Com
relação a calendário, existem muitas possibilidades.
Não
desconheço as necessidades
dos clubes que participam da série A. Ocorre que não se pode
resolver os problemas deles sacrificando os demais.
Como
já comentei em outros
posts
(http://carlosptavares.blogspot.com.br/2013/10/calendario-do-futebol-brasileiro.html
e
http://carlosptavares.blogspot.com.br/2013/10/calendario-do-futebol-brasileiro-ii_8223.html),
que os clubes da série A tenham sua tabela e vendam seus jogos, não
discuto. Apenas é necessário dar a liberdade aos outros para
encaminharem as soluções de seus problemas.
Com
relação ao calendário, tenho uma
sugestão, aprimorando o que escrevi há um tempo atrás.
Teríamos
dois torneios nacionais, os campeonatos regionais e os dois torneios
sul-americanos.
Uma
mudança. A Copa do Brasil teria o formato original: 27 campeões
estaduais, o último campeão da Copa do Brasil e os últimos
campeões das quatro séries nacionais. Seriam portanto 32 times,
valorizando os estaduais. Não haveriam indicações. Apenas mérito.
Na
realidade, sugiro quatro calendários.
Calendário
série A:
20
datas para os
estaduais,
começando em 25 de janeiro e terminando em 15 de abril.
Teríamos
então 12
domingos e 13 quartas (25
datas).
Não
havendo jogos na semana de carnaval, teríamos 23 datas.
Poderia
ser disputada a primeira rodada da Copa
do Brasil
entre
março e abril.
Tendo em vista o novo formato, acreditamos possível se disputar mais
uma rodada entre maio e junho. A terceira rodada ocorreria entre
julho e agosto, as partidas das semifinais
em setembro e as finais em outubro.
O
início da série A seria em 19/20
de abril, sendo interrompido para os jogos da copa em 01 de junho e
retomado em 20 de julho. Iria até 14 de dezembro, quando seria
jogada a última rodada.
Férias
de 15 de dezembro a 15 de janeiro.
Já descontadas as datas do estadual, teríamos
56
datas disponíveis para completar os 38 jogos da
série A e
as
quatro
rodadas da Copa
do Brasil.
Culpa da copa do mundo, problema que não haveria em 2015,
completando
43 rodadas.
Quando
da preparação da tabela seriam inseridos os jogos da Copa
Libertadores
das
Américas e
da Copa
Sul-americana.
Sugiro
para os estaduais tipo Rio e São Paulo, campeonatos com 10 times
numa fórmula simples de pontos corridos em jogos de ida e volta.
Para os outros estados, sugiro 8 times (18
ou 16 datas).
Resumindo:
Estaduais
começando na última semana de janeiro até meados de abril, com no
máximo 20 datas.
10
datas para a Copa do Brasil.
14
datas para a Libertadores das Américas
10
datas para a Sul-americana.
38
datas para o campeonato brasileiro.
38+10+14+10+20=92
jogos no
ano para
o time que, além do estadual, disputasse a final da Libertadores, a
final da Copa do Brasil e a final da Sul-americana.
Seriam
80 datas disponíveis, que não é
diferente hoje. Ocorre
que somente as exceções jogariam todas as competições e teriam um
excesso de jogos.
No
máximo um ou dois clubes estariam nesta situação hipotética. Em
2015 teríamos de volta o período da copa do mundo com mais 10 ou 12
datas.
A
mudança maior
se
daria no resgate do sentido de Copa do Brasil. Seriam reunidos apenas
os campeões do ano anterior. Ninguém mais.
Mas vejo que, apesar de falarem do excesso de jogos, todos querem participar e alguns até desdenham dos estaduais, pois estão pré-qualificados para a Copa do Brasil.
Copa para mim só faz sentido se for disputada entre vencedores de algo ou classificados em outra etapa. Mas isso não é interessante para os "grandes" clubes e nem para a TV. A Copa do Brasil hoje não faz sentido neste formato e com essa enorme quantidade de times participantes. Já temos o campeonato brasileiro com esta finalidade.
Mas vejo que, apesar de falarem do excesso de jogos, todos querem participar e alguns até desdenham dos estaduais, pois estão pré-qualificados para a Copa do Brasil.
Copa para mim só faz sentido se for disputada entre vencedores de algo ou classificados em outra etapa. Mas isso não é interessante para os "grandes" clubes e nem para a TV. A Copa do Brasil hoje não faz sentido neste formato e com essa enorme quantidade de times participantes. Já temos o campeonato brasileiro com esta finalidade.
O
problema é os grandes clubes aceitarem isso … por isso dou
gargalhadas quando falam em "calendário do futebol brasileiro".
Ninguém
está preocupado com isso, apenas com as cotas da TV e os negócios subsequentes.
Calendário
para a série B
Os
mesmos 20 jogos para os
estaduais
e 38 jogos para o brasileiro B.
Com
certeza teríamos pouquíssimos representantes na Copa
Libertadores
das Américas e Copa sul-americana.
Teríamos alguns representantes
na Copa
do Brasil,
provavelmente já eliminados na segunda fase.
Os
jogos seriam às quartas, quintas, sábados e domingos, nos
horários padrões (16/17hs aos domingos e 20:30/21hs às quartas e
quintas).
Haveria independência para negociar com as TVs.
Poderia
se adequar o calendário para se fazer um grande torneio regional
envolvendo as regiões NO, NE e CO ocupando as datas de jogos da Copa
Sul-americana
no
segundo semestre. Acredito que não faltarão interessados em patrocinar, principalmente redes regionais.
Calendário
para a série C
Mesmas
datas da série B. Alteraria a forma de disputa.
Em
vez de
mata-mata a partir da segunda fase, faria dois quadrangulares (1A 2B
3A e 4B) e (1B 2A 3B e 4A).
Os dois primeiros da cada grupo fariam um quadrangular final e
os participantes já estariam classificados para a série B do ano
seguinte.
Calendário
para a série D
Manteria
os mesmos parâmetros de
disputa da série
D atual, com as disputas se iniciando em julho/agosto, se estendendo até novembro.
As
federações teriam de mostrar serviço e ocupar as datas com os
times que não participam das séries A, B, C e D.
É
complicado futebol profissional sem atividade, mas é necessário se buscar alternativas. Do bilheteiro ao vendedor, passando pela crônica esportiva local até jogadores e comissões técnicas, o futebol emprega um sem número de brasileiros, e o que ocorre hoje não é justo para com eles.
Darei
sugestões baseadas no meu conhecimento do futebol cearense.
Não
há condições objetivas para termos três divisões de futebol PROFISSIONAL. Não discuto amadorismo ou semi-profissionalismo.
Sugiro
fazer torneios amadores sub15, sub17 e sub20 no primeiro semestre,
onde se valorizaria as categorias de base, o
que manteria boa parte das atividades dos times e se buscaria novos
valores.
A
partir de julho se organizaria um torneio para selecionar as
cinco equipes que participariam do campeonato profissional-2015, partindo
do princípio
de que Fortaleza, ceará e Icasa estariam previamente classificados
por disputarem as séries B e C.
Isto
são
apenas ideias
ou princípios gerais.
O
essencial é se fazer um calendário para o futebol brasileiro e não
para atender as necessidades da TV ou de uma meia
dúzia de times ou cartolas.
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