Itapipoca
1 X 3 Fortaleza Esporte Clube
Primeiro
jogo oficial que assisto do FEC em 2014. Confesso que gostei.
Duas
coisas me chamaram atenção:
-
a primeira foi a vontade e o prazer de jogar. Jogadores
profissionais, mas jogando com paixão;
-
a segunda foi a determinação tática. Quando atacava, havia uma
definição de postura. Havia consciência no que fazer.
São
duas qualidades essenciais num time vitorioso.
Não
sou menino. Meu primeiro jogo foi em 1973 no PV. Pela primeira vez
meu pai me levava ao estádio. Foi paixão, que até hoje se
mantém e cada vez mais viva.
Sei
das fragilidades dos adversários, mas lembrando que em 2013 os
confrontos com os pequenos foram uma lástima. Ou esqueceram?
Quanto
ao jogo, vi um time vibrante, com apetite de jogo, apesar da maratona
de jogos. Todos querendo mostrar serviço.
Atacando
com velocidade e variação, alternando jogadas em profundidade com
jogadas pelas laterais.
Vi
um ataque que cercava, dificultando a saída de jogo do adversário,
com os dois meias recuando em auxílio aos volantes.
Gostei
do que vi do Evandro, Danilo Rios e Diogo Neves. Pareceram jogadores
capazes de compor o elenco. Serão úteis Todos estavam sem ritmo e o
campo de jogo muito duro.
Mas
também vi problemas, principalmente na defesa.
O
goleiro mostrou serviço quando exigido. Acredito que seja hora de
encerrar de vez algumas especulações.
O
garoto Max também mostrou serviço e creio que merece outras oportunidades
para engrossar o cangote.
Individualmente
não estamos mal. Talvez com o tempo e aparecendo uma oportunidade de
qualificar, fosse uma boa ideia a contratação de outro zagueiro,
preferencialmente destro.
Mas
o principal problema foi com a bola rolando. Mantendo o erro de 2013,
o time mostrou muita fraqueza nos lances rápidos com inversão do
lado do campo e cruzamento na sequência.
Para
mim, parece que os laterais fecham demais e que não ocorre a
marcação, que deveria ser feita por algum dos meias ou volantes.
Se
um dos volantes não sai na marcação do lateral adversário quando
a jogada é invertida, ou se só sai o lateral na marcação, há uma
desorganização na marcação no interior da área.
Minha
sugestão: quando houver condição, o meia disponível sai com a
função de cercar, enquanto o volante e o lateral se preparam para
conter o ataque.
O
meia se posiciona de forma a evitar que a bola seja alçada na frente
da área. Resta ao lateral adversário ir em direção a linha de
fundo. Nosso lateral sai no combate, enquanto o segundo volante se
posiciona na cobertura e o primeiro volante se junta aos dois
zagueiros e o outro lateral.
Se
o meia não pode ir, cabe a tarefa ao segundo volante e os dois meias
cobrem a intermediária a frente do gol.
Mas
é preciso tempo para treinar e automatizar as jogadas. Fico feliz
com o potencial.
O
começo tem sido melhor que o esperado e, boa parte do mérito cabe a
nosso treinador, que tem agido com muita serenidade e tem mostrado
uma virtude rara: liderança sem autoritarismo.
E
esse é o grande papel do treinador: ser líder.
No
mais, é não estragar o clima, que está muito bom, com contratações
“bombásticas” e ir pegando corda.
Contratar?
É claro. Mas contratações necessárias e qualificadoras. Dinheiro
é objeto raro. Chega de se contratar por contratar, sem se dar
chances no elenco.
Provavelmente
não assistirei ao jogo da quarta, mas com o ouvido colado e vibrando
com o Leão.
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