Fortaleza
4 X 0 Treze
O
placar já diz sobre a fragilidade do adversário. Poderia ter sido
de mais.
O
Fortaleza precisava de uma vitória simples para se classificar como
primeiro do grupo com duas rodadas de antecedência.
O
Treze precisava não perder para tentar fugir do rebaixamento.
Primeira
bola de gol e é
gol
do Leão, o que matou qualquer planejamento do treinador do
Treze.
Tenho
sempre elogiado o trabalho do Marcelo Chamusca. Pelas vitórias e
tranquilidade que passa, e,
principalmente
pela forma do time jogar.
Independente
dos jogadores, há uma clara
filosofia
de jogo. Há variações técnicas individuais, mas a sensação é
de
que há um comandante.
Confesso
que gosto do futebol do Eduardo Luis. Apesar
de o Genilson vir
jogando bem e sem comprometer. Prefiro o Eduardo. Sinto
mais confiança. É
uma questão de preferência pessoal. Cabe ao treinador administrar
essa situação.
Espero
que a diretoria já tenha encaminhado negociações para mantermos o
Cametá e o Fernandinho para 2015. Independente de quem será o
próximo presidente.
O
Guto não jogou e o Walfrido parece que sentiu a falta de ritmo. Não
esteve bem no primeiro tempo. Está discutindo desnecessariamente com
a arbitragem.
Como
volante, cometeu dois erros graves.
No
primeiro, não
estava na frente da zaga numa bola que veio da esquerda
proporcionando a chace de arremate livre, da meia-lua, com muito
perigo.
O
segundo
erro divido com o treinador. Em todo escanteio ele ia para a
tentativa
de cabeceio na área. Nessa hora já tinha na área Robert, Waldison,
Eduardo Luis e Adalberto, além do Edinho e um lateral próximo.
Ficou
muito espaço para o contra ataque, e isso pode ser fatal contra um
time de melhor qualidade. Acredito que se os dois
zagueiros vão para a tentativa de cabeceio, ele deve ficar na
proteção, na intermediária, diminuindo os espaços e
riscos de um contra ataque.
A
conta é simples. Um jogador cobrando escanteio, cinco na área e
três na zaga. Sobra apenas um para cobrir toda intermediária.
Não
sei qual o problema por que passa o Edinho. Ele faz muito bem seu
papel tático, mas não está bem individualmente. O Waldison também
está na mesma situação. As
jogadas não fluem.
Coincidência
ou
trabalho do treinador, mas
ambos melhoraram demais no segundo tempo. Talvez porque resolveram se
movimentar mais
e
inverter posições.
Tenho
sempre defendido que ambos, quando da retomada da posse de bola ou na
saída
de jogo, posicionem-se abertos, sendo opção de jogo e forçando a
defesa adversária a abrir o meio, tendo em vista que o Robert fica
centralizado.
Imaginando
uma figura geométrica (losango)
teríamos
o Robert mais a frente, com Edinho e Waldison numa linha mais atrás,
complementada pelo Paraíba
mais atrás, com apoio dos laterais e de um
dos volantes.
Essa
formação obriga a defesa a se abrir numa tentativa de marcação.
Depois desse movimento inicial, haveria os apoios dos laterais, com
opção de Edinho e Waldison afunilarem ou aprofundarem pelas
extremas.
O
São Paulo, na última quarta, sofreu da falta desse movimento.
Os
dois laterais eram as opções iniciais pelas extremas e o Flamengo
congestionou o meio. Resultado: os laterais do São Paulo ficaram
marcados pelos dois laterais do
Flamengo e deram todo espaço para o
contra-ataque, com
o meio sempre congestionado.
O
Correa fez o que se espera. Controlou o meio de campo. É outro que
já teria começado as conversas para ficar para 2015. Pelo futebol e
pelo papel de liderança em
campo.
O
Paraíba resolveu jogar novamente.
O
Robert fez o que se espera dele. Prender os zagueiros e gol.
As
mudanças
dentro do esperado tendo em vista a vantagem numérica, afinal o
Treze teve um jogador expulso no início do segundo tempo.
O
Paraíba
precisa entender que ele é ídolo e importante para o time e que é
preferível que ele saia faltando 20 minutos, do
que
se machuque e fique fora uma
partida inteira.
Finalmente,
diria para nosso treinador: ninguém do time considerado titular joga
em qualquer desses dois jogos se tiver um cartão amarelo. Se tiver
dois, joga contra o Botafogo para levar o terceiro.
A
explicação é simples: já somos o primeiro. Qualquer titular que
levar o segundo cartão corre o risco de levar o terceiro na primeira
partida e ficar fora da final do mata-mata.
Temos
elenco.
Jeri,
25.10.2014
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