sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Fortaleza 4 X 0 Guarani

Fortaleza 4 X 0 Guarani (Juazeiro do Norte)

    Como vi o jogo?
    Como uma vitória tranquila.
    Um jogo não é fácil ou difícil por natureza. Ele fica em função das atitudes.
    Desde o início do jogo a posse de bola foi do Fortaleza, que exerceu o controle de bola e do jogo com facilidade.
    Os laterais tiveram um papel menor nas jogadas de ataque. O papel principal foi funcionar como meias, inciando as jogadas e controlando a velocidade do jogo.
    Os volantes com papéis diferentes. Enquanto o Correa se fixava como anteparo aos zagueiros, o Walfrido era um segundo volante perfeito. Voltava na composição do meio e na marcação e, quando da posse de bola do Leão, transformava-se num meia. Perfeita a concepção e execução. 
    Outra vez uma atuação completa do Marcelinho Paraíba. Livre e sem obrigações mais pesadas, flutuava pelo meio, aparecendo para iniciar a jogada, distribuindo jogo e funcionando como termômetro do time, além de finalizar e aparecer livre no ataque. Pena que alguns jogadores não tenha a percepção da facilidade de deslocamento do Paraíba e, na maioria das vezes, não enxergam quando ele aparece livre para receber o passe e finalizar.
    Neste jogo vi o Edinho melhor que no jogo anterior. Voltou a responsabilidade de voltar e ajudar na composição do meio de campo. Isso dá uma maior consistência ao time. Várias vezes ele brigou pela bola e acabou iniciando um contra-ataque.
    Como os laterais ficaram mais postados, caberia ao Edinho aparecer como opção pela direita, principalmente quando a jogada estivesse se desenrolando pela esquerda ou meia-esquerda, de forma a ocupar as preocupações do volante e lateral-esquerdo adversário, evitando que os mesmos se aglomerassem dentro ou na frente da área. 
    Apesar dos 3 gols e de ter feito uma boa partida, não gosto de centro avante que sai muito da área, principalmente quando se tem um segundo atacante de velocidade. Um centro avante que se fixa e sabe jogar entre os zagueiros, prende os dois e preocupa o volante, sendo opção de tabela pelo meio ou a bola ir para a lateral do campo e voltar como cruzamento.
    O Romarinho é um caso a parte. Está sobrando vontade e faltando racionalidade.
    Como jogador pequeno e leve, não é aconselhável o jogo de choque e contato. Ele está afunilando antes do lançamento e, quando recebe a bola, tem sempre um marcador no costado, dificultando o domínio da bola e estragando jogadas.
    Pelo seu tipo físico é um jogador para receber bola em velocidade.
    Ou então jogar bem aberto pela esquerda, recebendo a bola de frente para o marcador, onde ele pode escolher entre ir em direção ao gol, na diagonal, e tirar proveito da velocidade, ou ir em direção a linha de fundo, mas é necessário corrigir a deficiência num cruzamento com a perna esquerda.
    Precisa aprimorar a capacidade de finalização. Outro defeito é essa mania de jogador querer ser ator. Foi pênalti, mas o Romarinho poderia ter finalizado, ou tentado, antes do contato.
    Houve um contra-ataque fulminante a partir de um escanteio que mostrou uma fragilidade por erro no posicionamento. De resto um jogo sem contra-tempos, que sem exagero, poderia ter sido de oito.
    Mas o jogo não foi fácil apenas pelas deficiências do Guarani, mas também pela atitude do Fortaleza, que se firmou no meio, sem dar espaços e tocando a bola no meio com facilidade.
    Gostaria de ver novamente a formação que venceu o Horizonte no primeiro tempo.
4 Cametá, 2 Eduardo Luis, 3 Max, 6 Radar.
8 Edinho, 5 Correa, 7 Walfrido, 11 Fernandinho
10 Marcelinho Paraíba, 9 Robert ou Waldison

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Fortaleza 2 X 1 Horizonte

Fortaleza 2 X 1 Horizonte

     Foi o jogo mais difícil. A vontade de vencer do Horizonte foi admirável. Catimbaram como puderam. Mas o Leão rugiu mais alto.
    O Fortaleza começou o jogo tranquilo. Organizado e rodando a bola sem pressa e/ou afobação. Poderia ter decidido o jogo nos primeiros trinta e cinco minutos.
     Gostei muito da formação do primeiro tempo.
    Mostrou-se um time seguro, sem oferecer espaços e tocando a bola, mesmo sem os avanços agudos dos laterais, que apenas vinham até a intermediária do ataque.
    Bem interessante a opção de Edinho aberto pela direita e Fernandinho pela esquerda, com o Marcelinho flutuando com liberdade apoiado pelo Cametá, Walfrido e Radar. Pena que Edinho, Fernandinho e Radar não estivessem em seus melhores dias, mas não foram mal, apenas regular. Mal esteve o Diego Neves.
   O Fortaleza atacava sempre com seis jogadores, independente do lado de campo e sempre ficava se resguardando com o Guto, numa primeira linha, e Adalberto, Alan e um dos laterais, com o meio se recompondo rapidamente com Fernandinho, Edinho e Walfrido. Muito interessante o volume de jogo obtido com esta formação. 
    O gol do Horizonte foi um acumulado de acidentes: uma bola perdida, uma falta afobada e uma cobrança magistral.
      A mudança no intervalo me lembrou o jogo contra o Sampaio.
    A entrada do Romarinho, com a passagem do Fernandinho para a lateral esquerda, desarrumou a marcação tricolor.
    O Horizonte recuou o meio de campo e passou a lançar bola longa para ser disputada por dois ou três atacantes. Quando um atacante dominava a bola sempre encontrava o meio de campo do Horizonte subindo, ficando com a bola em velocidade e maioria numérica ... e tome perigo de gol.
    A defesa, que ficara protegida no primeiro tempo, ficou exposta no segundo. Perdeu-se a ocupação de espaços havida no primeiro tempo.
    O Romarinho ficou agudo/aberto pela esquerda e o Marcelinho perdeu o espaço para flutuar em função da distância, além do que o Edinho não voltava para recompor.
    O Fortaleza vinha em velocidade, pois não conseguia organizar jogada vinda de trás, já que Edinho, Romarinho, Diego e Marcelinho estavam bem adiantados, perdia com facilidade a jogada, ensejando novo ataque do Horizonte.
    Foi assim que o Alan foi expulso e quase leva dois gols. Ainda bem que o Adalberto resolveu bandeirar. 
  Por falar em Adalberto, voltou mal, sem tempo de bola e recuperação, mas compreensível, já que foi sua primeira partida no ano como zagueiro.
   Complicado falar em especulações, mas seria aconselhável a entrada do Laertes no lugar do Radar, ou do Romarinho, no lugar do Edinho.
    Ou nenhuma mudança, já que fora obrigado a mudar o goleiro e o Guto já tinha cartão amarelo. Quem sabe a entrada do Correa no lugar do Guto.
    É preciso se trabalhar com uma verdade: Guto com cartão amarelo é um risco, que merece ser bem avaliado.
    Outro detalhe que na hora me ocorreu foi quando da expulsão do Guto. Por avaliar a importância do Marcelinho para o restante do campeonato, não teria deixado que ele ficasse sozinho na frente brigando com os zagueiros. Temi pela musculatura dele não aguentar.
    Como o Horizonte partia com tudo, era necessário alguém organizar o jogo de forma a fazer o Horizonte correr e cansar mais rapidamente. Minha ideia seria o Marcelinho se posicionar na intermediária, com o Romarinho aberto pela esquerda. O Walfrido ficaria como primeiro volante e o Edinho como segundo.
   Nesta situação teríamos o Romarinho na esquerda, sendo opção de lançamento pelo meio. Teríamos o Edinho vindo pelo meio e o Cametá pela direita.
    A ideia seria o Romarinho, o Edinho ou o Cametá correr com a bola, mas não arriscar jogadas, forçando o Horizonte a voltar para se recompor, enquanto atacaríamos sem oferecer o contra ataque.
    Claro que o Leão, fora o gol marcado, teve mais três chances após a expulsão do Guto, mas o Horizonte também teve.
  Romarinho, Fernandinho e Edinho tentaram correr com a bola em muitas oportunidades, mas parece que as pernas atrapalharam.
    Foi um susto e um risco, mas vencemos.
    Parabéns aos nossos guerreiros.
    Cada vez mais juntos. Acabei de renovar meu sócio torcedor.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Icasa 0 X 0 Fortaleza EC

Icasa 0 X 0 Fortaleza EC

Primeiro jogo onde o ataque do Leão não funcionou.
Mas o ganho da noite foram as novas caras e a constatação de um sistema tático definido.
Claro que um sistema tático não resolve todos os problemas, mas a existência dele, com a substituição de 100% do time titular, mostra o trabalho do treinador.
O jogo foi fraco. Já vi o Icasa com time melhor, mas também já vi o FEC com time bom e sofrer no Romeirão, seja em função do campo de jogo (sempre ruim), seja em função do clima, do time adversário ou da torcida.
O Fortaleza começou o jogo sem nenhum titular até então. Se fosse o caso de enfrentar o ceará, apenas o Correa poderia ser considerado titular.
Já falei que gostei do posicionamento tático do time. Não jogou defensivamente, mas jogou seguro. Atacou e teve algumas chances. Gostei da participação do Magal.
Mas gostei mesmo foi da molecada. Claro que nada de extraordinário. Nem esperava por isso, mas mostraram atitude e transmitiram confiança. 
O zagueiro Alan esteve muito firme e o Max se firmando cada vez mais. Os dois moleques formaram uma boa dupla de zaga no jogo.
Gostei também do Laertes. Mostrou calma no toque de bola. Apareceu para finalizar e auxiliou na marcação no meio de campo.
O grande lance do jogo de ontem é mostrar para a diretoria, torcida e, principalmente imprensa, que não faz sentido se contratar 50 jogadores por temporada.
É mostrar que é possível utilizar alguns garotos no elenco e ir dando chance aos poucos, analisando seus potenciais e economizando. 
Pelo “amor de Deus”: Não se contrata jogador para ser reserva. Faz-se a composição do elenco com jogadores da base e jogadores da região, que aos pouco vão sendo agregados.
Quantos foram contratados em anos anteriores e foram apenas desperdícios de dinheiro?
Comparando-se custo-benefício, o quão melhores são Adalberto e Luis Gustavo em relação ao Max. E o Magal em relação a Leandro e Walfrido. Quantos atacantes tivemos e que não são superiores a Romarinho e Edinho. Quanto dinheiro foi jogado pela janela e hoje pagamos essa conta?
Qual o último grande jogador que tivemos? Clodoaldo, da base. Quantos jogadores talentosos da base desperdiçamos contratando 50 ou 60 jogadores por ano?
Ainda lembro de uma entrevista com um treinador recém-contratado que disse que precisava de no mínimo de 16 contratações para iniciar os trabalhos. Parece piada. Começar contratando um time inteiro e mais os reservas me parece um absurdo. Isso faz a festa da imprensa, que vive de especular contratação e de um certo tipo de diretoria, que adora microfone.
A situação hoje é reflexo do acaso. Se o Fortaleza estivesse disputando a Copa do Nordeste, com certeza não conheceríamos Max, Walfrido, Edinho e Romarinho. Gastaríamos, com certeza, um dinheiro que não temos, com resultados inferiores ao que temos hoje.
É fundamental se ter uma filosofia. É fundamental se saber o futuro que queremos.
Ser campeão é consequência de um trabalho planejado.

Ou como diz o poeta: "a bola não entra por acaso".

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Fortaleza 7 X 0 Itapipoca

Fortaleza 7 X 0 Itapipoca

Posso discordar, mas não posso ser injusto.
A festa de domingo teve a contribuição e a participação da diretoria do FEC.
O Fortaleza já é o vencedor desta fase com antecipação de 4 rodadas e, mesmo assim, 8.000 torcedores foram ao estádio assistir a um jogo que nada valia e em dia chuvoso.
As pessoas sentem o cheiro da sinceridade e o mau cheiro das mentiras. A diretoria, de maneira sábia, decidiu colocar o preço do ingresso a R$ 10. Chamou a torcida para fazer uma festa e a torcida foi.
Se o preço anterior de R$ 30 tivesse sido mantido, talvez o público fosse de 3.000 ou 4.000 pagantes e provavelmente a renda líquida fosse um pouco maior.
Mas neste momento o importante não é dinheiro pouco. É a torcida jogar com o time.
E foi uma festa.
O Itapipoca, que não é um time tão ruim assim, cometeu desses erros de conceito (bordões) que a mídia adora repetir: quis jogar ofensivamente e colocou três atacantes bem avançados, dando ao Fortaleza a condição de jogar e de contra-atacar.
Não se ganha jogo com ataque e atacantes. Ganha-se jogo com o domínio e ocupação dos espaços. O Fortaleza esteve sempre com dois laterais abertos e livres, dois volantes fechando o meio, dois meias flutuando e dois atacantes avançando em diagonal.
A tentativa de jogo ofensivo proposta pelo Argeu acabou matando o Itapipoca.
Claro que o jogo não é composto de botões. São seres humanos e atletas com suas individualidades, temperamentos, personalidades e habilidades. Mas a determinação de um posicionamento correto e correta compreensão das funções ajuda.
Alguns erros individuais, que não vale a pena citá-los publicamente, mas de resto foi um dia perfeito. Apenas um recado ao Romarinho: Diminua a ansiedade. Não tenha pressa em se consagrar. Você é um jogador de potencial e futuro brilhante. Precisa apenas se acalmar e usar o tempo a seu favor. Treine e aperfeiçoe domínio de bola e finalização. 
Parabenizar a bela participação do Danilo Rios, cumprindo com perfeição a tarefa de receber e distribuir a jogada. 
Também elogiar o empenho do Edinho e Marcelinho, mas principalmente do Edinho em função da idade (falta de experiência), em voltar para compor o meio de campo na marcação. A maturidade chega quando começamos a compreender o coletivo e suas necessidades.
Podemos entender o que hoje é vivido pelo Leão a partir de declarações de seu treinador. Depois do jogo ouvi ele comentar que na palestra antes da partida chamou os atletas e falou do clube e da torcida e que, em função da promoção, a torcida tinha sido convidada para uma festa e que eles seriam os responsáveis pela animação da festa.
Não deu outra. Cada vez tenho mais admiração por esse treinador com sabedoria e jeito manso. Não quero fazer comparações, mas lembra muito um Moésio Gomes ou um Pepe no modo de criar um clima harmonioso.
Se pudesse dar uma sugestão a nosso treinador para os dois próximos jogos, assim faria minha equipe.
Luiz Henrique (para voltar a ter confiança e ritmo de jogo), Tiago Cametá (ritmo de jogo), Alan (estrear), Adalberto (ritmo de jogo e experiência) e Fernandinho (experiência). Magal (ritmo de jogo), Correa, Walfrido e Danilo Rios, Romarinho e Diego Neves.
É preciso manter o ritmo de jogo e assim, escalaria o Luiz Henrique, o Cametá, o Adalberto, o Fernandinho e o Magal com este objetivo, além de fazer a estreia do Alan, com uma defesa experiente.
Testaria um meio de campo diferente na forma e função. O Magal ficaria centralizado como primeiro volante, enquanto Correa e Walfrido fariam os papéis de volantes pelas laterais cobrindo os avanços de Cametá e Fernandinho. O Danilo Rios flutuaria entre os volantes e os atacantes, centralizando e distribuindo jogo para as laterais. O Romarinho e o Diego Neves jogariam em diagonal tendo em vista que os alas e os volantes fariam os papéis pelas laterais do campo. 
Para o domingo contra o Horizonte colocaria novamente o time base e tentaria Guto, Correa e Walfrido, com o Marcelinho flutuando. 
A partir daí, poderia se testar variações, com um terceiro zagueiro na vaga de um volante, ou um 4-4-2 tradicional, com avanço simultâneo dos laterais e posicionamento dos volantes e meias para cobertura.
Virá uma fase onde seremos mais cobrados e teremos de ter força, confiança e estratégia para vencer. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hora do Baquit dizer tchau

Hora do Baquit dizer tchau

Cinco anos sem alegrias duradouras. Sempre efêmeras.
Última alegria? Faz tempo.
Tristezas e decepções? Uma constante.
Um campeonato ganho na sorte ... foi última grande alegria.
Somente desorganização, dívidas, descrédito e muita enrolação.
Temos um bom time hoje por um acaso. Houve a necessidade de se formar um time barato, porque 2013 foi um desastre e acontece de se valorizar a garotada.
Sem Copa do Nordeste e Copa do Brasil ... pura incompetência em 2013.
E deu certo. Apareceu uma garotada que começa a se impor, muito pela qualidade, mas um outro tanto pela pressão diminuída.
Gostaria muito que o presidente Osmar Baquit e seu vice Daniel Frota renunciassem. Gostaria muitíssimo que parte da imprensa parasse de falar besteira e deixasse de citar o nome do Sr. Renan Vieira.
É bom não se esquecer: nossa atual dívida é, em sua maior parte, herança da desastrosa “administração” Renan Vieira. Mais do que exaltar R$ 50 ou R$ 100 mil, que por acaso o Renan EMPRESTE ao FEC, melhor seria que se ele pagasse as dívidas que sua gestão, se é que podemos chamar assim, deixou.
Quem reclama de estar sozinho é porque não sabe viver com dualidade de pontos de vista ou com a divergência. Tende a ditador ... ou não transmite confiança. 
Vejo como inacreditável a notícia de que o presidente Osmar Baquit, mesmo tendo forte oposição, insiste em ir a São Paulo conversar com o empresário Boim. O conselho deliberativo já foi claro em sua posição de que não aceitará o arrendamento do FEC.
Renan Vieira, Osmar Baquit e Daniel Frota deveriam dar uma demonstração de amor ao Rei Leão:
- O Renan deveria deixar bem claro que não quer cargo na executiva, de forma que a imprensa parasse de insinuações e ôba-ôba. Isso faria um bem danado ao Leão. Ninguém vai ajudar ou apoiar uma possível administração Renan Vieira, como já ficou provado há pouco tempo, exceto alguns membros da crônica desportiva;
- Como faria bem uma renúncia da dupla Osmar-Daniel. Os ares do Pici ficariam arejados. 
O maior mal que esse trio fez ao FEC foi afastar todos os responsáveis pela década de ouro do Leão. Todos se afastaram. Isso deve revelar algo.
Manoel Guimarães e seus filhos, Jorge Mota, Stélio Mendonça Jr., Flávio Novaes, Santana, Ribamar Bezerra, Adailton Campelo ... São alguns exemplos. A lista é longa
É preciso se refundar o Rei Leão. É preciso ter gente à frente, mas que gente inspire e transpire confiança. 
Não dá com esse povo. Saiam. 
Vocês não possuem capacidade administrativa, técnica e financeira. Vocês não tem a confiança de ninguém. 
Vocês fazem mal ao Fortaleza Esporte Clube. Devolvam o clube a torcida. Vocês não conseguirão passar a história com glórias ... Vocês não tem competência para isto. Vocês são os responsáveis por este momento decepcionante que vivemos nos últimos cinco anos.
Se ficarem, nem pensem em vender Edinho, Walfrido e cia. como fizeram no passado fatiando passe de jovens promessas.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Crato 1 X 2 Fortaleza

Crato 1 X 2 Fortaleza

Primeira coisa a ser dita é parabéns. Parabéns a um time que começou com desconfianças e se firmou.
Parabéns a um treinador desconhecido e que também gerou desconfianças e mostrou o resultado de seu trabalho.
Daria realmente os parabéns à diretoria, se realmente acreditasse que tudo foi fruto do planejamento de alguém. Mas parece que puxaram o tapete de quem planejou a situação de hoje e que, até um dia desses estava tentando entregar o FEC, O REI LEÃO, a alguém, um empresário que não tem o menor compromisso com nosso tricolor.
Quanto ao jogo, novamente começamos de forma preguiçosa e sem demonstrar interesse. Creio compreensível pela situação.
Os dois laterais não subiam e os dois meias ficaram muito à frente, próximos demais dos dois atacantes.
Como temos condições, acredito que o melhor posicionamento, quando saímos com a bola dominada, é com um dos volantes avançando, um dos meias recuando e o outro meia se posicionando mais a frente, formando uma forma de meia-lua com os dois laterais. Creio que o Danilo Rios fosse mais indicado que o Evandro para a função.
Isso foi corrigido no intervalo com a saída do Evandro e a entrada do Radar. O Fernandinho passou a fazer esse papel pela esquerda e o Walfrido pela direita, com avanço simultâneo dos laterais.
Foi um jogo tranquilo com dois vacilos:
- no primeiro uma bola cruzou a pequena área e a defesa estava totalmente fora de posição para a cobrança de um escanteio, inclusive sem marcação no “segundo pau”;
- no segundo, numa cobrança de falta, a defesa ficou olhando, e não foi gol pela ruindade do jogador do Crato e pela coragem do nosso goleiro Ricardo.
Erros primários que não podem se repetir.
Há dias e fases e ontem o Robert estava numa dessas. Perdeu gols incríveis e ridículos.
E uma lição para os jogadores jovens aprender: o Evandro, irritado ao ser puxado pela camisa, deu um safanão no jogador do Crato que se "estatalou" no chão, tentando forçar uma expulsão do evandro. O Leão recuperou a bola e saiu o gol. Se o jogador do Crato tivesse deixado de fita e se levantado, seria um a mais na marcação.
Com todas as críticas que tenho a essa diretoria, não posso deixar de parabenizar pela declaração, que espero verdadeira, de que não haverá contratações sem o pagamento da atual folha de atletas. É um princípio básico para se ter o respeito.
Mas creio que é necessário a contratação de um zagueiro. Mas um zagueiro que seja um segundo treinador e comande o time. Não é tarefa fácil. Não adianta trazer mais um.
Missão cumprida. Hora de planejamento da próxima missão. Hora de trabalhar e preparar o time e o elenco para a nova fase.
Conquistamos dois pontos, que é uma vantagem imensa para se decidir o campeonato. Ir para o mata-mata com a vantagem de fazer o segundo jogo em casa por ser o primeiro ou segundo é muito bom.
Conquistamos a vaga para a Copa do Brasil 2015, o que é uma boa garantia para o início do próximo ano. Ser primeiro ou segundo garante vaga na Copa Nordeste.
É esse nosso principal papel no primeiro semestre. Ser campeão é apenas a coroação do trabalho.
Uma dica: quem vive no meio imagina a quantidade de mau caráter que, de maneira oportunista, pode fazer uma matéria mostrando o Marcelinho Paraíba no banco. Temos de ter cuidado e respeitar a carreira dele como atleta profissional.
Se for para poupá-lo, que deem folga. Se tiver condições e não for poupado, coloca de início e substitui no intervalo.
Finalmente, creio que seja a hora de definir o time e o esquema, poupando jogadores e fazendo treinamentos específicos, pois temos 4 jogos em duas semanas e podemos nos dar a este luxo.
Novamente queria manifestar meus agradecimentos a este grupo de atletas, à comissão técnica, ao Nodge Nogueira, que passa por uma situação familiar difícil e ao Júlio Manso, extensivo ao Jorge Veras, de quem colhemos os frutos de seu trabalho.
Bons garotos Edinho, Walfrido e Romarinho. Que baita zagueiro esse Max vai se tornar.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Guarani 2 X 2 Fortaleza

Guarani 2 X 2 Fortaleza
Não estou entendendo muito as críticas da mídia à atuação do FEC em Juazeiro do Norte contra o Guarani.
É preciso a compreensão do contexto. Não é correta uma avaliação do objetivo sem a compreensão do subjetivo, do contexto.
Numa análise justa, não podemos esquecer de alguns fatores que agem no emocional dos jogadores, que, apesar de atletas, são seres humanos.
A situação do FEC no campeonato permite relaxamentos, mesmo que seja uma situação indesejada.
O campo de jogo do Romeirão é de envergonhar uma administração. Campo duro e gramado horroroso. 
Calor e umidade desfavorável a atividades físicas. 
Cheguei em cima da hora para ver o jogo. Estava no lançamento do bloco Sanatório Geral e cochilei no segundo tempo, vendo apenas os últimos cinco minutos, de forma que não posso falar do segundo tempo e nem comentar as alterações. 
Pelo primeiro tempo não vejo como justos os comentários. 
O Rei Leão tinha quatro ausências se levarmos em conta o time base. Não jogaram Tiago Cametá, Luís Gustavo, Walfrido e Robert.
Não houve uma boa atuação dos substitutos, exceto o zagueiro Max, além do Radar não ter sido efetivo. Como resultado, tivemos praticamente metade do time sem render bem.
Novamente as bolas chutadas de longe foram as jogadas mais perigosas contra o arco tricolor (uma exceção). É papel dos volantes em primeiro plano e dos meias evitar isso. 
Acredito que novamente numa falha individual levamos o primeiro gol. Regra básica de goleiro é não rebater bola para a frente do gol.
É difícil articular ataque sem a participação dos laterais e foi muito ruim a participação do Amaral e do Radar. Não foi boa a participação do Magal em sua estreia. 
Também não gostei da atuação do Diego Neves. Faltou aquele atacante fixo na área. 
Edinho e Marcelinho ficaram perdidos pelas ausências dos laterais e do Walfrido.
De qualquer forma não há nada de desesperador, sendo desejável a manutenção da política atual.
De qualquer forma é bom que se comecem as observações e sondagens.
Os atuais goleiros não transmitem confiança. Esqueçam o Fernando Henrique (paixão do Alan Neto). Deverá ser contratado outro goleiro para ser titular e buscar acordo para a liberação de um dos atuais goleiros.
Outra posição que precisa ser trabalhada é a zaga. Preferencialmente a zaga central, mas se possível outro quarto-zagueiro. Buscar também acordo com o Luis Gustavo.
Conselho que dou ao nosso treinador Marcelo Chamusca. Iniciaria o Jogo de amanhã com Ricardo, Amaral, Max, Luis Gustavo e Fernandinho. Leandro, Walfrido, Danilo Rios e Evandro. Romarinho e Robert.
Quando houver condições de treinamento e de ensaios, tentaria uma nova formação e nova forma de jogar.
Hoje o Rei Leão apresenta condições objetivas de implantar um 3X5X2 bastante eficiente.
O Tiago Cametá e o Fernandinho podem funcionar como alas ofensivos, sendo peças importantes na criação e definição de jogadas. O Cametá pode jogar bem aberto pela direita, enquanto o Fernandinho pode revesar com o Waldison, ora abrindo pela esquerda, ora afunilando entre a meia esquerda e o ataque.
Ambos podem voltar pelo meio marcando os meias e volantes adversários. 
Tanto o Eduardo Luis como o Adalberto podem jogar como zagueiros que saem na cobertura dos alas e que participam do ataque, sendo apoio aos volantes e meias. O Luis Gustavo pode funcionar como zagueiro central ou quarto-zagueiro dependendo do lado que está sendo atacado. Fica na sobra.
Vendo o Guto e o Walfrido jogando, lembra muito o tempo de Pires e Frasson. Dois volantes de jogam um a frente do outro se alternando. Ora um sai e o outro fica. Ora um cobre o ala e o outro cobre a zaga.
Podemos ter o Marcelinho, revezando com o Edinho, na articulação das jogadas, enquanto o Robert fica fixo na área e o Waldison flutua entre os lados de campo, entre a linha da grande área e a linha da pequena área. 
Temos opções: Marcelinho e Edinho, Romarinho e Waldison, Robert e Diego Neves.
Numa alteração de esquema temos as opções do Danilo Rios e Evandro.
Fica minha sugestão. 

Pensamentos

Pensamentos
É estranho nosso futebol. Temos uma crônica e uma torcida sui generis.
Todos gritam pedindo organização, seriedade e planejamento.
Todos gritam pedindo uma contratação por semana, pedindo jogador bom sem dizer qual e sem se importar se o clube tem condições financeiras de suportar.
Quando questionados justificam dizendo que o diretor tem de dar um jeito e que gaste o dinheiro dele.
É dose ...
O Adaílton Campelo, faça-se justiça, montou um time bom e possível de se manter os compromissos com o elenco em dia.
A grita é geral, apesar de se ter conseguido 8 vitórias e 2 empates em 10 jogos. Todos criticam o nível dos adversários, mas ninguém ressalta as virtudes do Leão.
Todos cobram o aproveitamento dos juvenis, mas ninguém aceita que o time profissional tenha quatro ou cinco jogadores oriundos da base no profissional.
É preciso que se entenda a atual situação. Temos muitas dívidas e não crescemos com muitas dívidas. Elas devem ser quitadas. Nenhuma empresa vive de rolar dívidas. Porque o FEC conseguiria viver assim?
Não podemos gastar mais do que arrecadamos, diz os manuais de administração e economia. Porque seria diferente no futebol?
Acredito que uma pequena minoria acredite em magia. Não existe magia no futebol. Existe trabalho e planejamento.
Depois de cinco anos, vejo um trabalho bem começado, excetuando o período do Nedo Xavier.
Temos um bom time, com um custo suportável, com jogadores jovens e alguns experientes e um treinador que parece um líder do bem.
Se nossos cronistas tricolores, a torcida e nossa diretoria não atrapalhar, temos um bom começo. 
Hora de ter juízo e bom senso.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Fortaleza 4 X 2 Quixadá

Fortaleza 4 X 2 Quixadá

Fui ontem ao Alcides Santos. É sempre bom estar no estádio e ver o jogo com toda sua vibração, mesmo não tendo direito de ver a repetição das jogadas por todos os ângulos.

Continuo satisfeito com nosso time, apesar de defender que não existe time perfeito e acabado, sendo sempre desejável, possível e necessário inserções ou enxertos no time.

O dilema é contratar o que necessário dentro das possibilidades, sem comprometer o grupo ou as finanças. 

Não se contrata para motivar torcida. Se contrata para fazer o grupo crescer.

Com relação ao jogo, o gramado ficou muito comprometido por conta das chuvas caídas durante o dia. 

Como não há drenagem, o gramado ficou muito brejado, dificultando a vida dos jogadores.

Quando entrei o placar já estava de 2 X 0 para o Leão.

Não houve muitas chances para o Quixadá. O Leão marcou em cima, pressionando a saída do Quixadá. 

Boa troca de passes com boa participação dos atacantes e laterais.

Também gostei da participação dos dois volantes, havendo uma interessante alternância entre o Guto e o 
Walfrido. Muito boa a participação do Guto. Acredito difícil a entrada do Correa.

Gostei do posicionamento do Waldison voltando no auxílio à marcação pela esquerda e outras vezes ocupando o ataque pela direita. Essa visão de grupo é fundamental.

Dois senões.

O primeiro, por ocasião do segundo gol do Quixinha. Os volantes e a zaga não tem direito a desatenções. 

Não lembro se o Radar estava no interior da área na cobertura do quarto zagueiro, mas o gol ocorreu após disputa pelo alto de cruzamento que veio da esquerda. Sobrou para o lateral direito do Quixadá sozinho entrar e fuzilar. Erro de cobertura.

Outro erro grande foi o contra ataque. Lembrou muito o jogo contra o Sampaio Correia. O Quixadá avançou os laterais e o meio de campo, ficando com três zagueiros atrás rebatendo as bolas. Ficou uma correria maluca e desordenada.

Contra-ataque deve ser treinado. No segundo tempo houve muito espaço e muita correria com a bola e lançamento longo por causa dos espaços oferecidos pelo Quixadá. Talvez fosse interessante avançar com cautela, tocando a bola e forçando o Quixadá a se posicionar na defesa, de forma a cansá-lo, evitando a correria com o tudo ou nada adotado pelo Quixadá. Era hora de cadenciar o jogo ou ser eficiente nos contra-ataques.

No mais, apenas pequenos sustos e erros individuais, em sua grande maioria ocasionados pelo estado do gramado.

Continua muito ruim a situação da defesa nos escanteios e o pequeno aproveitamento pelo ataque com as bolas alçadas na área adversária.
Escrito em 31/01/2014.