quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Itapipoca 1 X 3 Fortaleza Esporte Clube

Itapipoca 1 X 3 Fortaleza Esporte Clube

Primeiro jogo oficial que assisto do FEC em 2014. Confesso que gostei.
Duas coisas me chamaram atenção:
- a primeira foi a vontade e o prazer de jogar. Jogadores profissionais, mas jogando com paixão;
- a segunda foi a determinação tática. Quando atacava, havia uma definição de postura. Havia consciência no que fazer.
São duas qualidades essenciais num time vitorioso.
Não sou menino. Meu primeiro jogo foi em 1973 no PV. Pela primeira vez meu pai me levava ao estádio. Foi paixão, que até hoje se mantém e cada vez mais viva.
Sei das fragilidades dos adversários, mas lembrando que em 2013 os confrontos com os pequenos foram uma lástima. Ou esqueceram?
Quanto ao jogo, vi um time vibrante, com apetite de jogo, apesar da maratona de jogos. Todos querendo mostrar serviço.
Atacando com velocidade e variação, alternando jogadas em profundidade com jogadas pelas laterais.
Vi um ataque que cercava, dificultando a saída de jogo do adversário, com os dois meias recuando em auxílio aos volantes.
Gostei do que vi do Evandro, Danilo Rios e Diogo Neves. Pareceram jogadores capazes de compor o elenco. Serão úteis Todos estavam sem ritmo e o campo de jogo muito duro.
Mas também vi problemas, principalmente na defesa.
O goleiro mostrou serviço quando exigido. Acredito que seja hora de encerrar de vez algumas especulações.
O garoto Max também mostrou serviço e creio que merece outras oportunidades para engrossar o cangote.
Individualmente não estamos mal. Talvez com o tempo e aparecendo uma oportunidade de qualificar, fosse uma boa ideia a contratação de outro zagueiro, preferencialmente destro.
Mas o principal problema foi com a bola rolando. Mantendo o erro de 2013, o time mostrou muita fraqueza nos lances rápidos com inversão do lado do campo e cruzamento na sequência.
Para mim, parece que os laterais fecham demais e que não ocorre a marcação, que deveria ser feita por algum dos meias ou volantes.
Se um dos volantes não sai na marcação do lateral adversário quando a jogada é invertida, ou se só sai o lateral na marcação, há uma desorganização na marcação no interior da área.
Minha sugestão: quando houver condição, o meia disponível sai com a função de cercar, enquanto o volante e o lateral se preparam para conter o ataque.
O meia se posiciona de forma a evitar que a bola seja alçada na frente da área. Resta ao lateral adversário ir em direção a linha de fundo. Nosso lateral sai no combate, enquanto o segundo volante se posiciona na cobertura e o primeiro volante se junta aos dois zagueiros e o outro lateral.
Se o meia não pode ir, cabe a tarefa ao segundo volante e os dois meias cobrem a intermediária a frente do gol.
Mas é preciso tempo para treinar e automatizar as jogadas. Fico feliz com o potencial.
O começo tem sido melhor que o esperado e, boa parte do mérito cabe a nosso treinador, que tem agido com muita serenidade e tem mostrado uma virtude rara: liderança sem autoritarismo.
E esse é o grande papel do treinador: ser líder.
No mais, é não estragar o clima, que está muito bom, com contratações “bombásticas” e ir pegando corda.
Contratar? É claro. Mas contratações necessárias e qualificadoras. Dinheiro é objeto raro. Chega de se contratar por contratar, sem se dar chances no elenco.

Provavelmente não assistirei ao jogo da quarta, mas com o ouvido colado e vibrando com o Leão.

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