arbitragem.
Como volante, cometeu dois erros graves.
No primeiro, não estava na frente da zaga numa bola que veio da esquerda proporcionando a chace de arremate livre, da meia-lua, com muito perigo.
O segundo erro divido com o treinador. Em todo escanteio ele ia para a tentativa de cabeceio na área. Nessa hora já tinha na área Robert, Waldison, Eduardo Luis e Adalberto, além do Edinho e um lateral próximo.
Ficou muito espaço para o contra ataque, e isso pode ser fatal contra um time de melhor qualidade. Acredito que se os dois zagueiros vão para a tentativa de cabeceio, ele deve ficar na proteção, na intermediária, diminuindo os espaços e riscos de um contra ataque.
A conta é simples. Um jogador cobrando escanteio, cinco na área e três na zaga. Sobra apenas um para cobrir toda intermediária.
Não sei qual o problema por que passa o Edinho. Ele faz muito bem seu papel tático, mas não está bem individualmente. O Waldison também está na mesma situação. As jogadas não fluem.
Coincidência ou trabalho do treinador, mas ambos melhoraram demais no segundo tempo. Talvez porque resolveram se movimentar mais e inverter posições.
Tenho sempre defendido que ambos, quando da retomada da posse de bola ou na saída de jogo, posicionem-se abertos, sendo opção de jogo e forçando a defesa adversária a abrir o meio, tendo em vista que o Robert fica centralizado.
Imaginando uma figura geométrica (losango) teríamos o Robert mais a frente, com Edinho e Waldison numa linha mais atrás, complementada pelo Paraíba mais atrás, com apoio dos laterais e de um dos volantes.
Essa formação obriga a defesa a se abrir numa tentativa de marcação. Depois desse movimento inicial, haveria os apoios dos laterais, com opção de Edinho e Waldison afunilarem ou aprofundarem pelas extremas.
O São Paulo, na última quarta, sofreu da falta desse movimento.
Os dois laterais eram as opções iniciais pelas extremas e o Flamengo congestionou o meio. Resultado: os laterais do São Paulo ficaram marcados pelos dois laterais do Flamengo e deram todo espaço para o contra-ataque, com o meio sempre congestionado.
O Correa fez o que se espera. Controlou o meio de campo. É outro que já teria começado as conversas para ficar para 2015. Pelo futebol e pelo papel de liderança em campo.
O Paraíba resolveu jogar novamente.
O Robert fez o que se espera dele. Prender os zagueiros e gol.
As mudanças dentro do esperado tendo em vista a vantagem numérica, afinal o Treze teve um jogador expulso no início do segundo tempo.
O Paraíba precisa entender que ele é ídolo e importante para o time e que é preferível que ele saia faltando 20 minutos, do que se machuque e fique fora uma partida inteira.
Finalmente, diria para nosso treinador: ninguém do time considerado titular joga em qualquer desses dois jogos se tiver um cartão amarelo. Se tiver dois, joga contra o Botafogo para levar o terceiro.
A explicação é simples: já somos o primeiro. Qualquer titular que levar o segundo cartão corre o risco de levar o terceiro na primeira partida e ficar fora da final do mata-mata.
Temos elenco.

Jeri, 25.10.2014

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