Fortaleza
0 X 0 Icasa
- 12.04.2015
- 16h
Deola;
Tinga,
Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinícius
Hess,
Pio (Samuel) e
Éverton;
Cassiano
(Max
Oliveira) e
Lúcio
Maranhão (Cássio).
Técnico: Marcelo Chamusca.
O
jogo dos gols perdidos e das jogadas ridículas.
Veio
a mente o jogo contra o Sampaio Correia.
Tenho
dificuldades em crer que nosso treinador, já bastante experimentado,
não consiga perceber alguns problemas que ocorrem. Seria
interessante assistir o jogo novamente, com o olhar crítico, para
perceber as nuances da partida.
Continuo
acreditando que o Pio seja uma péssima opção para fazer o papel de
“segundo” volante pela direita ou lateral direito. Meia direita,
uma das funções dele neste jogo, nem pensar.
Também
não é característica do Éverton ser aquele meia-esquerda
tradicional. Ele ocupa bem o espaço pela esquerda, auxiliando
bastante na marcação, recompondo o meio e sendo sempre uma ótima
opção para saída de jogo e como atacante aberto pela esquerda.
Como teria sido fundamental ano passado fazendo dupla de meio com o
Edinho pela direita.
O
Cassiano foi uma presença desastrada pela esquerda. Além de perder
gols incríveis, fica totalmente perdido, não conseguindo ser
eficiente. Creio que sem a presença do Pio pela direita, talvez o
Cassiano tivesse um melhor aproveitamento por lá.
Uma
falha que observei no posicionamento do time foi a distância entre a
linha de volantes e o ataque. É de onde me recorda o jogo contra o
Sampaio Correia. O adversário empurra a defesa e meio de campo para
a linha da grande área e os atacantes ficam bastante afastados,
impossibilitando o contra-ataque. Qualquer rebote é dominado pelo
adversário no espaço vazio formado.
Uma
das armas que o ceara utiliza para ser eficiente nos contra-ataques é
o fato dos atacantes dominarem qualquer rebote a frente da linha de
volantes e tocar para o lado, com a saída em velocidade dos laterais
e meias.
Esse
posicionamento do meio de campo tricolor faz com que o time fique
acuado, sem conseguir sair, facilitado pela dificuldade de alguns
jogadores fazerem jogadas simples como tocar a bola e se posicionar
para receber, fazendo o adversário correr atrás.
Estas
duas linhas, próximas demais uma da outra, gerou o espaço para o
lançamento onde o Lima acabou expulso, revelando a falta de
velocidade e recuperação dele.
Quanto
ao jogo, foi um jogo arriscado, onde o Icasa teve chances demais de
marcar, o que poderia ter complicado o simples.
Perdemos
gols demais, e diria que de forma irresponsável.
Time
grande não perde gol. Time grande não desperdiça contra-ataque com
jogadas tolas e erros de passes primários. Time grande mata o time
pequeno na primeira oportunidade.
O
Tinga não pode ser reserva do Pio ou Auremir, nem justificando com
funções táticas. Não que ele seja uma virtuose, mas é um
lateral. Simplesmente.
O
Dudu Cearense não pode ser reserva de um jogador como o Pio. O Pio
não tem futebol para ser titular num time que pretende ser campeão.
Nunca colocaria o Samuel no lugar do Pio. Ou colocaria o Dudu,
liberando o Éverton, ou colocaria o Uillian, de péssimas
participações, para, pelo menos, correr com a bola na tentativa de
provocar faltas e uma expulsão. Gol nem pensar. Talvez a entrada do
Cássio.
É
impossível um time ter toque de bola e envolver o adversário ou ser
eficiente num contra-ataque com jogadores como Pio, Auremir,
Maranhão, Uílliam e Cassiano.
É
impossível que Correa e Éverton, depois do Leão ter um jogador
expulso no primeiro tempo, conseguir chegar com condições de
caprichar no passe num contra-ataque. Eles são humanos e não
máquinas.
Teria
três sugestões para que o Chamusca utilize em treinamentos e jogos:
1
- Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa e
Dudu Cearense. Daniel Sobralense, Lúcio Maranhão e Éverton. Tinga
e Wanderson avançariam simultaneamente, formando uma linha com
Correa pela direita e Dudu Cearense pela esquerda, ficando o Vinícius
Hess formando um vértice de um triângulo com eles, enquanto Daniel,
Lúcio Maranhão e Éverton formariam o triângulo ofensivo;
2
– Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess,
Correa, Éverton e Daniel Sobralense. Cassiano ou Cássio e Lúcio
Maranhão.
3
– Deola, Genilson, Lima e Adalberto. Tinga, Correa, Vinícios Hess,
Dudu Cearense e Éverton. Daniel Sobralense e Lúcio Maranhão.
Continuo
sem entender como o Márcio Diogo nem opção consegue ser, bem como
o Dudu Cearense. Algo inexplicável ocorre.
Quase
brigo com um “doidim” que defendia a entrada do Maranhão.
Desliguei o rádio quando ouvi essa opção de contra-ataque partindo
do Alano Maia.
Hora
do elenco pensar a decisão. Hora da diretoria pensar no elenco para
a série “C”. Temos uma boa base. Dois laterais e um meia,
mantidos Dudu Cearense e Daniel Sobralense. Essencial também a
contratação de um atacante que jogue em velocidade pelos lados.
Se
pudesse escolher dois jogadores, jogaram demais Éverton e Deola.
Tinga com altos e baixos. Wanderson fez menos que seu potencial. Lima
bem apesar da expulsão. Adalberto bem. O Max também entrou bem,
ainda sem ritmo. Correa e Vinícius bem na marcação, também
tentando compensar a falta do meia-direita. Cassiano perdendo gols
demais. Lúcio Maranhão fazendo o que se espera de um centro-avante:
mesmo sem marcar, brigou e deu trabalho a defesa do Icasa, quase
marcando por duas vezes em bolas cruzadas. O Cássio entrou e manteve
a luta contra a defesa e os volantes. Samuel a mesma tristeza do Pio,
com jogadas inconsequentes.
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