terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Fortaleza 7 X 0 Itapipoca

Fortaleza 7 X 0 Itapipoca

Posso discordar, mas não posso ser injusto.
A festa de domingo teve a contribuição e a participação da diretoria do FEC.
O Fortaleza já é o vencedor desta fase com antecipação de 4 rodadas e, mesmo assim, 8.000 torcedores foram ao estádio assistir a um jogo que nada valia e em dia chuvoso.
As pessoas sentem o cheiro da sinceridade e o mau cheiro das mentiras. A diretoria, de maneira sábia, decidiu colocar o preço do ingresso a R$ 10. Chamou a torcida para fazer uma festa e a torcida foi.
Se o preço anterior de R$ 30 tivesse sido mantido, talvez o público fosse de 3.000 ou 4.000 pagantes e provavelmente a renda líquida fosse um pouco maior.
Mas neste momento o importante não é dinheiro pouco. É a torcida jogar com o time.
E foi uma festa.
O Itapipoca, que não é um time tão ruim assim, cometeu desses erros de conceito (bordões) que a mídia adora repetir: quis jogar ofensivamente e colocou três atacantes bem avançados, dando ao Fortaleza a condição de jogar e de contra-atacar.
Não se ganha jogo com ataque e atacantes. Ganha-se jogo com o domínio e ocupação dos espaços. O Fortaleza esteve sempre com dois laterais abertos e livres, dois volantes fechando o meio, dois meias flutuando e dois atacantes avançando em diagonal.
A tentativa de jogo ofensivo proposta pelo Argeu acabou matando o Itapipoca.
Claro que o jogo não é composto de botões. São seres humanos e atletas com suas individualidades, temperamentos, personalidades e habilidades. Mas a determinação de um posicionamento correto e correta compreensão das funções ajuda.
Alguns erros individuais, que não vale a pena citá-los publicamente, mas de resto foi um dia perfeito. Apenas um recado ao Romarinho: Diminua a ansiedade. Não tenha pressa em se consagrar. Você é um jogador de potencial e futuro brilhante. Precisa apenas se acalmar e usar o tempo a seu favor. Treine e aperfeiçoe domínio de bola e finalização. 
Parabenizar a bela participação do Danilo Rios, cumprindo com perfeição a tarefa de receber e distribuir a jogada. 
Também elogiar o empenho do Edinho e Marcelinho, mas principalmente do Edinho em função da idade (falta de experiência), em voltar para compor o meio de campo na marcação. A maturidade chega quando começamos a compreender o coletivo e suas necessidades.
Podemos entender o que hoje é vivido pelo Leão a partir de declarações de seu treinador. Depois do jogo ouvi ele comentar que na palestra antes da partida chamou os atletas e falou do clube e da torcida e que, em função da promoção, a torcida tinha sido convidada para uma festa e que eles seriam os responsáveis pela animação da festa.
Não deu outra. Cada vez tenho mais admiração por esse treinador com sabedoria e jeito manso. Não quero fazer comparações, mas lembra muito um Moésio Gomes ou um Pepe no modo de criar um clima harmonioso.
Se pudesse dar uma sugestão a nosso treinador para os dois próximos jogos, assim faria minha equipe.
Luiz Henrique (para voltar a ter confiança e ritmo de jogo), Tiago Cametá (ritmo de jogo), Alan (estrear), Adalberto (ritmo de jogo e experiência) e Fernandinho (experiência). Magal (ritmo de jogo), Correa, Walfrido e Danilo Rios, Romarinho e Diego Neves.
É preciso manter o ritmo de jogo e assim, escalaria o Luiz Henrique, o Cametá, o Adalberto, o Fernandinho e o Magal com este objetivo, além de fazer a estreia do Alan, com uma defesa experiente.
Testaria um meio de campo diferente na forma e função. O Magal ficaria centralizado como primeiro volante, enquanto Correa e Walfrido fariam os papéis de volantes pelas laterais cobrindo os avanços de Cametá e Fernandinho. O Danilo Rios flutuaria entre os volantes e os atacantes, centralizando e distribuindo jogo para as laterais. O Romarinho e o Diego Neves jogariam em diagonal tendo em vista que os alas e os volantes fariam os papéis pelas laterais do campo. 
Para o domingo contra o Horizonte colocaria novamente o time base e tentaria Guto, Correa e Walfrido, com o Marcelinho flutuando. 
A partir daí, poderia se testar variações, com um terceiro zagueiro na vaga de um volante, ou um 4-4-2 tradicional, com avanço simultâneo dos laterais e posicionamento dos volantes e meias para cobertura.
Virá uma fase onde seremos mais cobrados e teremos de ter força, confiança e estratégia para vencer. 

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