segunda-feira, 13 de abril de 2015

FortalezaEC 2 X 0 Guarani (Juazeiro)

FortalezaEC 2 X 0 Guarani (Juazeiro)
Em função das suspensões automáticas por cartão amarelo e para poupar alguns jogadores, que enfrentam grande maratona de jogos, o Leão jogou sem nove titulares.
O time jogou com Deola, Auremir, Genilson, Max Oliveira e Bruno. Vinícius Hess, Dudu Cearense, Maranhão e Laertes. Cássio e Cassiano.
Nos 15 primeiros minutos o Leão atacou incessantemente, tocando rápido e jogando aberto, com o Laertes pela direita e o Cassiano pela esquerda.
Como consequência fez um gol logo, numa jogada pela direita, com troca de passes entre Auremir, Laertes e Maranhão. Cruzamento do Maranhão e gol de cabeça do Cássio.
Com o gol o Leão se acomodou, recuando os laterais, esperando o Guarani se abrir.
Ocorre que o Guarani jogava para não ser goleado, pois contava com uma vantagem de sete gols de saldo para o Maranguape.
Mesmo com essa situação o jogo deveria ser mais fluente. Ocorre que o Maranhão e o Cassiano estavam terríveis.
Do Maranhão não espero nada. O que vier é lucro. Um jogador profissional que não sabe se posicionar, dominar uma bola, dar um passe ou chutar e cabecear é um problema sério. Ainda não entendo sua escalação ou entradas no decorrer dos jogos.
Excetuando-se o cruzamento, além de não fazer nenhuma jogada produtiva, o Maranhão foi responsável por vários contra-ataques, mas do Guarani.
O Cassiano conseguiu endurecer a disputa de pior jogador com o Maranhão.
Enquanto o Leão ficou rodando a bola e pressionando, o Laertes teve boa participação pela direita. Depois do gol e sem apoio do Auremir, a situação complicou-se quando se obrigou a trabalhar com o Maranhão.
Para o segundo tempo o Leão voltou com uma alteração. O Márcio Diogo entrou no lugar do Maranhão, indo o Laertes para o meio de campo.
É notória a diferença do Márcio Diogo para o Maranhão, apesar de o Márcio Diogo não fazer nenhuma partida excepcional.
É uma critica contumaz que faço ao trabalho do Marcelo Chamusca. Ele se torna escravo do sistema que ele desenvolve.
Desde o ano passado que ocorre. Alguns jogadores são chaves para o sistema funcionar: dois laterais que apoiem, bem abertos e constantemente; dois volantes que, além da capacidade de marcação, tenham a facilidade de sair para o jogo e dois atacantes que joguem abertos e voltem na marcação.
Acredito que nas duas disputas que fez ano passado, sofreu no cearense porque o Waldison estava machucado na final do cearense e o Edinho estava machucado no mata-mata contra o Macaé, viveu esta situação.
Qual a solução adotada pelo Chamusca? Em ambos os casos tentou adaptar alguém para fazer o mesmo papel. O problema é a característica individual e a qualidade técnica do substituto.
Sem entrar na mente do Chamusca, creio que o time ideal, com o atual elenco, seria: Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Dudu Cearense, Daniel Sobralense e Éverton, com Lúcio Maranhão jogando centralizado.
O problema reside na ausência do Éverton ou Daniel Sobralense. Quem substitui?
O mais razoável, acredito, seria uma alteração na forma de jogar.
Por exemplo, para o jogo contra o Sport, onde não jogarão Vinícius, Cassiano e Daniel Sobralense, jogaria com Deola, Tinga, Lima, Adalberto e Wanderson. Comporia um meio de campo com Auremir aberto pela direita, cobrindo a passagem do Tinga, Correa centralizado e Jéferson pela esquerda, fechando e cobrindo a passagem do Wanderson. Colocaria a frente destes três volantes o Dudu Cearense pela direita e Éverton pela esquerda, mantendo o Lúcio Maranhão centralizado.
De posse da bola teria o avanço dos dois laterais e do Correa, formando uma linha de cinco com a composição do Dudu e Éverton.
É bem interessante a atual forma do FortalezaEC jogar, mas temos de nos prevenir para a ausência de algum jogador, e normalmente o substituto tem outras características.

Ainda não comentei, mas o jogo foi horroroso.

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