quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fortaleza 2 X 0 Salgueiro

Fortaleza 2 X 0 Salgueiro
Mais uma vitória tricolor.
Na realidade o campo reflete os bastidores.
Tínhamos como presidente um político bufão, desses coronéis de interior. Claro que há um reflexo dentro de campo.
O "espion" Daniel Frota, como todo ser humano, tem seus defeitos, mas nunca foi de fazer "auê", até porque um dia desses estava na arquibancada e criticava essas atitudes.
Também reflete o trabalho de nosso diretor Adaílton Campelo.
Algumas contratações equivocadas, mas faz parte. Boas em sua grande maioria.
A mais acertada foi a de nosso treinador. Sempre é bom apostar em gente séria.
Não sei se é decisão politica da diretoria ou decisão do treinador, ou de ambos, mas essa política de pinçar e aproveitar nossos garotos me deixa confiante e satisfeito.
Falando do jogo, a situação criada pela hipocrisia e o conceito de “arena” causam um transtorno para se adentrar no estádio.
Quem gosta de futebol, gosta também duma cervejinha e de muito bate-papo.
Surgem daí dois problemas: não tem cerveja no estádio e tudo no estádio é caro.
O resultado é que fica uma multidão do lado de fora com ingressos na mão, esperando chegar perto da hora de começar o jogo, para só então entrar no estádio. E não adianta ficar pedindo ao torcedor para chegar cedo.
Creio que tenho de me acostumar a perder os 15 primeiros minutos dos jogos.
Entrei no estádio praticamente na hora do gol. Consegui ver apenas a bola sendo cabeceada para as redes.
Mas continuo gostando do que vejo. Continuo gostando do todo, com alguns senões.
Não dá para brincar. Não dá para estragar tanta jogada e perder tanto gol. É necessário capricho. O primeiro tempo poderia ter terminado de 4 X 1 que não seria exagero.
Apenas uma falha numa bola alçada na área por parte de nosso goleiro Ricardo. O resto do jogo foi nosso.
Cametá e Fernandinho voando pelas laterais. Muito bem os dois. Foram opções de desafogo pelas laterais e opções, e que opções, no ataque.
Dessa vez a zaga esteve muito firme e sem vacilos.
O Guto novamente extrapolou. Marcou, tocou, lançou e serviu de início de jogadas. Outro que jogou demais foi o Correa. Marcou. Cobriu espaços. Iniciou jogadas. Muito bem também.
O Marcelinho quis dar uma resposta aos críticos. Os críticos tinham razão. Ele pode jogar muito mais do que vinha jogando. Jogou 90 minutos. Marcou, cercou, chutou, lançou e foi opção constante de passe ou lançamento. Esteve pela direita e pela esquerda. Comandou o time. Andou se “aporrinhando” com algumas perdas de bolas e erros de passes.
Nesse item dois jogadores abusaram: Edinho e Eric Flores.
O Edinho é uma realidade. É um jogador rápido, habilidoso e atrevido. Virtudes que compensam sua baixa estatura. Mas não esteve bem no jogo. Errou muito na condução da bola e nos passes. Errou muito nas opções de jogadas. Mesmo assim tem um papel fundamental. Volta para compor a formação do meio de campo pela direita, sempre se colocando entre o volante e o lateral. Taticamente é fundamental. Independente de sua participação ofensiva, sua ausência causa grandes problemas ao meio de campo tricolor por este motivo. Cumpre muito bem esse papel de recomposição e posicionamento.
O Eric Flores entrou e demonstrou que estava perdido. Tentou, mas estragou mais que fez boas jogadas. É o preço de passar de 3 a 4 meses sem atuar. Tem potencial, mas precisa ter espírito de equipe.
Várias jogadas que poderiam ter progredido com o Fernandinho e o Paraíba foram estragadas pelo Edinho e pelo Eric.
O Robert fez o que se espera de um centroavante. Fixou-se na área sendo sempre opção para a bola cruzada. Posicionou-se para algum rebote e marcou a saída de jogo do Salgueiro. Claro que além de tudo fez um gol.
O garoto Uilliam. Tal qual o irmão, tem potencial. Tal qual o irmão, precisa ter, ou pelo menos, aparentar mais gana. Conceito aprendido pelo Mirandinha: atacante tem de ser fominha.
Gostei da explicação do Marcelo para sua escalação. Fazer um papel análogo ao do Edinho pela esquerda. Papel esse feito pelo Waldison normalmente.
Se pudesse dizer algo agora seria: treine, mas treine muito. Potencial só se efetiva através da mecanização dos treinamentos.
Ouvindo as explicações do Marcelo após o jogo, chego a conclusão que vi o mesmo jogo.
Muito boa a recomposição do Salgueiro. É um time complicado de jogar fora de casa. Marca normalmente com seis a sete jogadores atrás da linha da bola.
Mas não dá para não ver o erro do Leão, que é jogar com muitos jogadores a frente da linha da bola, e pelo meio.
Imaginando-se duas linhas paralelas ligando as duas grandes áreas, quando da retomada da bola pela defesa e ainda na intermediária tricolor, havia uma concentração de jogadores nesse espaço imaginado. Dois volantes, dois meias e dois atacantes. Dificulta a abertura do jogo, facilitando a marcação.
Ocorre que para a bola ir para a lateral ficava-se na espera do avanço dos laterais, o que compromete fisicamente e atrasa e dificulta a evolução da jogada.
Creio que não seja tão difícil a mecanização, com Edinho e Waldison, no caso, se oferecendo como opção primeira para o desafogo. Na sequência a jogada pode voltar para o meio ou ter o auxílio dos laterais. É preciso fazer a defesa adversária abrir espaços com movimentação da bola.
O Radar fez o papel de sempre, avançando com algumas deficiências no cruzamento, marcando bem, e não teve problemas na cobertura. Muito bem o Fernandinho como meia nesta hora.
O Eduardo Luiz entro no final. É mais jogador que Genílson e Adalberto.

Fortaleza 11/08/2014

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por contribuir com seu comentário. O mesmo será liberado após a moderação.