Icasa 0 X 0 Fortaleza EC
Primeiro jogo onde o ataque do Leão não funcionou.
Mas o ganho da noite foram as novas caras e a constatação de um sistema tático definido.
Claro que um sistema tático não resolve todos os problemas, mas a existência dele, com a substituição de 100% do time titular, mostra o trabalho do treinador.
O jogo foi fraco. Já vi o Icasa com time melhor, mas também já vi o FEC com time bom e sofrer no Romeirão, seja em função do campo de jogo (sempre ruim), seja em função do clima, do time adversário ou da torcida.
O Fortaleza começou o jogo sem nenhum titular até então. Se fosse o caso de enfrentar o ceará, apenas o Correa poderia ser considerado titular.
Já falei que gostei do posicionamento tático do time. Não jogou defensivamente, mas jogou seguro. Atacou e teve algumas chances. Gostei da participação do Magal.
Mas gostei mesmo foi da molecada. Claro que nada de extraordinário. Nem esperava por isso, mas mostraram atitude e transmitiram confiança.
O zagueiro Alan esteve muito firme e o Max se firmando cada vez mais. Os dois moleques formaram uma boa dupla de zaga no jogo.
Gostei também do Laertes. Mostrou calma no toque de bola. Apareceu para finalizar e auxiliou na marcação no meio de campo.
O grande lance do jogo de ontem é mostrar para a diretoria, torcida e, principalmente imprensa, que não faz sentido se contratar 50 jogadores por temporada.
É mostrar que é possível utilizar alguns garotos no elenco e ir dando chance aos poucos, analisando seus potenciais e economizando.
Pelo “amor de Deus”: Não se contrata jogador para ser reserva. Faz-se a composição do elenco com jogadores da base e jogadores da região, que aos pouco vão sendo agregados.
Quantos foram contratados em anos anteriores e foram apenas desperdícios de dinheiro?
Comparando-se custo-benefício, o quão melhores são Adalberto e Luis Gustavo em relação ao Max. E o Magal em relação a Leandro e Walfrido. Quantos atacantes tivemos e que não são superiores a Romarinho e Edinho. Quanto dinheiro foi jogado pela janela e hoje pagamos essa conta?
Qual o último grande jogador que tivemos? Clodoaldo, da base. Quantos jogadores talentosos da base desperdiçamos contratando 50 ou 60 jogadores por ano?
Ainda lembro de uma entrevista com um treinador recém-contratado que disse que precisava de no mínimo de 16 contratações para iniciar os trabalhos. Parece piada. Começar contratando um time inteiro e mais os reservas me parece um absurdo. Isso faz a festa da imprensa, que vive de especular contratação e de um certo tipo de diretoria, que adora microfone.
A situação hoje é reflexo do acaso. Se o Fortaleza estivesse disputando a Copa do Nordeste, com certeza não conheceríamos Max, Walfrido, Edinho e Romarinho. Gastaríamos, com certeza, um dinheiro que não temos, com resultados inferiores ao que temos hoje.
É fundamental se ter uma filosofia. É fundamental se saber o futuro que queremos.
Ser campeão é consequência de um trabalho planejado.
Ou como diz o poeta: "a bola não entra por acaso".
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