Fortaleza 4 X 0 Guarani (Juazeiro do Norte)
Como vi o jogo?
Como uma vitória tranquila.
Um jogo não é fácil ou difícil por natureza. Ele fica em função das atitudes.
Desde o início do jogo a posse de bola foi do Fortaleza, que exerceu o controle de bola e do jogo com facilidade.
Os laterais tiveram um papel menor nas jogadas de ataque. O papel principal foi funcionar como meias, inciando as jogadas e controlando a velocidade do jogo.
Os volantes com papéis diferentes. Enquanto o Correa se fixava como anteparo aos zagueiros, o Walfrido era um segundo volante perfeito. Voltava na composição do meio e na marcação e, quando da posse de bola do Leão, transformava-se num meia. Perfeita a concepção e execução.
Outra vez uma atuação completa do Marcelinho Paraíba. Livre e sem obrigações mais pesadas, flutuava pelo meio, aparecendo para iniciar a jogada, distribuindo jogo e funcionando como termômetro do time, além de finalizar e aparecer livre no ataque. Pena que alguns jogadores não tenha a percepção da facilidade de deslocamento do Paraíba e, na maioria das vezes, não enxergam quando ele aparece livre para receber o passe e finalizar.
Neste jogo vi o Edinho melhor que no jogo anterior. Voltou a responsabilidade de voltar e ajudar na composição do meio de campo. Isso dá uma maior consistência ao time. Várias vezes ele brigou pela bola e acabou iniciando um contra-ataque.
Como os laterais ficaram mais postados, caberia ao Edinho aparecer como opção pela direita, principalmente quando a jogada estivesse se desenrolando pela esquerda ou meia-esquerda, de forma a ocupar as preocupações do volante e lateral-esquerdo adversário, evitando que os mesmos se aglomerassem dentro ou na frente da área.
Apesar dos 3 gols e de ter feito uma boa partida, não gosto de centro avante que sai muito da área, principalmente quando se tem um segundo atacante de velocidade. Um centro avante que se fixa e sabe jogar entre os zagueiros, prende os dois e preocupa o volante, sendo opção de tabela pelo meio ou a bola ir para a lateral do campo e voltar como cruzamento.
O Romarinho é um caso a parte. Está sobrando vontade e faltando racionalidade.
Como jogador pequeno e leve, não é aconselhável o jogo de choque e contato. Ele está afunilando antes do lançamento e, quando recebe a bola, tem sempre um marcador no costado, dificultando o domínio da bola e estragando jogadas.
Pelo seu tipo físico é um jogador para receber bola em velocidade.
Ou então jogar bem aberto pela esquerda, recebendo a bola de frente para o marcador, onde ele pode escolher entre ir em direção ao gol, na diagonal, e tirar proveito da velocidade, ou ir em direção a linha de fundo, mas é necessário corrigir a deficiência num cruzamento com a perna esquerda.
Precisa aprimorar a capacidade de finalização. Outro defeito é essa mania de jogador querer ser ator. Foi pênalti, mas o Romarinho poderia ter finalizado, ou tentado, antes do contato.
Houve um contra-ataque fulminante a partir de um escanteio que mostrou uma fragilidade por erro no posicionamento. De resto um jogo sem contra-tempos, que sem exagero, poderia ter sido de oito.
Mas o jogo não foi fácil apenas pelas deficiências do Guarani, mas também pela atitude do Fortaleza, que se firmou no meio, sem dar espaços e tocando a bola no meio com facilidade.
Gostaria de ver novamente a formação que venceu o Horizonte no primeiro tempo.
4 Cametá, 2 Eduardo Luis, 3 Max, 6 Radar.
8 Edinho, 5 Correa, 7 Walfrido, 11 Fernandinho
10 Marcelinho Paraíba, 9 Robert ou Waldison
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