quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Horizonte 2 X 2 FEC.

Horizonte 2 X 2 FEC.
É o terceiro jogo oficial que assisto do Rei Leão. Todos fora de casa e pela TV.
Continuo com uma boa impressão. A mesma boa impressão que tive em 2012. Um time raçudo e jogando com extrema aplicação.
Lembro que estragaram tudo com a mesma ladainha de sempre ... "o time é fraco e precisa de contratação". A ladainha já começou. Pedem contratações de peso, colocam jogadores descompromissados no grupo pagando caro, deixam jogadores do elenco com salários atrasados e aumentam a insatisfação. É uma regra infalível para o fracasso.
Quanto ao jogo, vi dois tempos diferentes.
No primeiro o FEC resolveu não forçar o jogo e ficou esperando. Nem sempre é uma boa tática. Ficou um jogo lento, com o Paraíba e o Edinho estragando todas as jogadas com tentativas individuais e "de efeito".
Lembro de um ensinamento do mestre Ferdinando Teixeira: "futebol é coletivo,  ninguém se destaca individualmente em time perdedor".
No primeiro tempo, acredito que os dois laterais ficaram muito presos no meio de campo. Poucas vezes se apresentaram como opção de ataque. Resultado: Robert fixo, Waldison muito aberto na esquerda e Edinho e Marcelinho pelo meio errando demais
O time travou e ficou lento. Retomava a bola e não avançava, ficando preso no meio, apesar do esforço de nosso bom valor, o volante Walfrido.
Vi hoje dois problemas no primeiro tempo que não havia notado anteriormente: a vulnerabilidade em chutes de longa distância e o mal posicionamento de nosso goleiro. Vi também se repetir o destempero do Guto ao reclamar acintosamente em jogada “besta” no meio de campo. Serenidade não é excludente da raça.
Gostei muito da participação dos atacantes na marcação quando da perda da posse de bola. Gostei mais ainda do compromisso com a marcação por parte do Edinho e do Marcelinho. Marcaram pelo meio, quando preciso, e ocuparam as meias esquerdas e direitas do Horizonte.
Como resultado, retomamos várias bolas e iniciamos o contra-ataque com boas chances de marcar.
Na volta para o segundo tempo teria cometido um erro. Teria tirado o Guto e feito a estreia do Magal. O Guto jogou demais no segundo tempo. O Walfrido manteve o padrão e fez outra ótima partida.
Discordei de nosso treinador ao colocar o Diego no lugar do Paraíba. Teria colocado o Danilo Rios, pois precisávamos melhorar nossa articulação.
Uma outra ideia seria a colocação do Romarinho no lugar do Robert e a entrada do Fernandinho no lugar do Edinho.
Mesmo jogando com três centroavantes, não lembro de grande vantagem nas bolas cruzadas na área do Horizonte. Talvez fosse a hora da pressão com velocidade.
O Cametá melhorou bastante no segundo tempo, sendo sempre agudo e constante, pois modificou seu posicionamento.
Os gols sofridos não foram em decorrência de fragilidade do sistema de marcação. Credito mais a erros individuais de nosso goleiro. No primeiro, um chute de longe, que já era a quinta tentativa. No outro uma saída de bola apressada e sem atenção.
Tivemos a chance de sair na frente do placar. Também tivemos chance de levar 2 X 0. O Rei Leão demonstrou força no segundo tempo e poderíamos ter vencido.
Uma lição fica para o garoto bom de bola Walfrido: em jogadas dentro da área se deve evitar ao máximo a utilização dos braços e mãos em contato com adversários. A final de 2012 ainda está viva como lição.
O placar me incomoda, mas fico mais preocupado quando vejo o FEC ganhando no abafa, sem convencer.
Tenho ficado convencido pelo conjunto do time. Claro que não é o time para disputar a série A, mas é um time que apresenta condições de encorpar, com bons jogadores, dentro de nossa realidade. É o que podemos pagar hoje.
Alguns imbecis da crônica esportiva não conseguem compreender as mudanças ocorridas no futebol profissional. Não existe jogador por aí, de "bobeira". Todos tem empresários e a maioria não tem intenção de colocar jogador na série C.
Não há dinheiro sobrando. Não há jogador bom e barato. Temos de ter paciência e contratar jogador que valha a pena. Precisamos ter responsabilidade com os jogadores que hoje estão aqui.
Não faço programa de auditório e não preciso convencer anunciante. Não preciso inventar crise. Ganhar campeonato é circunstância, disputar a final é obrigação. E vamos disputar a final e ganhar.
Também não sou político para ficar fazendo cortesia com chapéu alheio e propondo baboseiras, mas ficar com propostas populistas dando prazo para a diretoria contratar, que a torcida faria 1000 sócios torcedores é dose.

Quinta estarei no Alcides Santos para sentir o maravilhoso clima de torcer pelo Leão.

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