sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Águia 0 X 2 Fortaleza

Águia 0 X 2 Fortaleza

De início, não podemos culpar nenhum jogador individualmente por uma má atuação. O campo de jogo é feito para que o adversário não jogue.
Não me canso de elogiar a postura tática defensiva do Fortaleza. É a grande responsável pelos resultados. Mesmo não jogando bem ofensivamente, mantém a regularidade, não permitindo que o adversário exerça pressão.
A defesa toda esteve bem, com duas infiltrações que poderiam ter redundado em gol, mas é aceitável jogando fora de casa, num campo acanhado e ruim. Além disso, um juiz “caseiro” que quase complica numa marcação de falta inexistente, com aplicação de cartão ao Correa.
Cametá e Fernandinho ficaram mais na marcação, não expondo a defesa ao contra-ataque rápido, que as dimensões do campo possibilita.
Novamente Guto e Correa pontuaram, segurando o meio de campo.
Edinho e Eric não fizeram boa partida. Aceitável pelo campo de jogo. Acredito que a substituição demorou, e, quando saiu, acredito equivocada novamente. Mas na parte defensiva fizeram, novamente um papel fundamental ao ocupar uma parte de campo muito sensível.
É o diferencial nesse time. Todos se organizam e atuam de forma compacta para se defender, saindo para o ataque de maneira ordenada, ocupando espaços e tocando a bola, evitando a ligação direta.
Não gosto quando nosso treinador põe o Uillian e tira um meia. Praticamente destrói o meio de campo. Aconteceu novamente. Passamos sufoco pela demora e pela escolha.
Minha primeira opção seria a entrada do Walfrido e a entrada do Eduardo Luiz para as saídas de Eric Flores e Edinho, isso após os 15 minutos do segundo tempo. A alteração permitiria o reposicionamento do Fernandinho no meio e o deslocamento do Waldison para a direita. Se era para o Uilliam entrar, que fosse no lugar do Waldison.
O jogo estava de um a zero, o Águia no desespero e nós ficaríamos com um meio de campo forte na marcação e hábil para a saída de jogo, com um atacante definidor e outro atacante veloz e hábil.
Gostei da inversão Edinho-Waldison no primeiro tempo, mas o campo não ajudava.
Waldison e Robert fizeram o que podiam pelas dimensões e condições de campo.
Mais uma vitória categórica. Parabéns a todos.


Jericoacoara-CE, 28 de agosto de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Por Mariafro: Ao fim e ao cabo Lula e o PT são os atores centrais da política brasileira desde os anos 80


Transcrevo abaixo um artigo bem interessante do blog "mariafro"
http://mariafro.com/2014/08/25/ao-fim-e-ao-cabo-lula-e-o-pt-sao-os-atores-centrais-da-politica-brasileira-desde-os-anos-80/

Ao fim e ao cabo Lula e o PT são os atores centrais da política brasileira desde os anos 80

agosto 25th, 2014 by mariafro

As eleições estão na boca do povo. Gostando ou não todo brasileiro está falando sobre política.
Há um clima de raiva e ódio no ar, especialmente em São Paulo, onde a alienação dos trabalhadores parece se ampliar na mesma medida que os tucanos destroem o Estado e não são responsabilizados por nada na grande mídia partidarizada.
Veja e Jornal Nacional preferem tratar os seus leitores e telespectadores como imbecis. Eles transformam em escândalo o que qualquer garoto de 12 anos sabe: qualquer pessoa pode acessar a internet por wifi do Palácio do Planalto e mudar um verbete da wikipedia e sabe também que se os verbetes não tiverem links de comprovação, não são aprovados pela comunidade da Wikipedia. Ou seja, é uma não notícia, não tem qualquer relevância para o país, diferente da gravidade de um hospital fechar por falta de verbas que foram repassadas mas nunca chegaram ao seu destino final.
São Paulo na Contramão do Brasil leva os trabalhadores à alienação
Os trabalhadores de São Paulo, especialmente os da periferia, moram na cidade que andou na contramão das mudanças deste país na última década. Enquanto em todo o Brasil a desigualdade diminuiu sob os governos de Lula e Dilma, em São Paulo há 20 anos sob gestão de sucessivos governos tucanos ela aumentou. O estado e a capital mais rica do país é também onde a desigualdade é a maior do país. E é também a que consome maiores recursos do governo federal, aqui há mais alunos do Prouni que em qualquer cidade brasileira, por exemplo. Em São Paulo, há moradores das periferias que só chegaram aos século XX, com acesso a energia elétrica por causa do programa federal instituído por Lula, o Luz para Todos. Quem duvida disso, recuperem uma reportagem feita pelo jornalista Luiz Carlos Azenha há alguns anos atrás para  TV Record. Eu mesma quando vi a reportagem não sabia disso.
O governo do estado de São Paulo está há 20 anos em mãos do desgoverno tucano, numa sanha privatizadora que destrói o Estado e terceriza todos os serviços públicos. Nas periferias da capital 2 milhões de pessoas estão sem água e o governador Geraldo Alckmin nega que vivemos racionamento e não aparece em debates eleitorais para não ser desmascarado.
Para piorar,  a capital mais rica do país sofreu 8 anos consecutivos com o desgoverno demotucano de Serra e Kassab: a mobilidade urbana parou, o higienismo contra os pobres imperou, a cidade apartou-se entre pobres e ricos com uma desigualdade e violências  institucionais jamais experimentadas na história da cidade
Mas o paulista e paulistano médios não sabem o básico: não sabem quais são as funções do governo do estado, do governo federal, do governo municipal; não sabem quais são as atribuições da Justiça, ou das Câmaras legislativas. Como o governo federal é o principal ator das mudanças, é cobrado pela falta de Justiça no país, é cobrado pelo fechamento da Santa Casa e até pelo aumento das passagens de ônibus. A propaganda de Dilma Rousseuff precisa investir na politização e no esclarecimento das atribuições dos entes federativos, tem de ser didática.
O ódio irracional alimentado por 12 anos de detratação do PT e dos governos petistas
Desde o nascimento do PT, mas especialmente a partir de 1989 quando Lula tinha chances reais de vencer a eleição presidencial, há um trabalho meticuloso da mídia monopolizada em destruir a imagem do PT e das lideranças petistas.
Em 2005, a prática do caixa 2 presente em todos os partidos (veja o caso do uso do avião cujo acidente matou Eduardo Campos, pago pelo agronegócio e não declarado na Justiça Eleitoral) foi aproveitada pela mídia monopolizada para tornar petistas como José Dirceu a própria encarnação do Demônio.  Em 2012 com o julgamento espetacularizado e a prisão dos condenados da AP470 essa política de ódio ao PT chegou ao auge.
Podemos ver como se opera esse ataque cotidiano de criminalização do PT que resulta na criminalização da política em estudos científicos por meio, por exemplo, do Manchetômetro, um site criado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
A análise dos gráficos semanais do Manchetômetro nos mostra o comportamento da mídia monopolizada e partidarizada cujo interesse ao atacar diuturnamente o PT e suas lideranças é apenas o de manter seus privilégios.

Invariavelmente, semana após semana o tratamento partidarizado da grande mídia concentrada e monopolizada é o mesmo: Dilma e PT sobre ataques constantes.
Mesmo quando não se trata de nenhum candidato à presidência a cobertura é escandalosamente partidarizada e anti-petista:

Sob qualquer ângulo ou qualquer escolha temporal, a criminalização do PT é a pauta:
A mídia brasileira em mãos de 6 famílias, entre as quais duas delas tem 4 membros entre os mais bilionários do país (de acordo com a revista Forbes), defende seus interesses de classe e há muito abandonou o jornalismo. A mídia brasileira faz política partidária 24 horas por dia.
Desafios dos que têm bom senso e defendem um país soberano: vencer o ódio e restabelecer a verdade
Todos com consciência política já devem ter experimentado nas ruas as consequências de o governo Dilma de não ter uma política de comunicação em seu governo e de não ter enfrentado o debate sobre a democratização das comunicações. Aliado a isso tem o fato de o PT ter abandonado o trabalho de formação política.
O ódio irracional sem base qualquer na realidade impera na boca dos despolitizados.
Sexta, indo para Brasília, encontrei uma senhora de 64 anos no aeroporto. Soube que seu pai tem Mal de Parkison e é atendido por um serviço público federal. Ela fez grandes elogios ao programa, mas mesmo assim seu ódio ao PT e a Dilma eram gigantescos.
Conversei longamente com ela e ela buscava desqualificar todos meus argumentos calcados em dados concretos sobre o número de universidades e campis criados nos governos Lula e Dilma maiores que em 500 anos da história do país, sobre os trilhões investidos em saúde e educação que fizeram em 12 nos mais que dobrar o número de universitários do país, saltando de 3,5 em 2002 para 7,1 milhões em 2013.
Ao final, ela me pediu desculpas pela agressividade dela no debate, reconheceu que eu entendia do que falava e que ela não entendia de política e que odiava política. Pedi que ela visse o programa eleitoral, avaliasse as propostas de todos os candidatos, procurasse saber o que cabe a cada governo, lembrei-lhe do programa que ela mesma reconhecia que era bom e que possibilitava melhores condições a seu pai, falei das minhas idas constantes às UPAs e de que os serviços públicos quando bem geridos são melhores que os privados. Informei a ela que embora não aparecesse nas tevês haviam 11 candidatos disputando à presidência da República. Que ela fizesse uma escolha consciente e não votasse movida pelo sentimento de ódio. Que nosso voto quer queiramos ou não interfere diretamente em nossas vidas.
Todos aqueles de bom senso e que de fato defendem um projeto político de inclusão e avanços para a construção de um país soberano terá de defender o projeto petista com paciência e determinação. E devemos fazer com tranquilidade e com dados concretos, nas ruas e nas redes a defesa da melhor candidatura: Dilma Rousseff.
Ao fim e ao cabo Lula é o ator central da política brasileira desde os anos 80
Nestas eleições Lula e o PT continuam sendo atores centrais.
Dilma Rousseff foi foi escolha do presidente Lula, sua boa escolha, fez um governo que ampliou a inclusão que ele começou em seus dois mandatos e deu grandes saltos no projeto desenvolvimentista que diminuiu a desigualdade e fez o país saltar em 12 anos da 15ª para a 6ª economia do mundo. Os governos Lula e Dilma focaram na recuperação da infraestrutura e nas políticas públicas com foco na inclusão: portos, aeroportos, ferrovias, geração de energia, mobilidade urbana, desenvolvimento da agricultura familiar que hoje já é responsável por 70% de todo o alimento que consumimos, corte de juros, investimentos consistentes na educação, das creches (Dilma foi o governo que construiu mais creches na história do país) às universidades onde além de construir novas universidades e centenas de campis universitários, investiram em programas que ampliam o acesso a elas como o Fies, Prouni, Ciências sem Fronteiras. Foram governos que investiram como nunca na saúde com a construção de centenas de UPAS espalhadas pelos municípios brasileiros, recuperação de hospitais universitários, investimento na abertura de cursos de medicina  e o maior programa de provimento médico da história do país o Mais Médicos
Seus concorrentes também tem o passado diretamente ligado a Lula. Antes Eduardo e agora Marina, ambos foram ministros do presidente Lula, ambos em momento algum tiveram coragem de lhe fazer uma única crítica ou negarem legado do ex-presidente. Mas nenhum deles foram indicados por Lula para substituí-lo como foi Dilma. 
Finalmente Aécio Neves. Este representa o passado do Brasil antes da Era Lula. O passado neoliberal, o passado do desemprego, das privatizações, da destruição do Estado brasileiro, da exclusão e do desemprego e da subserviência do Brasil ao capital internacional e à política de dependência aos Estados Unidos. E representa também o presente em Minas Gerais de um governo que constrói aeroportos com dinheiro público em terras de familiares, mas faz as grávidas da cidade viajarem 100 quilômetros para parirem.
Com o decorrer dos programa eleitorais, que tem audiência maior que o Jornal Nacional e dos debates onde os candidatos terão de mostrar o que fizeram para o país, Dilma disparadamente tem muito o que mostrar, porque é uma excelente gestora, tem dados na ponta da língua e de fato tem compromisso com o país, foi presa e torturada porque fez uma opção pelo Brasil. Opção esta que delineou toda a sua vida política.
Marina em sua única experiência administrativa terá que necessariamente defender o governo Lula da qual foi ministra e explicar as contradições de sua chapa que negam sua própria trajetória: um vice ligado a Monsanto, uma campanha financiada pelo capital financeiro do banco Itaú. Terá ainda de explicar seu fundamentalismo religioso que a fez afirmar que foi a ‘providência divina’ que a impediu de entrar no jato que caiu e matou o então candidato Eduardo Campos, terá de explicar o fato que tinha data pra sair do PSB, terá de explicar seu apoio a Serra e a Alckmin em São Paulo. Terá de explicar enfim, afinal, sem partido, qual é o seu projeto político para o país e por que uma ex-petista seria melhor que uma petista.
Aécio terá de trazer o governo FHC e todo o histórico do danoso neoliberalismo que destruiu o Estado Brasileiro. Terá ainda de explicar sua drástica e endividada passagem pelo governo de Minas que sequer paga o piso salarial para os seus professores.
O povo brasileiro não é bobo, não há ódio inventado que resista à realidade.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fortaleza 2 X 0 Salgueiro

Fortaleza 2 X 0 Salgueiro
Mais uma vitória tricolor.
Na realidade o campo reflete os bastidores.
Tínhamos como presidente um político bufão, desses coronéis de interior. Claro que há um reflexo dentro de campo.
O "espion" Daniel Frota, como todo ser humano, tem seus defeitos, mas nunca foi de fazer "auê", até porque um dia desses estava na arquibancada e criticava essas atitudes.
Também reflete o trabalho de nosso diretor Adaílton Campelo.
Algumas contratações equivocadas, mas faz parte. Boas em sua grande maioria.
A mais acertada foi a de nosso treinador. Sempre é bom apostar em gente séria.
Não sei se é decisão politica da diretoria ou decisão do treinador, ou de ambos, mas essa política de pinçar e aproveitar nossos garotos me deixa confiante e satisfeito.
Falando do jogo, a situação criada pela hipocrisia e o conceito de “arena” causam um transtorno para se adentrar no estádio.
Quem gosta de futebol, gosta também duma cervejinha e de muito bate-papo.
Surgem daí dois problemas: não tem cerveja no estádio e tudo no estádio é caro.
O resultado é que fica uma multidão do lado de fora com ingressos na mão, esperando chegar perto da hora de começar o jogo, para só então entrar no estádio. E não adianta ficar pedindo ao torcedor para chegar cedo.
Creio que tenho de me acostumar a perder os 15 primeiros minutos dos jogos.
Entrei no estádio praticamente na hora do gol. Consegui ver apenas a bola sendo cabeceada para as redes.
Mas continuo gostando do que vejo. Continuo gostando do todo, com alguns senões.
Não dá para brincar. Não dá para estragar tanta jogada e perder tanto gol. É necessário capricho. O primeiro tempo poderia ter terminado de 4 X 1 que não seria exagero.
Apenas uma falha numa bola alçada na área por parte de nosso goleiro Ricardo. O resto do jogo foi nosso.
Cametá e Fernandinho voando pelas laterais. Muito bem os dois. Foram opções de desafogo pelas laterais e opções, e que opções, no ataque.
Dessa vez a zaga esteve muito firme e sem vacilos.
O Guto novamente extrapolou. Marcou, tocou, lançou e serviu de início de jogadas. Outro que jogou demais foi o Correa. Marcou. Cobriu espaços. Iniciou jogadas. Muito bem também.
O Marcelinho quis dar uma resposta aos críticos. Os críticos tinham razão. Ele pode jogar muito mais do que vinha jogando. Jogou 90 minutos. Marcou, cercou, chutou, lançou e foi opção constante de passe ou lançamento. Esteve pela direita e pela esquerda. Comandou o time. Andou se “aporrinhando” com algumas perdas de bolas e erros de passes.
Nesse item dois jogadores abusaram: Edinho e Eric Flores.
O Edinho é uma realidade. É um jogador rápido, habilidoso e atrevido. Virtudes que compensam sua baixa estatura. Mas não esteve bem no jogo. Errou muito na condução da bola e nos passes. Errou muito nas opções de jogadas. Mesmo assim tem um papel fundamental. Volta para compor a formação do meio de campo pela direita, sempre se colocando entre o volante e o lateral. Taticamente é fundamental. Independente de sua participação ofensiva, sua ausência causa grandes problemas ao meio de campo tricolor por este motivo. Cumpre muito bem esse papel de recomposição e posicionamento.
O Eric Flores entrou e demonstrou que estava perdido. Tentou, mas estragou mais que fez boas jogadas. É o preço de passar de 3 a 4 meses sem atuar. Tem potencial, mas precisa ter espírito de equipe.
Várias jogadas que poderiam ter progredido com o Fernandinho e o Paraíba foram estragadas pelo Edinho e pelo Eric.
O Robert fez o que se espera de um centroavante. Fixou-se na área sendo sempre opção para a bola cruzada. Posicionou-se para algum rebote e marcou a saída de jogo do Salgueiro. Claro que além de tudo fez um gol.
O garoto Uilliam. Tal qual o irmão, tem potencial. Tal qual o irmão, precisa ter, ou pelo menos, aparentar mais gana. Conceito aprendido pelo Mirandinha: atacante tem de ser fominha.
Gostei da explicação do Marcelo para sua escalação. Fazer um papel análogo ao do Edinho pela esquerda. Papel esse feito pelo Waldison normalmente.
Se pudesse dizer algo agora seria: treine, mas treine muito. Potencial só se efetiva através da mecanização dos treinamentos.
Ouvindo as explicações do Marcelo após o jogo, chego a conclusão que vi o mesmo jogo.
Muito boa a recomposição do Salgueiro. É um time complicado de jogar fora de casa. Marca normalmente com seis a sete jogadores atrás da linha da bola.
Mas não dá para não ver o erro do Leão, que é jogar com muitos jogadores a frente da linha da bola, e pelo meio.
Imaginando-se duas linhas paralelas ligando as duas grandes áreas, quando da retomada da bola pela defesa e ainda na intermediária tricolor, havia uma concentração de jogadores nesse espaço imaginado. Dois volantes, dois meias e dois atacantes. Dificulta a abertura do jogo, facilitando a marcação.
Ocorre que para a bola ir para a lateral ficava-se na espera do avanço dos laterais, o que compromete fisicamente e atrasa e dificulta a evolução da jogada.
Creio que não seja tão difícil a mecanização, com Edinho e Waldison, no caso, se oferecendo como opção primeira para o desafogo. Na sequência a jogada pode voltar para o meio ou ter o auxílio dos laterais. É preciso fazer a defesa adversária abrir espaços com movimentação da bola.
O Radar fez o papel de sempre, avançando com algumas deficiências no cruzamento, marcando bem, e não teve problemas na cobertura. Muito bem o Fernandinho como meia nesta hora.
O Eduardo Luiz entro no final. É mais jogador que Genílson e Adalberto.

Fortaleza 11/08/2014

Cuiabá 1 X 1 Fortaleza

Cuiabá 1 X 1 Fortaleza
Mais um jogo modorrento. O Fortaleza tem disso.
Um primeiro tempo praticamente sem riscos e termina perdendo com um gol improvável
Teria apenas uma ressalva ao posicionamento tático.
Creio que há problemas na ocupação do lado direito. Não creio correto que apenas o Cametá seja opção de ataque. Seria interessante que o Edinho fizesse pela direita um papel semelhante ao que é feito pelo Waldison pela esquerda.
O Waldison faz com que o Fernandinho tenha liberdade de ir ao ataque, ao mesmo tempo em que não compromete sua volta.
Quando o Cametá sobe, obriga o Correa a cobrir a lateral, desfalcando o meio de campo.
Quando o Edinho afunila, congestiona o meio do ataque, pois há o Robert, o Paraiba e o Waldison.
Parece mais lógico que o Edinho jogue aberto num primeiro momento, ocupando um espaço vazio ou prendendo o lateral e que o Correa suba apoiando pelo meio de campo. Assim posicionado, o Cametá teria a liberdade de apoiar pelos flancos e usar sua velocidade ou entrar pelo meio, sendo opção de se posicionar entre o zagueiro, o volante e o lateral. Creio que isso facilitaria o jogo para o Robert e Paraíba.
Com a passagem do Cametá pelos flancos, o Edinho poderia ocupar o espaço pela meia direita, da mesma forma que o Waldison ocupa pela esquerda.
Esse posicionamento do Cametá tem originado as únicas jogadas de perigo contra o Leão.
Mas o fator que fez o jogo ficar modorrento não foi tático, foi individual.
Robert com sua mania de voltar para ajudar a marcação na defesa atrapalha mais que ajuda. Ele deveria se preocupar em marcar os zagueiros e volantes. É o papel dele. Prende os zagueiros.
O Edinho está fazendo muito bem seu papel tático na defesa, mas está muito mal individualmente.
O Paraíba as vezes parece despreocupado com o jogo ou sem ter noção de seu papel.
O Waldison esteve muito mal, com dificuldades para dominar a bola. Foi marcado muito em cima e recebia muitas bolas longas e esticadas.
Muito bem o Fernandinho, com muita regularidade.
Muito bem o Guto, marcando e saindo para o jogo de maneira eficiente, pois o Correa ficava para a cobertura do Cametá.
A zaga ainda me causa calafrios, mas esteve bem. É uma questão de confiança. Ainda acredito que o Eduardo Luiz seja nosso melhor zagueiro.
O Cametá esteve bem e não tem culpa das bolas nas costas que leva. É um risco e uma opção tática.
O único trabalho do Ricardo foi ir buscar a bola na rede num chute improvável e indefensável.
O Fortaleza tem optado por manter a posse de bola, com poucos chutões. Mas a perda de bola, principalmente pelo lado direito, tem oportunizado contra-ataques perigosos e é dessa forma que tem sofrido os maiores aperreios.
Deu certo no final, mas minhas opções de mudanças seriam outras.
Para o jogo contra o Águia teria uma sugestão: que tal formar um tripé com três volantes com boa qualidade no passe e o Edinho puxando o contra ataque? O campo é “pequeno”, duro e com um gramado ruim. Haverá dificuldades para o toque de bola e seria interessante congestionar a entrada da área, liberando Edinho e Waldison para iniciarem o contra ataque, centralizando o Robert.
Minha sugestão seria Ricardo, Cametá, Genilson, Adalberto e Fernandinho. Guto, Correa e Walfrido. Edinho e Waldison e Robert.



Jeri 18/08/2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Fortaleza 0 X 0 CRB

Fortaleza 0 X 0 CRB


Foi um jogo atípico.
Não que o Leão tenha feito um grande jogo, mas teve muitas chances de gol e não foi um dia feliz.
Novamente não foi uma grande partida do Paraíba e do Robert. Novamente o Davidson mostrou-se incapaz de dar consequências às jogadas.
Se posiciona bem, mas não há definição nas jogadas.
A entrada do Waldison mostrou-se bem mais eficiente. Ocupou espaços no ataque, mostrou-se mais rápido e eficiente. Talvez pela falta de ritmo de jogo ficou meio inconstante.
Mas o time taticamente esteve bem.
Gosto da postura de segurança adotada pelo Marcelo Chamusca. O FEC mostra-se organizado e bem postado na defesa. Há problemas individuais, principalmente por parte do Radar.
É um bom jogador, mas tem alguns problemas de cobertura e desatenção.
Novamente o Ricardo esteve bem.
O Cametá oscilou, mas esteve numa média boa.
Não lembro de falhas da zaga, que não era a titular. A zaga joga mais tranquila quando há todo um sistema de proteção.
Novamente o Guto fez um grande partida. Um erro que poderia ser fatal. Num ataque pela direita, não sei se era o Radar ou o Adalberto no primeiro combate ele, Guto, resolveu ir por trás do atacante ... Resultado: o atacante driblou o marcador e não havia cobertura.
Boa partida do Walfrido e do Edinho.
O diferencial foi o goleiro do CRB. Salvou pelo menos quatro bolas de gol.
Um chute bisonho do Robert, um chute do Edinho, as cabeçadas do Waldison e do Robert e uma jogada onde o zagueiro salva praticamente sobre a linha.
Mesmo não jogando com muito entusiasmo, tivemos pelo menos seis chances reais de gols e não fizemos. As vezes é um dia ruim, outras vezes são problemas de ambiente e insatisfações, que, se forem fatos verdadeiros, precisam ser solucionados pela diretoria e pelo comando técnico.

PS: escrito em maio de 2014

CRAC 0 X 0 Fortaleza

CRAC 0 X 0 Fortaleza

Acredito que o Fortaleza tenha se surpreendido com a velocidade e intensidade do jogo praticado pelo CRAC no primeiro tempo.
Não sei se alguma ressaca emocional do time ou se o campo era de dimensões menores, mas o Fortaleza não se encontrou.
Marcelinho num dia horroroso. Não acertava um passe. Não acertava um drible. Não acertava nada.
Muito mal o Robert.
Apesar de uma falha, o Genilson esteve bem, mas o grupo parece que sentiu a contusão do Eduardo Luiz. Muito bem o Max.
Não creio que tenha havido maldade do jogador do CRAC, mas é o tipo de jogada que um jogador experiente não passaria. Excesso de força e vontade poderiam ter ocasionado uma contusão mais grave.
Um primeiro tempo burocrático do Cametá e Radar.
Em resumo: o Fortaleza não jogou no primeiro tempo.
Para mim o detalhe negativo foi o Davidson. Mostrou-se um jogador sem consequência. Consegue aparecer para o jogo, mas não consegue fazer a jogada evoluir. Foi a estreia, mas não foi legal.
A péssima partida do Marcelinho, a apatia do Robert e a falta de consequência na jogada por parte do Davidson, praticamente reduziram as ações do Fortaleza a marcação.
No segundo tempo o Fortaleza voltou melhor. Mais organizado e tentando controlar o jogo.
As entradas de Waldison e Fernandinho, combinado com um reposicionamento do Cametá alteraram o jogo do Leão.
Além do jogo fluir melhor, o Waldison mostrou-se mais ativo e incisivo nas puxadas de bolas pela esquerda, favorecido pela presença mais incisiva do Fernandinho pela esquerda e Cametá pela direita.
Claramente o CRAC sentiu o cansaço pela correria do primeiro tempo e o meio de campo arriou as baterias.
Era uma hora boa para o Leão quando o Max se machuca e quase tem uma fratura mais séria na perna (na realidade constatou-se a fratura). O time sentiu novamente.
Voltou a recuar para manter o empate e alguns jogadores mostraram cansaço.
O empate não foi de todo ruim. Temos um time superior.
Talvez seja a hora do Chamusca repensar o ataque. De repente um descanso para o Robert com as entradas do Waldison e Patrick. Talvez num segundo tempo se testasse essa opção. O Waldison mais centralizado e o Patrick forçando jogadas de velocidade pelos lados do campo.

PS: escrito em maio de 2014

E a copa se foi.

E a copa se foi.

Lições foram deixadas, mas não acredito no aprendizado por parte do futebol brasileiro, a começar pelos dirigentes dos times, que continuarão a enxergar apenas seus umbigos e não vendo o futebol brasileiro como um todo, se vendendo barato a Rede Globo, com cada vez menos audiência e menos torcedor nos estádios.
Nosso “excepcional” treinador diz que não houve erros, que foi apenas um apagão e que faria tudo novamente, da mesma forma e tomaria de sete novamente. É difícil acreditar em mudanças quando a CBF ainda cogita a permanência do Felipão.
Vou a estádios desde 1973 e, por um momento, cheguei a acreditar que não entendia mais de futebol.
A seleção brasileira apresentou problemas com a posse de bola e controle do jogo desde o primeiro jogo. Assisti a todos, menos o jogo contra Camarões, pois estava embriagado demais.
Um problema saltava aos olhos: a ausência de meio de campo. Não é possível imaginar um time vencedor sem meio de campo. Os dois laterais subiam sem proteção. O David Luiz não compreendia sua função de zagueiro. O Luiz Gustavo jogava como terceiro zagueiro e o Oscar, o Neymar, o Hulk e o Fred acreditaram na lenda de que quem tem de marcar é o adversário do Brasil, não eles.
Resumindo: era time que atacava sem consequência e não se recompunha quando da perda da bola.
A derrota era iminente.
Escapou por pouco contra o Chile. O segundo tempo deu pena. O Chile fez o que quis. Escapou com uma bola no travessão no último minuto.
Contra a Colômbia, não sei se por obra do acaso, o Neymar veio jogar no primeiro tempo como meia, chamando o jogo e proporcionando espaços para atacar com o controle da posse de bola.
Mesmo jogando seu melhor futebol, ainda foi com uma cobrança de escanteio que saiu o primeiro gol.
Foi o jogo onde fiquei em dúvidas sobre minha capacidade de compreender e analisar um jogo de futebol. Ouvir de comentaristas e de ex-jogadores que o Hulk voltava para auxiliar o meio de campo, desculpe o termo, mas foi de lascar.
Quando o Neymar volta do intervalo e volta a jogar avançado, foi outro “Deus nos acuda”, salvo por um improvável gol de falta.
Não sei quando se acabará com esse chavão de que time com três zagueiros é defensivo e time com quatro atacantes é ofensivo. Isso é uma loucura.
Outro fator decisivo para a enfiada de sete foi a empáfia. Não estudar a forma de jogar do adversário é um absurdo. A Alemanha mostrou-se, desde o início da copa, um time compacto e organizado, com alguns muito bons jogadores. Desconhecer o potencial alemão foi erro fatal.
Outro problema é o treinador pousar de babaca na beira de campo gesticulando. Essa é uma hora de ação. Ou muda o time ou manda alguém cair para reorganizar, pois as leis do futebol de campo não permitem uma pedida de tempo.
Mas ele não entendia o que ocorria. Acreditava que o time estava bem.
Enfim, uma copa sem grandes surpresas, exceto Espanha e Itália voltarem cedo para casa. Ganhou o melhor time. Ganhou o time que valoriza o jogo. Ganhou o time mais organizado. Ganhou o time que começou errado e se consertou, com o Lahn escalado de volante, corrigido a partir do jogo travado e pela grita da torcida.
A Argentina, mesmo inferior, mostrou a importância de um time bem organizado a partir da defesa, podendo ter ganho se tivesse um pouco mais de capricho.

PS: escrito logo após a final da copa

50 dias sem jogar

50 dias sem jogar

E agora? O que fazer? Como sobreviver?
Pagando o preço de loucuras do passado.
Mas devo reconhecer que o Daniel Frota fez e faz grande trabalho neste sentido.
Discordo de alguns posicionamentos dele. Discordo de alguns conceitos, mas não posso e não devo ser injusto.
Mas acho fraco o conjunto de nossa diretoria, e sem criatividade e coragem.
Não se empolga torcedor com choro. Nem com contratações malucas (bombásticas). Causa-se apenas problemas com o elenco e empolga radialista e torcedor de “pé-de-rádio”.
Também não tenho solução mágica.
Dois pensamentos deveriam ser prioritários.
O primeiro é com as finanças imediatas.
Há boas perspectivas com a liderança, o bom time e o momento que vivemos.
Não sei das despesas fixas e nem das receitas fixas, mas será um problema viver os próximos 60 dias.
A primeira conversa a se ter é com o elenco e funcionários. Ser sincero e honesto. Não é aconselhável a participação do presidente licenciado.
Planejar amistosos e chamar a torcida, mas ter cuidado com a data, a concorrência ou a ressaca.
Chamar a torcida não é ficar chorando as misérias em microfone ... é empolgar o torcedor, sem mentiras e sem promessas vãs.
Conversar com alguns empresários que podem ajudar.
Se o primeiro jogo for em Fortaleza, marcar o jogo para o CasteLeão com ingresso a R$20 em todo estádio. Chamar o torcedor.
Tentar juntar 20 mil torcedores e fazer uma festa.
Tentar ver com o Sport Recife, América Natal, Náutico, Remo ou Santa Cruz dois amistosos com cada um arcando com as despesas próprias.
Um segundo passo é pensar o próximo ano.
Já temos a garantia das copas NE e Brasil.
Precisamos de um bom time.
Um bom time começa com uma base e uma filosofia.
Tentaria ver quem dos atuais diretores estariam dispostos a continuar ajudando numa próxima diretoria.
Quem teríamos que já foi ou que poderia estar junto, afinal, planejar é desenhar o futuro.
Após definir o grupo que estará a frente, discutir e definir a filosofia.
O primeiro passo é definir a categoria de base. Manter os que hoje estão e são vitoriosos e trazer mais gente para aprimorar o trabalho.
Do elenco atual, manter Max, Walfrido, Guto e Edinho. Max, Walfrido e Edinho podem ser chamados a partir de outubro para fazer um novo contrato e, como prêmio pela nossa subida para a B, ter seus contratos renovados e reajustados. Claro que também a multa rescisória seria reajustada.
O Guto chamaria de imediato. Chamaria também o Cametá e o Correa. Teria também em 2015 o Waldison, o Eduardo Luís e o Fernandinho.
O Breno, o Adalberto e a garotada o sub-20 ficariam em observação.
Tentaria um bom meia para fazer a diferença.
Não tenho dúvidas de que estaríamos brigando pela cabeça da B se lá estivéssemos.
Mas principalmente estaria fazendo, a quatro mãos, um projeto para 2015 com o nosso treinador.
Uma surpresa para lá de agradável.
Um treinador com uma concepção tática definida e com capacidade de planejamento, com postura seria e serena e, principalmente, com carinho e respeito do elenco, mostrando uma liderança que só alcança os iluminados.

PS: escrito antes do início da copa do mundo.