segunda-feira, 4 de agosto de 2014

50 dias sem jogar

50 dias sem jogar

E agora? O que fazer? Como sobreviver?
Pagando o preço de loucuras do passado.
Mas devo reconhecer que o Daniel Frota fez e faz grande trabalho neste sentido.
Discordo de alguns posicionamentos dele. Discordo de alguns conceitos, mas não posso e não devo ser injusto.
Mas acho fraco o conjunto de nossa diretoria, e sem criatividade e coragem.
Não se empolga torcedor com choro. Nem com contratações malucas (bombásticas). Causa-se apenas problemas com o elenco e empolga radialista e torcedor de “pé-de-rádio”.
Também não tenho solução mágica.
Dois pensamentos deveriam ser prioritários.
O primeiro é com as finanças imediatas.
Há boas perspectivas com a liderança, o bom time e o momento que vivemos.
Não sei das despesas fixas e nem das receitas fixas, mas será um problema viver os próximos 60 dias.
A primeira conversa a se ter é com o elenco e funcionários. Ser sincero e honesto. Não é aconselhável a participação do presidente licenciado.
Planejar amistosos e chamar a torcida, mas ter cuidado com a data, a concorrência ou a ressaca.
Chamar a torcida não é ficar chorando as misérias em microfone ... é empolgar o torcedor, sem mentiras e sem promessas vãs.
Conversar com alguns empresários que podem ajudar.
Se o primeiro jogo for em Fortaleza, marcar o jogo para o CasteLeão com ingresso a R$20 em todo estádio. Chamar o torcedor.
Tentar juntar 20 mil torcedores e fazer uma festa.
Tentar ver com o Sport Recife, América Natal, Náutico, Remo ou Santa Cruz dois amistosos com cada um arcando com as despesas próprias.
Um segundo passo é pensar o próximo ano.
Já temos a garantia das copas NE e Brasil.
Precisamos de um bom time.
Um bom time começa com uma base e uma filosofia.
Tentaria ver quem dos atuais diretores estariam dispostos a continuar ajudando numa próxima diretoria.
Quem teríamos que já foi ou que poderia estar junto, afinal, planejar é desenhar o futuro.
Após definir o grupo que estará a frente, discutir e definir a filosofia.
O primeiro passo é definir a categoria de base. Manter os que hoje estão e são vitoriosos e trazer mais gente para aprimorar o trabalho.
Do elenco atual, manter Max, Walfrido, Guto e Edinho. Max, Walfrido e Edinho podem ser chamados a partir de outubro para fazer um novo contrato e, como prêmio pela nossa subida para a B, ter seus contratos renovados e reajustados. Claro que também a multa rescisória seria reajustada.
O Guto chamaria de imediato. Chamaria também o Cametá e o Correa. Teria também em 2015 o Waldison, o Eduardo Luís e o Fernandinho.
O Breno, o Adalberto e a garotada o sub-20 ficariam em observação.
Tentaria um bom meia para fazer a diferença.
Não tenho dúvidas de que estaríamos brigando pela cabeça da B se lá estivéssemos.
Mas principalmente estaria fazendo, a quatro mãos, um projeto para 2015 com o nosso treinador.
Uma surpresa para lá de agradável.
Um treinador com uma concepção tática definida e com capacidade de planejamento, com postura seria e serena e, principalmente, com carinho e respeito do elenco, mostrando uma liderança que só alcança os iluminados.

PS: escrito antes do início da copa do mundo.

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