Não
se pode dizer que foi um placar injusto. Injusta
foi a forma. Um gol casual no último minuto foi doloroso.
O
FEC encontrou um gol aos quatro minutos num pênalti
muito questionado pelos maranhenses. Na hora fiquei surpreso. É o
resultado da burrice, preguiça e “esperteza”
hoje vivida no futebol brasileiro.
O
zagueiro pode cercar e combater, mas prefere o mais fácil que é
usar os braços e, dentro da área, o atacante só espera o contato
para desabar. Alguns juízes marcam. Outros não.
Alguns
radialistas falam besteiras pelos cotovelos. Dizem que time com três
atacantes é ofensivo. Pura balela de quem joga para a plateia. Mas o
pior é que estas asneiras ficam incrustadas na mente do torcedor.
Time
ofensivo é aquele que mantêm
a posse de bola e ataca constantemente.
Voltando
ao jogo, claro
que o maior responsável é o treinador, que não consegue enxergar
os erros do time e mantêm-se
no erro. Acredita
na sorte e se engana com os placares.
Assisti
aos últimos
jogos do Leão. Tanto fora como em casa. Inclusive fui a Marabá.
Era
clara a dificuldade de se manter a posse de bola. Um meio de campo
inexistente.
Sem
capacidade de articular uma jogada, com uma ocupação dos lados do
campo entre confusa e inexistente. Não conseguia segurar a bola e
dar cinco toques consecutivos sem um chutão.
Todo
treinador quando tem um zagueiro expulso retira um atacante e coloca
um zagueiro. O Leão já começava com um jogador a menos, e no meio
campo, o
que agravava.
Já falei por demais da inoperância do Jackson Caucaia.
O
jogo do Fortaleza não fluía.
Sem articulação no meio e com dois atacantes que brigavam
com a bola. O
Assisinho estava
numa
tarde triste e o Robert jogava
mal,
sem conseguir sequer disputar e
ganhar jogadas com
a zaga, além
de
não
se posicionava
como homem referência.
Sobrava
o Waldison, que corria de um lado para outro, mas pouco produzia.
Praticamente o Fortaleza não ocupava o lado direito. Quando o fazia
era com o canhoto Guaru.
Havia
um vazio entre os três atacantes, e o Guaru um
pouco atrás, com o
restante do time. E tome chutão.
E
o
Luiz Carlos Martins que
sempre
se vangloriava de assistir aos vídeos dos adversários e armar o
time em função deles??? Acredito que ele deveria ter assistido aos
jogos do FEC. Poderia ter visto os erros do próprio time e
tentado corrigir.
O
Flávio Araújo adotou uma
estratégia simples no segundo tempo. Como o Leão só dava chutão,
ele simplesmente deixou 3 jogadores disputando a primeira bola e um
para começar a jogada, abrindo com um jogador de cada lado do campo.
Passou a atacar com sete jogadores ocupando todos os espaços.
Como
a única jogada do Fortaleza era o chutão, ficou um jogo de ataque
contra defesa. Num dia de sorte pode dar certo, mas ontem era dia de
azar.
Não
sou treinador, mas nunca teria começado o jogo com o Caucaia.
Teria
vindo com os três zagueiros, que
por sinal jogaram muito bem,
além do Boiadeiro, Heleno
e Donizete fazendo
uma segunda linha.
Guaru
e Esley numa linha de coordenação com auxílio de Boiadeiro e
Donizete, com Waldison
e Assisinho sem
posição fixa no ataque.
Era
nítida a má partida do Leão apesar da vantagem de 2 X 0. O
jogo era controlado pelo Sampaio. Teria
mudado no intervalo. Colocaria o Heleno no lugar do Robert e o
Boiadeiro no lugar do Caucaia, avançando o Esley.
Não
esperaria 20 minutos.
Com
uma vantagem
de dois gols, era necessário se manter a posse de bola e dar força
ao meio de campo.
Questão
de gosto, preferência ou
paixão. Colocou o Jackson Silva que nunca passou de jogador mediano,
além
do
Joílson,
que é um ex-jogador e manteve o Caucaia. Ninguém
no estádio entendeu o LCM.
Aí
o time entornou
de vez. Não jogava mais e nem tentava. Apenas caia, fazia cera e
dava chutões.
Foi
castigado no final
por não querer ou saber jogar.
Afora
alguns jogadores
pernas de pau,
o grande responsável foi
o treinador que apostou
demasiado na sorte e
não conseguiu ver o péssimo futebol apresentado pelo Fortaleza em
partidas anteriores.
Da
diretoria falo depois.
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