Fortaleza
2 X 0 Salgueiro
Mais
uma vitória tricolor.
Na
realidade o campo reflete os bastidores.
Tínhamos
como presidente um político bufão, desses coronéis de interior.
Claro que há um reflexo dentro de campo.
O
"espion" Daniel Frota, como todo ser humano, tem seus
defeitos, mas nunca foi de fazer "auê", até porque um dia
desses estava na arquibancada e criticava essas atitudes.
Também
reflete o trabalho de nosso diretor Adaílton
Campelo.
Algumas
contratações equivocadas, mas faz parte. Boas em sua grande
maioria.
A
mais acertada foi a de nosso treinador. Sempre é bom apostar em
gente séria.
Não
sei se é decisão politica da diretoria ou decisão do treinador, ou
de ambos, mas essa política de pinçar e aproveitar nossos garotos
me deixa confiante e satisfeito.
Falando
do jogo, a situação criada pela hipocrisia e o conceito de “arena”
causam um transtorno para se adentrar no estádio.
Quem
gosta de futebol, gosta também duma cervejinha e de muito bate-papo.
Surgem
daí dois problemas: não tem cerveja no estádio e
tudo
no estádio é caro.
O
resultado é que fica uma multidão do
lado de fora com
ingressos na mão, esperando chegar perto da hora de começar o jogo,
para só então entrar no estádio. E não adianta ficar pedindo ao
torcedor para chegar cedo.
Creio
que tenho de me acostumar a perder os 15 primeiros minutos dos
jogos.
Entrei
no estádio praticamente na hora do gol. Consegui ver apenas a bola
sendo
cabeceada para as redes.
Mas
continuo gostando do que vejo. Continuo gostando do todo, com alguns
senões.
Não
dá para brincar. Não dá para estragar tanta jogada e perder tanto
gol. É necessário capricho. O
primeiro tempo
poderia ter terminado de 4 X 1 que não seria exagero.
Apenas
uma falha numa bola alçada na área por parte de nosso goleiro
Ricardo. O resto do jogo foi nosso.
Cametá
e Fernandinho voando pelas laterais. Muito bem os dois. Foram opções
de desafogo pelas laterais e opções, e que opções, no ataque.
Dessa
vez a zaga esteve muito firme e sem vacilos.
O
Guto novamente extrapolou. Marcou, tocou, lançou e serviu de início
de jogadas. Outro que jogou demais foi o Correa. Marcou. Cobriu
espaços. Iniciou jogadas. Muito bem também.
O
Marcelinho quis dar uma resposta aos críticos. Os críticos tinham
razão. Ele pode jogar muito mais do que vinha jogando. Jogou 90
minutos. Marcou, cercou, chutou, lançou e foi opção constante de
passe ou lançamento. Esteve pela direita e pela esquerda. Comandou o
time. Andou se “aporrinhando”
com algumas perdas de bolas e erros de passes.
Nesse
item dois jogadores abusaram: Edinho e Eric Flores.
O
Edinho é uma realidade. É um jogador rápido, habilidoso e
atrevido. Virtudes que compensam sua baixa estatura. Mas não esteve
bem no jogo. Errou muito na condução da bola e nos passes. Errou
muito nas opções de jogadas. Mesmo assim tem um papel fundamental.
Volta para compor a formação do meio de campo pela direita, sempre
se colocando entre o volante e o lateral. Taticamente é fundamental.
Independente de sua participação ofensiva, sua ausência causa
grandes problemas ao meio de campo tricolor por este motivo. Cumpre
muito bem esse papel de recomposição e posicionamento.
O
Eric Flores entrou e demonstrou que estava perdido. Tentou, mas
estragou mais que fez boas jogadas. É o preço de passar de 3 a 4
meses sem atuar. Tem potencial, mas precisa ter espírito de equipe.
Várias
jogadas que poderiam ter progredido com o Fernandinho e o Paraíba
foram estragadas pelo Edinho e pelo Eric.
O
Robert fez o que se espera de um centroavante. Fixou-se na área
sendo sempre opção para a bola cruzada. Posicionou-se para algum
rebote e marcou a saída
de jogo do Salgueiro. Claro que além de tudo fez um gol.
O
garoto Uilliam. Tal qual o irmão, tem potencial. Tal qual o irmão,
precisa ter,
ou pelo menos, aparentar
mais gana. Conceito aprendido pelo Mirandinha: atacante tem de ser
fominha.
Gostei
da explicação do Marcelo para sua escalação. Fazer um papel
análogo ao do Edinho pela esquerda. Papel esse feito pelo Waldison
normalmente.
Se
pudesse dizer algo agora seria: treine, mas treine muito. Potencial
só se efetiva através da mecanização dos treinamentos.
Ouvindo
as explicações do Marcelo após o jogo, chego a conclusão que vi o
mesmo jogo.
Muito
boa a recomposição do Salgueiro. É um time complicado de jogar
fora de casa. Marca normalmente com seis a sete jogadores atrás da
linha da bola.
Mas
não dá para não ver o erro do Leão, que é jogar com muitos
jogadores a frente da linha da bola, e pelo meio.
Imaginando-se
duas linhas paralelas ligando as duas grandes áreas, quando da
retomada da bola pela defesa e ainda na intermediária tricolor,
havia uma concentração de jogadores nesse espaço imaginado. Dois
volantes, dois meias e dois atacantes. Dificulta a abertura do jogo,
facilitando a marcação.
Ocorre
que para a bola ir para a lateral ficava-se na espera do avanço dos
laterais, o que compromete fisicamente e atrasa e dificulta a
evolução da jogada.
Creio
que não seja tão difícil
a mecanização, com Edinho e Waldison, no caso, se oferecendo como
opção primeira para o desafogo. Na sequência a jogada pode voltar
para o meio ou ter o auxílio
dos laterais. É preciso fazer a defesa adversária abrir espaços
com movimentação da bola.
O
Radar fez o papel de sempre, avançando com algumas deficiências no
cruzamento, marcando bem, e não teve problemas na cobertura. Muito
bem o Fernandinho como meia nesta hora.
O
Eduardo
Luiz
entro no
final. É mais jogador
que Genílson
e Adalberto.
Fortaleza
11/08/2014
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