segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Treze 1 X 1 Fortaleza

Treze 1 X 1 Fortaleza


Foi um jogo não tão difícil de ganhar. Chato dizer que foi fácil.
Além de fraco tecnicamente, o Treze foi um time que promoveu estreias em massa e não pode ser classificado como entrosado.
Continuo não aceitando a tese de que time ofensivo é um time que joga com três ou quatro atacantes. Graças à incompetência do Treze saímos de campo com um empate. Duas vitórias e dois empates fora de casa. É um bom começo. Mas precisamos ganhar em casa sempre.
No primeiro tempo via-se um grande espaço entre o meio de campo e o ataque, principalmente pela direita. Uma verdadeira avenida não explorada pelo Cametá. O problema é que quando ele tentou ir, a cobertura foi deficiente. Assim nasceu o pênalti.
Confesso não entender a insistência com o Davidson. É um jogador que não consegue consequência em nenhuma jogada. Não compõe o meio de campo, não ajuda na marcação e atrapalha o ataque. Sei que é um ser humano e jogador profissional e que não tem culpa por ter sido contratado, mas ser escalado é dose.
O jogo foi tão chocho que o Ricardo praticamente não participou. Sua participação resumiu-se a reposição de tiro de meta e bolas cruzadas, sem perigo.
O Fernandinho e o Cametá, principalmente o último, sofreram com a fragilidade da cobertura, mas fizeram uma boa partida.
A zaga andou dando algumas cabeçadas, mas também esteve bem.
O Guto tem sido uma grata surpresa. Tem feito boas partidas, desarmando e aparecendo para o jogo. Volta e meia tem umas recaídas, como o pênalti cometido e algumas jogadas infantis, com reclamações e erros de cobertura, mas apresenta muito potencial. Neste jogo quase marca um gol.
Eu sendo diretor, já estaria conversando com a perspectiva de renovação de contrato por mais uma ou duas temporadas.
O Walfrido muito bem como segundo volante, atuando prioritariamente pela esquerda, ocupando espaços e variando como meia.
Mal o Paraíba no primeiro tempo. Melhorou no segundo, mas não o suficiente. Parece que a parceria do Edinho pela direita fez falta. O Edinho faz falta. Teve o agravamento de tentar jogadas individuais desnecessárias, na hora e lugar errado.
O Robert fez seu papel. Fez o gol. Sempre que tentou sair da área e participar do jogo não foi bem.
O Waldison esteve bem até o gol do Treze. Deu uma sumida e voltou bem no segundo tempo. Tem sido um dos melhores e mais eficientes atacantes.
Não posso analisar a participação do Davidson porque não compreendi sua função tática. Sua participação resumiu-se a jogadas inconsequentes.
Creio que o Leão começou errado. Havia fragilidade no meio de campo, logo a frente dos volantes. Não era um meio de campo compacto.
Foi oferecido um grande espaço pela meia direita e que não foi aproveitado, melhorando no segundo tempo com uma participação mais efetiva do Marcelinho Paraíba por lá.
Entendo que o Correa voltava de contusão e o Walfrido não apresenta o mesmo futebol pela direita, mas teria começado com o Leandro e o Guto fechando o meio, formando uma linha a frente com Cametá, Paraíba, Walfrido e Fernandinho.
Essa formação permitiria que o Robert se fixasse na área, com o Waldison se alternando pelos lados do campo.
Até poderíamos jogar com três atacantes, mas existe uma função defensiva e eles precisam ser efetivos nisso. Cercar volantes e laterais é uma delas.
O mal posicionamento fez com que retomássemos poucos rebotes ofensivos, sempre sendo vítimas de contra-ataques.
Teria voltado no intervalo com o Correa no lugar do Davidson, formando a linha que já citei.

Mas o empate não foi de todo um mal negócio. É importante somar pontos e, principalmente, compactar e mecanizar o time, independente das peças, como era até um dia desses, durante o cearense.
PS: Partida ocorrida em 17/07/2014

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