Horizonte
2 X 2 FEC.
É
o terceiro jogo oficial que assisto do Rei Leão. Todos fora de casa
e pela TV.
Continuo
com uma boa impressão. A mesma boa impressão que tive em 2012. Um
time raçudo e jogando com extrema aplicação.
Lembro
que estragaram tudo com a mesma ladainha de sempre ... "o time é
fraco e precisa de contratação". A ladainha já começou.
Pedem contratações de peso, colocam jogadores descompromissados no
grupo pagando caro, deixam jogadores do elenco com salários
atrasados e aumentam a insatisfação. É uma regra infalível para o
fracasso.
Quanto
ao jogo, vi dois tempos diferentes.
No
primeiro o FEC resolveu não forçar o jogo e ficou esperando. Nem
sempre é uma boa tática. Ficou um jogo lento, com o Paraíba e o
Edinho estragando todas as jogadas com tentativas individuais e "de
efeito".
Lembro
de um ensinamento do mestre Ferdinando Teixeira: "futebol é
coletivo, ninguém se destaca individualmente em time
perdedor".
No
primeiro tempo, acredito que os dois laterais ficaram muito presos no
meio de campo. Poucas vezes se apresentaram como opção de ataque.
Resultado: Robert fixo, Waldison muito aberto na esquerda e Edinho e
Marcelinho pelo meio errando demais
O
time travou e ficou lento. Retomava a bola e não avançava, ficando
preso no meio, apesar do esforço de nosso bom valor, o volante
Walfrido.
Vi
hoje dois problemas no primeiro tempo que não havia notado
anteriormente: a vulnerabilidade em chutes de longa distância e o
mal posicionamento de nosso goleiro. Vi também se repetir o
destempero do Guto ao reclamar acintosamente em jogada “besta” no
meio de campo. Serenidade não é excludente da raça.
Gostei
muito da participação dos atacantes na marcação quando da perda
da posse de bola. Gostei mais ainda do compromisso com a marcação
por parte do Edinho e do Marcelinho. Marcaram pelo meio, quando
preciso, e ocuparam as meias esquerdas e direitas do Horizonte.
Como
resultado, retomamos várias bolas e iniciamos o contra-ataque com
boas chances de marcar.
Na
volta para o segundo tempo teria cometido um erro. Teria tirado o
Guto e feito a estreia do Magal. O Guto jogou demais no segundo
tempo. O Walfrido manteve o padrão e fez outra ótima partida.
Discordei
de nosso treinador ao colocar o Diego no lugar do Paraíba. Teria
colocado o Danilo Rios, pois precisávamos melhorar nossa
articulação.
Uma
outra ideia seria a colocação do Romarinho no lugar do Robert e a
entrada do Fernandinho no lugar do Edinho.
Mesmo
jogando com três centroavantes, não lembro de grande vantagem nas
bolas cruzadas na área do Horizonte. Talvez fosse a hora da pressão
com velocidade.
O
Cametá melhorou bastante no segundo tempo, sendo sempre agudo e
constante, pois modificou seu posicionamento.
Os
gols sofridos não foram em decorrência de fragilidade do sistema de
marcação. Credito mais a erros individuais de nosso goleiro. No
primeiro, um chute de longe, que já era a quinta tentativa. No outro
uma saída de bola apressada e sem atenção.
Tivemos
a chance de sair na frente do placar. Também tivemos chance de levar
2 X 0. O Rei Leão demonstrou força no segundo tempo e poderíamos
ter vencido.
Uma
lição fica para o garoto bom de bola Walfrido: em jogadas dentro da
área se deve evitar ao máximo a utilização dos braços e mãos em
contato com adversários. A final de 2012 ainda está viva como
lição.
O
placar me incomoda, mas fico mais preocupado quando vejo o FEC
ganhando no abafa, sem convencer.
Tenho
ficado convencido pelo conjunto do time. Claro que não é o time
para disputar a série A, mas é um time que apresenta condições de
encorpar, com bons jogadores, dentro de nossa realidade. É o que
podemos pagar hoje.
Alguns
imbecis da crônica esportiva não conseguem compreender as mudanças
ocorridas no futebol profissional. Não existe jogador por aí, de
"bobeira". Todos tem empresários e a maioria não tem
intenção de colocar jogador na série C.
Não
há dinheiro sobrando. Não há jogador bom e barato. Temos de ter
paciência e contratar jogador que valha a pena. Precisamos ter
responsabilidade com os jogadores que hoje estão aqui.
Não
faço programa de auditório e não preciso convencer anunciante. Não
preciso inventar crise. Ganhar campeonato é circunstância, disputar
a final é obrigação. E vamos disputar a final e ganhar.
Também
não sou político para ficar fazendo cortesia com chapéu alheio e
propondo baboseiras, mas ficar com propostas populistas dando prazo
para a diretoria contratar, que a torcida faria 1000 sócios
torcedores é dose.
Quinta
estarei no Alcides Santos para sentir o maravilhoso clima de torcer
pelo Leão.