CRB
3 X 0 Fortaleza
Atiçou
uma
ponta de desconfiança com nosso treinador.
Só
tenho elogios a seu trabalho desde o começo do ano.
Tem
apresentado um trabalho constante e sereno. Unindo o elenco em busca
de um objetivo.
Mas
está insistindo numa tentativa que me preocupa. A mesma dificuldade
que o Felipão
apresentou à frente da seleção na última copa do mundo.
Um
time com três atacantes não
é sinônimo de time ofensivo.
O
Marcelinho Paraíba não pode ser considerado meio de campo no
conceito tradicional. Tem de ser considerado como “meia”
atacante.
O
Leão joga com dois volantes, um meia que
volta para recompor e
um meia, que é mais
um
atacante, e dois atacantes.
No
último jogo contra o CRB, começamos bem. Com volume, paciência e
toque, que incomodava o CRB.
Uma
falha
de nosso time praticamente desmanchou o planejamento.
Falha
ao atrasar a bola para o goleiro, que
gerou
uma falta
dentro da área, a
expulsão,
o
penalty e o
gol.
Estávamos
bem no jogo.
Pensei
comigo. Tira-se o Waldison e vamos tocando pacientemente
a
bola na tentativa de envolver o CRB e aplacar sua vontade.
Mas
o
que faz nosso treinador. Tira o Eric Flores
para
a entrada do Ricardo e fica um rombo no
meio de campo.
Era
visível
o "buraco" no meio, com apenas o Guto e o Correa na
marcação, sem que
os laterais subissem com convicção,
que ficaram limitados pelo posicionamento e vantagem numérica do
CRB.
Foram
constantes os chutes a meia distância do CRB, sempre levando perigo.
Não tomamos de mais no primeiro tempo por pura sorte.
Acreditei
que fosse feita a correção no intervalo. Que nada, voltamos da
mesma forma e levamos um gol logo no início
do segundo tempo.
Tanto
o basquete quanto o vôlei trazem ensinamentos que deveriam ser
aprendidos pelo futebol.
Ganha-se
o jogo com o posicionamento defensivo
e
a retomada de bola, e não pela presença ofensiva de
forma quantitativa.
A colocação de muitos atacantes deve ser apenas nas condições de
desespero, na tentativa de tudo ou nada.
Sei
que é complicado o
momento
na beira do campo, mas é no momento anterior à
partida onde o
treinador se prepara e imagina as alternativas, e isso é uma questão
filosófica.
Estava
assistindo o
jogo e
na hora imaginei: sai
o Waldison e entra o Ricardo. Mantemos o meio
de campo, continuamos com o toque de bola e avançamos um pouco mais
o Paraíba. Tentaríamos manter a posse de bola com o
sacrifício
do
ataque.
Duas
mudanças planejadas
para
o segundo tempo. O Walfrido poderia entrar a
partir dos 15 minutos no
lugar do Paraíba, que
provavelmente estaria exausto
e, dependendo das condições do Ricardo, o Uillian entraria no lugar
do Eric nos últimos 15 minutos.
Não
ocorreu
e é muito fácil criticar hoje, mas é o que teria feito.
O
que me deixa preocupado é ir com essa mentalidade equivocada de
quantidade
de atacante parecer fazer
o time ser
ofensivo, quando na verdade é uma entrega do meio de campo ao
adversário, com consequências perigosas num jogo de mata-mata.
Só
um exemplo: se a partida de domingo passado fosse a primeira do
mata-mata. Estaríamos mortos. Novamente.
Jeri,
12/julho/2014
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