segunda-feira, 13 de abril de 2015

O império do consumo

Neste momento de luto da humanidade, reproduzo o belo libelo contra esse consumismo que assola a humanidade escrito por Eduardo Galeano.

O império do consumo

Por Eduardo Galeano
A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?
A explosão do consumo no mundo atual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar.

Fortaleza 0 X 0 Icasa - 12.04.2015 - 16h

Fortaleza 0 X 0 Icasa - 12.04.2015 - 16h


Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinícius Hess, Pio (Samuel) e Éverton; Cassiano (Max Oliveira) e Lúcio Maranhão (Cássio). Técnico: Marcelo Chamusca. 
O jogo dos gols perdidos e das jogadas ridículas.
Veio a mente o jogo contra o Sampaio Correia.
Tenho dificuldades em crer que nosso treinador, já bastante experimentado, não consiga perceber alguns problemas que ocorrem. Seria interessante assistir o jogo novamente, com o olhar crítico, para perceber as nuances da partida.

Icasa 1 X 2 Fortaleza EC - 05.04.2015 - 16h

Icasa 1 X 2 Fortaleza EC - 05.04.2015 - 16h


Deola; Auremir, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinicius, Pio (Samuel), Daniel Sobralense; Éverton e Cássio (Lúcio Maranhão). Técnico: Marcelo Chamusca. 
Não gostei do jogo.
O jogo ocorreu na intermediária, mostrando um Icasa incapaz e um Fortaleza, que teve um certo controle do jogo, mas também com muitos erros.
Alguns jogadores apresentam uma incrível incapacidade de tocar a bola com simplicidade e eficiência.
Qualquer equipe que tenha alguma intenção séria de vitória precisa avançar tocando a bola e controlando o jogo, e, com a presença de Auremir e Pio pela direita isto se torna um suplício.

Ríver (PI) 0 X 1 FortalezaEC

Ríver (PI) 0 X 1 FortalezaEC
O jogo ocorreu em 01.04.2015 e o Leão jogou com: Deola; Tinga (Pio), Lima, Max Oliveira e Wanderson; Correa, Dudu Cearense, Everton, Daniel Sobralense (Maranhão); Cassiano (Samuel) e Cássio. Técnico: Marcelo Chamusca.
Não assisti ao jogo. Ouvi pelo rádio.
O jogo trazia o ranço da desclassificação pela Copa do NE do final de semana e foi o primeiro jogo do Leão pela Copa do Brasil.
Isso acarreta baixa na autoestima e desmotivação. Nem os lances consegui ver.
Quem esteve presente declarou que o jogo foi um pouco pior que horroroso.
Algumas mudanças no time em função de ausências forçadas, como a presença do Dudu Cearense no meio de campo.

Sport Recife 1 X 0 FortalezaEC

Sport Recife 1 X 0 FortalezaEC


Tendo em vista as limitações para a escalação do jogo passado, discordei apenas da presença de saída do Maranhão, nesse caso teria outras opções.
É inacreditável a situação do Márcio Diogo. Tem habilidade, mas não consegue ser melhor opção que o Maranhão.
O Fortaleza EC jogou com: Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson (Vinícius Hess). Correa, Auremir, Pio (Cassiano), Éverton e Maranhão (Daniel Sobralense). Lúcio Maranhão.

FortalezaEC 1 X 0 Sport Recife

FortalezaEC 1 X 0 Sport Recife


Jogo no Castelão e o Leão jogou com Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Correa, Auremir, Pio (Uílliam) e Éverton. Maranhão Márcio Diogo) e Lúcio Maranhão (Cássio).
Apesar dos pesares o FEC fez uma boa partida. Principalmente pela determinação. Acredito que o desenho tático seja importante, mas não basta por si mesmo.
É necessário qualidade para se fazer além do regular.

FortalezaEC 2 X 0 Guarani (Juazeiro)

FortalezaEC 2 X 0 Guarani (Juazeiro)
Em função das suspensões automáticas por cartão amarelo e para poupar alguns jogadores, que enfrentam grande maratona de jogos, o Leão jogou sem nove titulares.
O time jogou com Deola, Auremir, Genilson, Max Oliveira e Bruno. Vinícius Hess, Dudu Cearense, Maranhão e Laertes. Cássio e Cassiano.
Nos 15 primeiros minutos o Leão atacou incessantemente, tocando rápido e jogando aberto, com o Laertes pela direita e o Cassiano pela esquerda.
Como consequência fez um gol logo, numa jogada pela direita, com troca de passes entre Auremir, Laertes e Maranhão. Cruzamento do Maranhão e gol de cabeça do Cássio.
Com o gol o Leão se acomodou, recuando os laterais, esperando o Guarani se abrir.
Ocorre que o Guarani jogava para não ser goleado, pois contava com uma vantagem de sete gols de saldo para o Maranguape.
Mesmo com essa situação o jogo deveria ser mais fluente. Ocorre que o Maranhão e o Cassiano estavam terríveis.
Do Maranhão não espero nada. O que vier é lucro. Um jogador profissional que não sabe se posicionar, dominar uma bola, dar um passe ou chutar e cabecear é um problema sério. Ainda não entendo sua escalação ou entradas no decorrer dos jogos.
Excetuando-se o cruzamento, além de não fazer nenhuma jogada produtiva, o Maranhão foi responsável por vários contra-ataques, mas do Guarani.
O Cassiano conseguiu endurecer a disputa de pior jogador com o Maranhão.
Enquanto o Leão ficou rodando a bola e pressionando, o Laertes teve boa participação pela direita. Depois do gol e sem apoio do Auremir, a situação complicou-se quando se obrigou a trabalhar com o Maranhão.
Para o segundo tempo o Leão voltou com uma alteração. O Márcio Diogo entrou no lugar do Maranhão, indo o Laertes para o meio de campo.
É notória a diferença do Márcio Diogo para o Maranhão, apesar de o Márcio Diogo não fazer nenhuma partida excepcional.
É uma critica contumaz que faço ao trabalho do Marcelo Chamusca. Ele se torna escravo do sistema que ele desenvolve.
Desde o ano passado que ocorre. Alguns jogadores são chaves para o sistema funcionar: dois laterais que apoiem, bem abertos e constantemente; dois volantes que, além da capacidade de marcação, tenham a facilidade de sair para o jogo e dois atacantes que joguem abertos e voltem na marcação.
Acredito que nas duas disputas que fez ano passado, sofreu no cearense porque o Waldison estava machucado na final do cearense e o Edinho estava machucado no mata-mata contra o Macaé, viveu esta situação.
Qual a solução adotada pelo Chamusca? Em ambos os casos tentou adaptar alguém para fazer o mesmo papel. O problema é a característica individual e a qualidade técnica do substituto.
Sem entrar na mente do Chamusca, creio que o time ideal, com o atual elenco, seria: Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Dudu Cearense, Daniel Sobralense e Éverton, com Lúcio Maranhão jogando centralizado.
O problema reside na ausência do Éverton ou Daniel Sobralense. Quem substitui?
O mais razoável, acredito, seria uma alteração na forma de jogar.
Por exemplo, para o jogo contra o Sport, onde não jogarão Vinícius, Cassiano e Daniel Sobralense, jogaria com Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Comporia um meio de campo com Auremir aberto pela direita, cobrindo a passagem do Tinga, Correa centralizado e Jéferson pela esquerda, fechando e cobrindo a passagem do Wanderson. Colocaria a frente destes três volantes o Dudu Cearense pela direita e Éverton pela esquerda, mantendo o Lúcio Maranhão centralizado.
De posse da bola teria o avanço dos dois laterais e do Correa, formando uma linha de cinco com a composição do Dudu e Éverton.
É bem interessante a atual forma do FortalezaEC jogar, mas temos de nos prevenir para a ausência de algum jogador, e normalmente o substituto tem outras características.

Ainda não comentei, mas o jogo foi horroroso.

FortalezaEC 1 X 2 ceara

FortalezaEC 1 X 2 ceara
O jogo ocorreu em 18.03.2015 e o Leão jogou com: Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinicius, Pio (Samuel), Maranhão (Cassiano); Lúcio Maranhão e Éverton. Técnico: Marcelo Chamusca.
Não assisti ao jogo. Ouvi pelo rádio.
O jogo valia pela copa do NE e definia a primeira colocação, estando o FortalezaEC classificado e o ceara correndo riscos.
Como assisti a mais de 90% dos jogos, tenho minha opinião sobre a presença de alguns jogadores.
O Maranhão é um deles. Não vejo com condições técnicas de vestir o manto sagrado tricolor.
Acompanhando a narrativa pelo rádio e vendo depois os lances, fica claro que foi um jogo equilibrado, onde o Leão perdeu gols incríveis, e que poderiam determinar outra história.
Teve a chance de abrir o marcador com o Pio e levou o primeiro gol. Levou o segundo gol após desperdiçar três chances de gols consecutivas, descontando numa obrado acaso, num gol contra.

Cada vez que o Marcelo Chamusca consegue arredondar uma formação e, quando em jogos decisivos há uma ausência, ele comete o mesmo erro: insiste em manter a mesma forma de jogar, com um jogador que não consegue executar a função do substituído. Ela não consegue imaginar outra forma de jogar.

Maranguape 0 X 5 FortalezaEC

Maranguape 0 X 5 FortalezaEC
O Leão jogou com: Deola; Tinga, Genilson, Adalberto, Bruno; Correa (Dudu Cearense), Auremir, Maranhão (Cassiano), Samuel; Éverton (Pio) e Lúcio Maranhão. Técnico: Marcelo Chamusca.
Não diria que tecnicamente o jogo foi um primor, mas a torcida do Leão adorou.
Uma coisa chama atenção no trabalho do Chamusca: o time tem uma forma de jogar. O que me incomoda é que é uma forma apenas.
Quando ele tem o elenco a disposição, o time joga que dá gosto. Quando um ou dois jogadores não podem atuar, ele insiste em colocar jogadores que não se adaptam às funções estabelecidas. E isso invariavelmente dá errado.
O Maranguape deu espaços e o Leão não se fez de rogado.

Botafogo-PB 0 X 1 FortalezaEC

Botafogo 0 X 1 FortalezaEC
O Leão jogou com: Deola; Tinga, Lima, Adalberto, Wanderson; Pio (Auremir), Correa, Vinicius, Éverton; Daniel Sobralense (Cassiano) e Lucio Maranhão (Samuel). Técnico: Marcelo Chamusca.
Confesso que o jogo foi ruim.
O Leão estava de ressaca do cearense e foi tentando se garantir e empatar. Não gosto disso, mas compreendo a situação humana dos jogadores.
Algumas coisas incomodam em nosso treinador. Algumas teimosias, que beiram a religião. Uma delas é a tentativa de manter o mesmo esquema com jogadores diferentes. Jogadores com características diferentes.