segunda-feira, 13 de abril de 2015

Fortaleza 0 X 0 Icasa - 12.04.2015 - 16h

Fortaleza 0 X 0 Icasa - 12.04.2015 - 16h


Deola; Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson; Correa, Vinícius Hess, Pio (Samuel) e Éverton; Cassiano (Max Oliveira) e Lúcio Maranhão (Cássio). Técnico: Marcelo Chamusca. 
O jogo dos gols perdidos e das jogadas ridículas.
Veio a mente o jogo contra o Sampaio Correia.
Tenho dificuldades em crer que nosso treinador, já bastante experimentado, não consiga perceber alguns problemas que ocorrem. Seria interessante assistir o jogo novamente, com o olhar crítico, para perceber as nuances da partida.
Fiz algumas observações durante o intervalo e após o jogo.
Continuo acreditando que o Pio seja uma péssima opção para fazer o papel de “segundo” volante pela direita ou lateral direito. Meia direita, uma das funções dele neste jogo, nem pensar.
Também não é característica do Éverton ser aquele meia-esquerda tradicional. Ele ocupa bem o espaço pela esquerda, auxiliando bastante na marcação, recompondo o meio e sendo sempre uma ótima opção para saída de jogo e como atacante aberto pela esquerda. Como teria sido fundamental ano passado fazendo dupla de meio com o Edinho pela direita.
O Cassiano foi uma presença desastrada pela esquerda. Além de perder gols incríveis, fica totalmente perdido, não conseguindo ser eficiente. Creio que sem a presença do Pio pela direita, talvez o Cassiano tivesse um melhor aproveitamento por lá.
Uma falha que observei no posicionamento do time foi a distância entre a linha de volantes e o ataque. É de onde me recorda o jogo contra o Sampaio Correia. O adversário empurra a defesa e meio de campo para a linha da grande área e os atacantes ficam bastante afastados, impossibilitando o contra-ataque. Qualquer rebote é dominado pelo adversário no espaço vazio formado.
Uma das armas que o ceara utiliza para ser eficiente nos contra-ataques é o fato dos atacantes dominarem qualquer rebote a frente da linha de volantes e tocar para o lado, com a saída em velocidade dos laterais e meias.
Esse posicionamento do meio de campo tricolor faz com que o time fique acuado, sem conseguir sair, facilitado pela dificuldade de alguns jogadores fazerem jogadas simples como tocar a bola e se posicionar para receber, fazendo o adversário correr atrás.
Estas duas linhas, próximas demais uma da outra, gerou o espaço para o lançamento onde o Lima acabou expulso, revelando a falta de velocidade e recuperação dele.
Quanto ao jogo, foi um jogo arriscado, onde o Icasa teve chances demais de marcar, o que poderia ter complicado o simples.
Perdemos gols demais, e diria que de forma irresponsável.
Time grande não perde gol. Time grande não desperdiça contra-ataque com jogadas tolas e erros de passes primários. Time grande mata o time pequeno na primeira oportunidade.
O Tinga não pode ser reserva do Pio ou Auremir, nem justificando com funções táticas. Não que ele seja uma virtuose, mas é um lateral. Simplesmente.
O Dudu Cearense não pode ser reserva de um jogador como o Pio. O Pio não tem futebol para ser titular num time que pretende ser campeão. Nunca colocaria o Samuel no lugar do Pio. Ou colocaria o Dudu, liberando o Éverton, ou colocaria o Uillian, de péssimas participações, para, pelo menos, correr com a bola na tentativa de provocar faltas e uma expulsão. Gol nem pensar. Talvez a entrada do Cássio.
É impossível um time ter toque de bola e envolver o adversário ou ser eficiente num contra-ataque com jogadores como Pio, Auremir, Maranhão, Uílliam e Cassiano.
É impossível que Correa e Éverton, depois do Leão ter um jogador expulso no primeiro tempo, conseguir chegar com condições de caprichar no passe num contra-ataque. Eles são humanos e não máquinas.
Teria três sugestões para que o Chamusca utilize em treinamentos e jogos:
1 - Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa e Dudu Cearense. Daniel Sobralense, Lúcio Maranhão e Éverton. Tinga e Wanderson avançariam simultaneamente, formando uma linha com Correa pela direita e Dudu Cearense pela esquerda, ficando o Vinícius Hess formando um vértice de um triângulo com eles, enquanto Daniel, Lúcio Maranhão e Éverton formariam o triângulo ofensivo;
2 – Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Éverton e Daniel Sobralense. Cassiano ou Cássio e Lúcio Maranhão.
3 – Deola, Genilson, Lima e Adalberto. Tinga, Correa, Vinícios Hess, Dudu Cearense e Éverton. Daniel Sobralense e Lúcio Maranhão.
Continuo sem entender como o Márcio Diogo nem opção consegue ser, bem como o Dudu Cearense. Algo inexplicável ocorre.
Quase brigo com um “doidim” que defendia a entrada do Maranhão. Desliguei o rádio quando ouvi essa opção de contra-ataque partindo do Alano Maia.
Hora do elenco pensar a decisão. Hora da diretoria pensar no elenco para a série “C”. Temos uma boa base. Dois laterais e um meia, mantidos Dudu Cearense e Daniel Sobralense. Essencial também a contratação de um atacante que jogue em velocidade pelos lados.

Se pudesse escolher dois jogadores, jogaram demais Éverton e Deola. Tinga com altos e baixos. Wanderson fez menos que seu potencial. Lima bem apesar da expulsão. Adalberto bem. O Max também entrou bem, ainda sem ritmo. Correa e Vinícius bem na marcação, também tentando compensar a falta do meia-direita. Cassiano perdendo gols demais. Lúcio Maranhão fazendo o que se espera de um centro-avante: mesmo sem marcar, brigou e deu trabalho a defesa do Icasa, quase marcando por duas vezes em bolas cruzadas. O Cássio entrou e manteve a luta contra a defesa e os volantes. Samuel a mesma tristeza do Pio, com jogadas inconsequentes. 

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