segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Essa diretoria me mata

um que não é culpado pela atual situação tricolor. A torcida. Domingo foi uma bela demonstração. Mais de 56 mil torcedores compareceram ao Castelão, fazendo uma linda festa.
Mas podemos dizer com certeza que a sorte realmente não acompanha os incompetentes.
A única culpa da torcida é aceitar a corda dada por uma crônica esportiva sem qualificação, em sua maioria. Analisam através de resultados, com chavões, ungindo ou crucificando pessoas, de olho na audiência.
Em 2011 esta diretoria assume um barco a deriva e com água na casa de máquinas, resultado de uma administração catastrófica e irresponsável do Sr. Renan Vieira.
Sei que todos são tricolores, mas parece que o objetivo sempre é pessoal, individual e promocional. A intenção é ficar na história. Deveria ser deixar o FEC fazendo história.
Pois é, esta diretoria assumiu sem time e com as categorias de base abandonadas. O time com dívidas imediatas e dívidas trabalhistas, além de estar na terceira divisão do futebol brasileiro.
Estavam postas todas as condições para se começar do zero e, com ações planejadas, recolocar o Leão no rumo das conquistas e vitórias.
Mas não existiam planos. Não havia planejamento, Não havia uma estratégia global. Apenas o objetivo imediato de voltar à segunda divisão.
E em nome do objetivo, se faz todas as insanidades e irresponsabilidades. Compromete mais ainda o que já estava comprometido.
Acabou se confirmando o que tinha medo. A vinda de um político bufão para a presidência, com o afastamento de vários tricolores sérios do futebol com o passar do tempo. Pessoas que farão falta ao futebol tricolor.
Em 2011, com o Flávio Araújo, disputa a final do primeiro turno, perdendo para o ceará. Desanda no segundo turno e trazem o Ferdinando Teixeira, pessoa muito querida pela torcida.
O desastre continua no segundo turno, até porque é difícil se trabalhar quando uma parcela de diretores, auxiliares e torcida são contra o trabalho do profissional, além de ter uma imprensa envenenando a torcida com chavões como velho e ultrapassado.
A terceirona de 2011 foi um fiasco, com um elenco formado por jogadores ruins e mercenários. Salvo na "bacia das almas" com a goleada sobre o CRB. Ainda devemos ao Rogério pela briga e a cobrança por dignidade no vestiário.
2012 começa com a contratação de um treinador (Nedo Xavier) que formou um time sem grandes estrela, mas disputou o título com o ceará, que disputava a primeira divisão e que tinha muitos recursos financeiros. Dois empates na final, tendo jogador expulso injustamente e um pênalti maroto marcado contra, além de um jogador permanecer em campo com uma fratura no pé.
Na terceirona faz boa campanha e é eliminado em casa pelo Oeste de São Paulo num ridículo 3 X 1 em pleno PV.
Em 2013 chega-se ao ápice. Faz um papelão no estadual, sendo apenas o quarto colocado. Perde a semifinal para o Campinense no Nordestão e chega em quinto na terceirona.
Não sei se incompetente e/ou irresponsável sejam termos adequados para uma diretoria que em três anos contrata mais de 150 jogadores, não revela nenhum jogador da base e não ganha nada. Ainda querem apelar para a sorte???
O mais grave é que o presidente diz que renunciará no próximo ano (deveria renunciar agora) e depois "desdiz", deixa o time na terceira divisão, fora da copa Nordeste e sem time para 2014, além de dívidas para saldar.
Não há dinheiro para as rescisões com o atual elenco, afinal ainda tem de se pagar outubro, novembro, dezembro e 13° e não há renda.

Outra hora falo mais dessa “fabulosa” diretoria e das dúvidas sobre o futuro. Não é a toa que a torcida do ceará pede aos quatro ventos: fica Baquit.
PS: algumas correções em 07/12/2013.

Fortaleza 2 X 2 Sampaio Correia

Não se pode dizer que foi um placar injusto. Injusta foi a forma. Um gol casual no último minuto foi doloroso.
O FEC encontrou um gol aos quatro minutos num pênalti muito questionado pelos maranhenses. Na hora fiquei surpreso. É o resultado da burrice, preguiça e “esperteza” hoje vivida no futebol brasileiro.
O zagueiro pode cercar e combater, mas prefere o mais fácil que é usar os braços e, dentro da área, o atacante só espera o contato para desabar. Alguns juízes marcam. Outros não.
Alguns radialistas falam besteiras pelos cotovelos. Dizem que time com três atacantes é ofensivo. Pura balela de quem joga para a plateia. Mas o pior é que estas asneiras ficam incrustadas na mente do torcedor.
Time ofensivo é aquele que mantêm a posse de bola e ataca constantemente.
Voltando ao jogo, claro que o maior responsável é o treinador, que não consegue enxergar os erros do time e mantêm-se no erro. Acredita na sorte e se engana com os placares.
Assisti aos últimos jogos do Leão. Tanto fora como em casa. Inclusive fui a Marabá.
Era clara a dificuldade de se manter a posse de bola. Um meio de campo inexistente. Sem capacidade de articular uma jogada, com uma ocupação dos lados do campo entre confusa e inexistente. Não conseguia segurar a bola e dar cinco toques consecutivos sem um chutão.
Todo treinador quando tem um zagueiro expulso retira um atacante e coloca um zagueiro. O Leão já começava com um jogador a menos, e no meio campo, o que agravava. Já falei por demais da inoperância do Jackson Caucaia.
O jogo do Fortaleza não fluía. Sem articulação no meio e com dois atacantes que brigavam com a bola. O Assisinho estava numa tarde triste e o Robert jogava mal, sem conseguir sequer disputar e ganhar jogadas com a zaga, além de não se posicionava como homem referência.
Sobrava o Waldison, que corria de um lado para outro, mas pouco produzia. Praticamente o Fortaleza não ocupava o lado direito. Quando o fazia era com o canhoto Guaru.
Havia um vazio entre os três atacantes, e o Guaru um pouco atrás, com o restante do time. E tome chutão.
E o Luiz Carlos Martins que sempre se vangloriava de assistir aos vídeos dos adversários e armar o time em função deles??? Acredito que ele deveria ter assistido aos jogos do FEC. Poderia ter visto os erros do próprio time e tentado corrigir.
O Flávio Araújo adotou uma estratégia simples no segundo tempo. Como o Leão só dava chutão, ele simplesmente deixou 3 jogadores disputando a primeira bola e um para começar a jogada, abrindo com um jogador de cada lado do campo. Passou a atacar com sete jogadores ocupando todos os espaços.
Como a única jogada do Fortaleza era o chutão, ficou um jogo de ataque contra defesa. Num dia de sorte pode dar certo, mas ontem era dia de azar.
Não sou treinador, mas nunca teria começado o jogo com o Caucaia.
Teria vindo com os três zagueiros, que por sinal jogaram muito bem, além do Boiadeiro, Heleno e Donizete fazendo uma segunda linha. Guaru e Esley numa linha de coordenação com auxílio de Boiadeiro e Donizete, com Waldison e Assisinho sem posição fixa no ataque.
Era nítida a má partida do Leão apesar da vantagem de 2 X 0. O jogo era controlado pelo Sampaio. Teria mudado no intervalo. Colocaria o Heleno no lugar do Robert e o Boiadeiro no lugar do Caucaia, avançando o Esley. Não esperaria 20 minutos.
Com uma vantagem de dois gols, era necessário se manter a posse de bola e dar força ao meio de campo.
Questão de gosto, preferência ou paixão. Colocou o Jackson Silva que nunca passou de jogador mediano, além do Joílson, que é um ex-jogador e manteve o Caucaia. Ninguém no estádio entendeu o LCM.
Aí o time entornou de vez. Não jogava mais e nem tentava. Apenas caia, fazia cera e dava chutões.
Foi castigado no final por não querer ou saber jogar.
Afora alguns jogadores pernas de pau, o grande responsável foi o treinador que apostou demasiado na sorte e não conseguiu ver o péssimo futebol apresentado pelo Fortaleza em partidas anteriores.
Da diretoria falo depois.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cruzeiro 0 X 2 Muricy, ops São Paulo

Acredito que haja uma supervalorização com relação a treinador no Brasil. Temos uma quantidade enorme de entregadores de camisas pousando de treinador.
Ontem vi um treinador, com a ajuda de um jogador, ganhar uma partida de futebol.
O São Paulo tem um time limitadíssimo, que não honra sua tradição e grandeza.
Começando por dois laterais fracos, que apresentam dificuldades para domínio e condução da bola. Passe e cruzamentos são também deficientes. Sobra disposição, garra e saúde.
Não tenho muito o que elogiar da zaga, independente de qual seja a dupla escalada. Diria que a exceção seria o Rodrigo Caio, que não é zagueiro e nem essa virtuose toda. Apenas um pouco acima da média.
Os volantes são corredores e marcadores, mas se tiverem de iniciar alguma jogada, só tendo muita fé.
Os últimos jogos do Jadson foram de dar dó. Com dificuldades no domínio da bola e no passe, acabou enterrando o São Paulo.
O ataque é de causar úlceras, por tanta raiva que provoca. O Osvaldo é um velho conhecido. Só joga se tiver espaço para correr. O Aloísio só consegue finalizar. Passe, tabela ou trabalhar de pivô não é com ele. Ademilson é triste. A fase do Luis Fabiano é horrorosa. Só sabe cair, perder gols e brigar com todos.
Sobra o Ganso. Ontem ele foi soberbo.
No aperreio, toca para o Ganso que ele recebe, e sempre livre, protege a bola e solta para alguém desmarcado. Ontem até chute ele arriscou.
E o Muricy? Com esse time ganha do Cruzeiro no Mineirão.
Não que o Cruzeiro tenha jogado mal. O São Paulo não deixou o Cruzeiro jogar.
Parabéns ao Muricy que jogou e não ofereceu contra-ataques para o Cruzeiro, que é um time “redondinho” e joga em velocidade.
Perdia a bola e bloqueava o meio em seu campo de defesa. Quando retomava gastava o tempo tocando e com todas as limitações avançava, irritando o Cruzeiro.
Claro que é necessário sorte. Bastava um gol do Cruzeiro no primeiro tempo e “babáu”.

Mas também ter no elenco jogadores que apresentam dificuldades em dominar uma bola, fazer um passe ou correr com a bola dominada, só sorte não resolveria.
Assistindo agora Flamengo X Internacional. Que partida horrorosa. Nosso futebol está mal. Muito jogador "bonzinho", limitado nos fundamentos.
Jeri, 10/10/2013   

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cuiabá 1 X 1 Fortaleza

Confesso que assisti ao jogo com tristeza, se é que podemos chamar aquilo de jogo, entre FEC e Cuiabá.
Uma lástima.
O Cuiabá é um time fraco que apenas se aproveita do péssimo gramado e das dimensões reduzidas do campo para jogar na base do abafa e cruzamentos sobre a área.
O FEC, um time teoricamente superior e que luta para ascender a série B, se comportou de forma ridícula, na base do chutão, incapaz de tentar três ou quatro toques consecutivos.
Incompetente até nos chutões, que não traziam nenhum objetivo secundário. Apenas uma tentativa de afastar a bola da área.
Jogadores como Jackson Caucaia, Lazarone e Boiadeiro de uma incompetência de doer. Incompetentes até num fundamento simples: dar um chutão para frente ou rebater uma bola. Invariavelmente a bola foi para cima ou saiu pela lateral.
Um time incompetente até para a mais simples das providências: lutar pela segunda bola após o chutão.
Um treinador que vê outro jogo. Voltar do intervalo com um time que maltratou a bola no primeiro tempo é brincar com a sorte.
Até que o Charles jogou bem e cumpriu o papel sem uma única falha.
Novamente o destoante foi o Jackson Caucaia.
Na minha opinião sua função em campo continua um mistério, mas ódios e paixões não se discutem. Não creio possível uma explicação racional para a insistência na escalação do Caucaia.
É uma demonstração de incompetência desta diretoria a escalação do Lazarone. O Donizete está numa fase horrorosa. O Lazarone não demonstrou qualidades desde que foi contratado. Contratam o Adriano Chuva e ele é preterido pelo treinador. É difícil de se acreditar nesta diretoria.
O que dizer de um treinador que fixa três zagueiros e dois laterais que nunca apoiam. Utiliza um volante na frente desta linha de cinco, além do Eslei, que voltou aos seus piores dias a frente do Heleno e o Caucaia, que sempre estava onde a jogada não ocorria.
Sobrou o Waldison, correndo para todos os lados e errando todas as tentativas de dominar a bola, driblar ou dar um passe. nhamos também o Robert, que fora o gol de oportunismo, perdeu todas a jogadas que disputou.
Fora os jogadores que foram medíocres, o treinador é duma falta de ação ridícula, além de irritante.
Além de voltar com a mesma formação para a segundo tempo, depois de uma apresentação bisonha no primeiro, ainda tem o prazer masoquista de obrigar a torcida leonina assistir a mais 20 minutos desse time, num sentimento de constante irritação.
Não satisfeito, tira um lateral esquerdo, que apesar de nada produzir no ataque, ocupava a lateral esquerda, e me coloca um meia. O Cuiabá tinha acabado de colocar um atacante aberto pela direita. O lance do gol ocorreu numa jogada estabanada, do estabanado Eslei. Bola na direita, mal rebatida pelo meio, sobra de bola para alguém livre, chute errado, zagueiro vai tirar de cabeça uma bola sem riscos, abre os braços na forma de asa e o juiz marca pênalti corretamente.
Só uma derrota para coroar uma jornada bisonha, o que quase ocorre, que começou com a escalação, passou por atuações ridículas de alguns jogadores e terminou por completa inação do treinador. Onde já se viu deixar em campo um jogador como o Robert, morto dentro do calção, para colocar o Ruan apenas após levar o gol de empate. E quase que o Ruan marca o segundo
A única sugestão que me ocorre agora, é obrigar o elenco a assistir, até a final contra o Sampaio, o VT completo dos jogos contra o Sampaio em São Luiz, contra o Treze em Campina Grande, contra o CRB em Maceió e contra o Cuiabá ontem. Se o grupo de jogadores não criar vergonha, é um caso perdido.
Não acredito que eles aprendam nada, mas no mínimo, a torcida se sentirá vingada por ter sido obrigada a assistir ao que se chamou de partida de futebol.

Fortaleza 2 x 1 Luverdense

Assisti ao jogo já sabendo o resultado. Isso evitou me irritar.
Jogar contra um time retrancado com dois laterais inoperantes e um meia que tem uma função secreta é demais.
Ainda não consegui compreender o papel de Jackson Caucaia. Não marca, não ocupa espaço, não ataca e não chuta. Simplesmente assiste ao jogo de dentro de campo. Se pagasse ingresso ainda seria caro.
O Fortaleza não tem plano de jogo e nem jeito de jogar. Temos bons jogadores que não se combinam. Jogam de maneira desorganizada.
Dois defeitos que parecem congênitos: a defesa nunca encontra a bola alçada na área e nunca acertamos um cruzamento no ataque.
Além disso contamos sempre com erros dos árbitros a nos prejudicar. Um pênalti não marcado e um gol mal anulado.
Sugiro vencer o Cuiabá, ou se não for pedir muito, não perder de maneira bisonha como perdemos para o CRB, Treze e Santa, além das derrotas para Sampaio e Luverdense.
Não fiz as simulações após os jogos de hoje, mas só havia garantias vencendo os dois em casa e empatando fora.
O campo em Cuiabá é pequeno. Tenho uma sugestão.
Sugiro a volta do João Carlos. Três zagueiros: Eduardo Luis, Fabrício e Adalberto. Heleno à frente da zaga. Uma linha de três logo a frente do Heleno com Boiadeiro, Eslei e Donizete. Dois jogadores na frente destes sendo o Valdison pela direita e o Guaru pela esquerda, fixando o Robert entre os zagueiros.
Se fechar com paciência e saindo rápido para o contra-ataque, acredito que tenhamos boas chances.


Calendário do futebol brasileiro III

Com relação a calendário, existem muitas possibilidades.
Não desconheço as necessidades dos clubes que participam da série A. Ocorre que não se pode resolver os problemas deles sacrificando os demais.
Como já comentei em outros posts (http://carlosptavares.blogspot.com.br/2013/10/calendario-do-futebol-brasileiro.html e http://carlosptavares.blogspot.com.br/2013/10/calendario-do-futebol-brasileiro-ii_8223.html), que os clubes da série A tenham sua tabela e vendam seus jogos, não discuto. Apenas é necessário dar a liberdade aos outros para encaminharem as soluções de seus problemas.
Com relação ao calendário, tenho uma sugestão, aprimorando o que escrevi há um tempo atrás.
Teríamos dois torneios nacionais, os campeonatos regionais e os dois torneios sul-americanos.
Uma mudança. A Copa do Brasil teria o formato original: 27 campeões estaduais, o último campeão da Copa do Brasil e os últimos campeões das quatro séries nacionais. Seriam portanto 32 times, valorizando os estaduais. Não haveriam indicações. Apenas mérito.

Na realidade, sugiro quatro calendários.

Calendário série A:
20 datas para os estaduais, começando em 25 de janeiro e terminando em 15 de abril.
Teríamos então 12 domingos e 13 quartas (25 datas). Não havendo jogos na semana de carnaval, teríamos 23 datas.
Poderia ser disputada a primeira rodada da Copa do Brasil entre março e abril. Tendo em vista o novo formato, acreditamos possível se disputar mais uma rodada entre maio e junho. A terceira rodada ocorreria entre julho e agosto, as partidas das semifinais em setembro e as finais em outubro.
O início da série A seria em 19/20 de abril, sendo interrompido para os jogos da copa em 01 de junho e retomado em 20 de julho. Iria até 14 de dezembro, quando seria jogada a última rodada.
Férias de 15 de dezembro a 15 de janeiro.
Já descontadas as datas do estadual, teríamos 56 datas disponíveis para completar os 38 jogos da série A e as quatro rodadas da Copa do Brasil. Culpa da copa do mundo, problema que não haveria em 2015, completando 43 rodadas.
Quando da preparação da tabela seriam inseridos os jogos da Copa Libertadores das Américas e da Copa Sul-americana.
Sugiro para os estaduais tipo Rio e São Paulo, campeonatos com 10 times numa fórmula simples de pontos corridos em jogos de ida e volta. Para os outros estados, sugiro 8 times (18 ou 16 datas).
Resumindo:
Estaduais começando na última semana de janeiro até meados de abril, com no máximo 20 datas.
10 datas para a Copa do Brasil.
14 datas para a Libertadores das Américas
10 datas para a Sul-americana.
38 datas para o campeonato brasileiro.
38+10+14+10+20=92 jogos no ano para o time que, além do estadual, disputasse a final da Libertadores, a final da Copa do Brasil e a final da Sul-americana.
Seriam 80 datas disponíveis, que não é diferente hoje. Ocorre que somente as exceções jogariam todas as competições e teriam um excesso de jogos.
No máximo um ou dois clubes estariam nesta situação hipotética. Em 2015 teríamos de volta o período da copa do mundo com mais 10 ou 12 datas.
A mudança maior se daria no resgate do sentido de Copa do Brasil. Seriam reunidos apenas os campeões do ano anterior. Ninguém mais. 
Mas vejo que, apesar de falarem do excesso de jogos, todos querem participar e alguns até desdenham dos estaduais, pois estão pré-qualificados para a Copa do Brasil.
Copa para mim só faz sentido se for disputada entre vencedores de algo ou classificados em outra etapa. Mas isso não é interessante para os "grandes" clubes e nem para a TV. A Copa do Brasil hoje não faz sentido neste formato e com essa enorme quantidade de times participantes. Já temos o campeonato brasileiro com esta finalidade.
O problema é os grandes clubes aceitarem isso … por isso dou gargalhadas quando falam em "calendário do futebol brasileiro".
Ninguém está preocupado com isso, apenas com as cotas da TV e os negócios subsequentes.

Calendário para a série B
Os mesmos 20 jogos para os estaduais e 38 jogos para o brasileiro B.
Com certeza teríamos pouquíssimos representantes na Copa Libertadores das Américas e Copa sul-americana. Teríamos alguns representantes na Copa do Brasil, provavelmente já eliminados na segunda fase.
Os jogos seriam às quartas, quintas, sábados e domingos, nos horários padrões (16/17hs aos domingos e 20:30/21hs às quartas e quintas). Haveria independência para negociar com as TVs.
Poderia se adequar o calendário para se fazer um grande torneio regional envolvendo as regiões NO, NE e CO ocupando as datas de jogos da Copa Sul-americana no segundo semestre. Acredito que não faltarão interessados em patrocinar, principalmente redes regionais.

Calendário para a série C
Mesmas datas da série B. Alteraria a forma de disputa.
Em vez de mata-mata a partir da segunda fase, faria dois quadrangulares (1A 2B 3A e 4B) e (1B 2A 3B e 4A). Os dois primeiros da cada grupo fariam um quadrangular final e os participantes já estariam classificados para a série B do ano seguinte.

Calendário para a série D
Manteria os mesmos parâmetros de disputa da série D atual, com as disputas se iniciando em julho/agosto, se estendendo até novembro.

As federações teriam de mostrar serviço e ocupar as datas com os times que não participam das séries A, B, C e D.
É complicado futebol profissional sem atividade, mas é necessário se buscar alternativas. Do bilheteiro ao vendedor, passando pela crônica esportiva local até jogadores e comissões técnicas, o futebol emprega um sem número de brasileiros, e o que ocorre hoje não é justo para com eles.

Darei sugestões baseadas no meu conhecimento do futebol cearense.
Não há condições objetivas para termos três divisões de futebol PROFISSIONAL. Não discuto amadorismo ou semi-profissionalismo.
Sugiro fazer torneios amadores sub15, sub17 e sub20 no primeiro semestre, onde se valorizaria as categorias de base, o que manteria boa parte das atividades dos times e se buscaria novos valores.
A partir de julho se organizaria um torneio para selecionar as cinco equipes que participariam do campeonato profissional-2015, partindo do princípio de que Fortaleza, ceará e Icasa estariam previamente classificados por disputarem as séries B e C.
Isto são apenas ideias ou princípios gerais.

O essencial é se fazer um calendário para o futebol brasileiro e não para atender as necessidades da TV ou de uma meia dúzia de times ou cartolas.

Calendário do futebol brasileiro II

Calendário do futebol brasileiro???
Façam-me cócegas.
Calendário do quê? E para quem? Para a Globo? Para 10 ou 12 times do eixo Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul?
Acho até engraçado alguns encherem a boca e falar “calendário do futebol brasileiro”. Até parece.
A Globo está tentando duas coisas: afastar o torcedor dos estádios, pois interessa a ela que quem gosta de futebol fique em casa assistindo pela TV e nacionalizar alguns times, esquecendo que isto é impraticável. Diria até que é antieconômico para o futebol.
Nacionalizar um time? Isso é loucura. Temos de incentivar a garotada a torcer e ir para o estádio acompanhar seu time local. Aquele que tem ligação com sua terra.
Porque assistiria pela TV uma pelada tipo Flamengo X Vasco, quando tenho a chance de assistir um Real, um Milan, um Bayer, um Manchester. O São Paulo é tão distante quanto um Barcelona para quem acompanha jogos pela TV.
Jogo por jogo, porque veria uma pelada do “brasileirão”?
Queria realmente ver um “clube do bolinha” com 20 times, tipo clube dos 13, e os demais clubes se organizando separado.
Gostaria de ver um calendário para o “futebol brasileiro” para esses 20 clubes e um calendário para os clubes restantes.
Gostaria de ver os times da série A organizando seus campeonatos e os demais organizando as outras séries, os regionais e suas copas regionais.
Queria ver copas regionais como um “Nordestão” em datas competindo com a copa Sul-americana.
Gostaria principalmente de ver as séries B e C serem jogadas às quartas e quintas às 20:30hs e às 16:30hs dos sábados e domingos.
Realmente pago para ver os times da série A organizarem e venderem seus campeonatos sem a garantia de não concorrência de jogos e, principalmente, a liberdade dos demais times de organizarem seus torneios, elaborarem suas tabelas e venderem seus jogos.
Duvido muito que a Globo mantenha a atual tabela de preços e horários esdrúxulos.
Imagino que se houvesse uma tabela pensada para a série B, poderíamos ter jogos às quartas, quintas, sábados e domingos e que redes como a Band, a Record, o canal Fox Sports e a ESPN poderiam negociar um patrocínio, com a Globo perdendo um horário de futebol protegido e exclusivo.
Hoje a TV Diário, uma TV regional transmite o jogos do Fortaleza na série C. Tenho certeza, apesar de não dispor de pesquisas, que a audiência é maior que o jogo transmitido pela Globo. Imagine isso acontecendo em 10 estados.
Imagino a audiência nacional de jogo da série A concorrendo num domingo com Remo, Paissandu, Sampaio Correia, Moto Clube, Fortaleza, ceará, ABC, América, Sport, Santa Cruz, Vila Nova, Paraná, Avaí, Figueirense, Juventude e Caxias.
Falo aqui por Fortaleza. É só fazer uma pesquisa quando tem jogo de um dos dois times cearenses transmitido. Imagine no Brasil todo.
Não tenho acesso aos dados de pesquisas, mas gostaria de saber se as pessoas que dizem torcer Flamengo ou Corinthians em Fortaleza vão a estádio ou assistem aos jogos na TV.
Que os times da série A queiram vender bem sua cota, se aceita. É seu direito. Mas que usem a CBF, prejudicando os demais não é correto. Não é justo.
Liberdade de organização e calendário para todos. O futebol brasileiro não se resume a 10 times. Não conseguirão isso.
Querem torcida nos estádios, pensem no torcedor e não em meia dúzia de times e cartolas.

Cada estado tem sua origem, sua história e seus símbolos. Não tentem pasteurizar o futebol. Perderão o torcedor. Só quem chorou e vibrou num estádio pode tentar explicar a sensação.