quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sonhos no Leão

Sonhos no Leão

Nos dias de hoje é difícil um torcedor do FEC conseguir falar com serenidade sobre o Leão
Muitos erros nos últimos cinco anos. Muita irresponsabilidade. Muita incompetência. Muita falta de compromisso com o futuro do Leão.
Mas não quero falar de erros. Quero falar de sonhos.
Dos sonhos de um torcedor comum.
Do sonho de ganhar na loteria e construir um clube estável, com estrutura suficiente para aguentar um incompetente/irresponsável no cargo e tirá-lo de maneira legal, conforme reze o estatuto.
Do sonho de se construir um clube verdadeiramente popular, agradecendo desde já a todos os ex-presidentes e ex-diretores que passaram e deram um pouco de sua vida pela construção do FEC que temos hoje. Sem esquecer dos beneméritos que sempre estiveram presentes, mesmo que anonimamente.
Hora de refundar o Rei Leão.
Quatro grandes eixos.
Estatuto e vida administrativa e social.
A primeira medida seria uma reformulação profunda no estatuto, além de alterações na forma de administrar.
Mudar a gestão do Rei Leão. Deixar de ser um clube de meia dúzia. Deixar de ser um clube de elite e ser um clube do torcedor. Verdadeiramente do torcedor.
Seria oficializado no estatuto quatro categorias de sócios:
- o sócio-proprietário, tal como é hoje;
- o sócio torcedor;
- o sócio torcedor popular;
- o sócio torcedor juvenil/estudante (até 18 anos).
O sócio-proprietário pagaria uma taxa mensal.
Todo sócio-proprietário perderia seu direito de participar da vida política e administrativa do FEC ao completar 12 meses de inadimplência. Pagando as contribuições devidas, seria novamente considerado sócio adimplente, não sendo permitido o perdão da dívida. Não haveria sua participação em decisões onde houvesse restrições à inadimplência.
Com 3 anos de inadimplência perderia a condição de sócio-proprietário, podendo ser reabilitado com o pagamento dos 3 anos em atraso. Não seriam cobrados juros para a quitação da dívida, que se daria pelo pagamento baseado no valor atual das contribuições.
O sócio-torcedor também pagaria uma taxa mensal.
O sócio-torcedor será transformado em sócio-proprietário ao, de forma ininterrupta, ser considerado sócio-torcedor adimplente por três anos consecutivos, adquirindo assim todos os direitos em participar da vida política do FEC. Em caso de inadimplência por prazo superior a 6 meses perderá sua condição de sócio-torcedor.
As eleições seriam em épocas distintas para a diretoria executiva e os conselhos fiscal e deliberativo, e em chapas fechadas. A eleição não se daria por cargos e sim por chapa.
Seriam eleitos para a diretoria executiva: o presidente, o vice-presidente, o diretor de futebol e o diretor financeiro. Os demais cargos seriam de provimento do presidente, com aprovação pelo conselho deliberativo.
Em caso de vacância dos cargos de vice-presidente ou de diretor, seria apresentada pelo presidente uma lista tríplice para votação pelo conselho deliberativo. Não sendo aprovado nenhum dos três nomes, seria convocada uma eleição para os cargos, com votação direta dos sócios.
A eleição para a diretoria executiva ocorreria a cada três anos, sempre no primeiro domingo de dezembro. As eleições para os conselhos deliberativos e fiscal ocorreriam a cada dois anos, sempre na data de aniversário do Rei Leão, 18 de outubro.
Por conveniência administrativa esta data poderia ser antecipada ou postergada, sendo necessária a aprovação por dois terços dos membros do Conselho Deliberativo presentes à reunião expressamente convocada.
O Conselho Deliberativo seria composto por 100 sócios adimplentes e 50 suplentes. Sempre que um conselheiro fosse considerado inadimplente seria substituído pelo suplente, perdendo sua prerrogativa de conselheiro.
O sócio conselheiro será considerado inadimplente quando completar 3 meses de atraso nos pagamentos de sua contribuição. Além da contribuição como sócio, poderá ser instituída uma contribuição extra para os conselheiros.
60% das vagas de conselheiros serão exclusivas dos sócios-proprietários adimplentes. 30% poderão ser destinadas aos sócios torcedores adimplentes e os 10% restantes poderão ser destinadas aos sócios-torcedores categoria popular.
Terá direito de votar e ser votado apenas os sócios considerados adimplentes. O sócio torcedor juvenil/estudante não poderá votar ou ser votado por ser menor de idade.
Será vedado o direito de voto ao sócio adimplente que tenha regularizado sua situação há menos de seis meses de qualquer votação.
Terá direito a voto e a ser votado, o sócio que, na data de votação, tenha mais de dois anos como sócio e seja considerado adimplente.
Será obrigatório, sob pena de intervenção, a apresentação, em documento oficial aos conselheiros (deliberativo e fiscal), de prestação de contas trimestral. Exemplificando: a prestação de contas do primeiro trimestre devera ocorrer ate o final do segundo semestre.
A prestação de contas deverá fornecer:
- A quantidade, categoria e situação de cada sócio;
- O total arrecadado com jogos no período;
- O total arrecadado com contribuições de sócios e torcedores;
- O total arrecadado com outras fontes tipo: patrocínios, loterias, CBF etc.;
- As despesas administrativas, despesas com jogos, despesas com elenco, despesas diversas como: passagens, treinamento, taxas e impostos;
- O detalhamento da situação salarial de elenco, comissão técnica e funcionários.
- O detalhamento da situação contratual de cada jogador, seja profissional ou amador, do tipo vencimento do contrato.
- O detalhamento de ações trabalhistas e situação fiscal: pagamento e recolhimentos de taxas e impostos.
Os dados serão auditados pelo conselho fiscal, sendo facultado ao sócio o direito de informação. Não será negada, nem sob a justificativa de sigilo, essas informações no caso de solicitação formal das informações quando subscrita por no mínimo 25 % dos sócios adimplentes ou 25% do conselho deliberativo.
Será considerada falta gravíssima a informação falsa, a informação equivocada, a informação incompleta ou a sonegação de informações.
Será passível de destituição a diretoria que ponha em risco o futuro administrativo do clube, situação esta baseada em denúncia subscrita por pelo menos 25% dos sócios adimplentes ou conselheiros e votada em decisão do conselho deliberativo em reunião especialmente convocada por 50% mais um dos votos dos ou conselheiros presentes. A negativa expressa ou tácita da solicitação de informações também será motivo de destituição da diretoria.
Caso 50% dos sócios adimplentes, excetuando-se os sócios juvenil/estudante subscrevam pedido de impedimento da diretoria, será convocada votação específica para se decidir.
Destituída a diretoria conforme trâmites legais, assume de imediato o presidente do Conselho Deliberativo, com eleição automaticamente marcada para 30 dias.
A diretoria executiva tem toda liberdade de gerir o futuro do Leão, sendo responsável pelo futuro do FEC.
Com relação aos preços, hoje recomendaria:
- para o sócio-proprietário uma contribuição mensal de R$ 200 ou R$ 150 dependendo de onde seja a opção de gratuidade em jogos onde o mando de campo fosse do FEC;
- para o sócio torcedor uma contribuição mensal de R$ 120 ou R$ 80 dependendo de onde seja a opção de gratuidade em jogos onde o mando de campo fosse do FEC;
- para o sócio torcedor popular seria garantido a compra preferencial e antecipada com 50 % do valor do ingresso, sendo cobrado um valor de R$ 40, ficando estabelecido que seriam oferecidos 10% dos ingressos gratuitos através de sorteios. Seriam destinados os locais geral ou arquibancada.
- os sócios juventude/estudante teriam acesso franqueado com controle através da carteira de estudante, garantindo acesso gratuito aos menores de 12 anos e pagamento de 50% do valor do ingresso aos que já completaram 12 anos, conforme preconiza a lei. Não seria cobrada nenhuma contribuição.
O segundo eixo seria com relação ao patrimônio.
É fundamental não depender de favores do estado/município. Assim será prioritário a construção de um estádio próprio.
Necessário que se defina a propriedade do patrimônio. Uma associação onde os membros sejam os sócios??? É uma ideia.
Será necessário um plano para viabilizar essa construção. Não vejo impossível. Vejo ausência de condições subjetivas e objetivas neste momento.
É difícil quando não se confia na diretoria.
Entretanto, há pessoas que reúnem credibilidade e que poderiam tocar a obra. Há grandes empresários e executivos que poderiam ajudar.
Um nome poderia, ou digamos, seria obrigatório. Todo torcedor confia no benemérito Manoel Guimarães.
Necessário um plano e um projeto.
Fundamental se facilitar a contribuição de populares. Não devemos e nem podemos duvidar de nossa capacidade. Vendam a idéia de certeza e seriedade.
Não acredito que a massa tricolor não ajude.
Um projeto simples, confortável e sem luxo para 30.000 pessoas não me parece coisa do outro mundo.
Quanto custaria em dinheiro??? R$ 10 milhões, R$ 20 milhões, R$ 40 milhões? Não sei, mas acredito que dá para fazer uma engenharia e ter um estádio em 4 anos.
Quanto vale o terreno do Pici? E fundamental aquele terreno ou poderíamos pensar noutro projeto?
Não acredito que não existam 500 torcedores empresários ou com posses suficiente para contribuir por quatro anos com uma mensalidade de R$ 500 ou R$ 1000, vendo e testemunhando a obra acontecer, sendo proprietário eterno de uma cadeira, não hereditária e não transferível. Uma cadeira especial com seu nome.
Não acredito que o programa sócio-torcedor não consiga destinar R$ 100 mil mensalmente para a construção de nossa casa.
Não imagino que, vendo a obra andar, não haja mensalmente um mutirão para aquisições de aço, cimento, areia, brita e mão de obra de pedreiros, profissionais e amadores.
Não imagino que a venda ou permuta do Alcides Santos não proporcione condições de escolher um terreno interessante para a construção de um novo Estádio Alcides Santos.
Não consigo imaginar um estádio sendo construído sem que uma "cidade" seja erguida e alugada no entorno, com renda de aluguel suficiente para a manutenção do estádio.
Temos o CT, que deveria ser o local oficial de treinamento. Concluir e funcionar em 100% fará bem, inclusive a nossa autoestima.
Será que não conseguimos arrecadar R$ 500 mil por mês e dedicar a construção de nosso estádio, tendo uma boa base a partir do dinheiro conseguido com a venda do atual Alcides Santos.
Será que não conseguimos um financiamento para garantir a conclusão.
Será que somos incompetentes para motivar o torcedor?
Com certeza, pagaria uma mensalidade vendo as obras caminhando.
Se pudesse, pagaria essa contribuição para ver meu nome na parede do estádio como contribuinte. Muitos não podem, mas outros ostentarão o orgulho e a felicidade, ao se levar o neto ao nosso estádio, para ver um jogo do nosso time, e mostrar: olha, o vovô contribuiu com o estádio do Rei Leão.
CATEGORIAS DE BASE
Só pensa a categoria de base quem pensa no futuro.
Quantos torcedores se dão ao trabalho de assistir a um jogo das categorias de base, não sendo familiar ou vizinho de jogador? E quantos pregam a utilização das categorias de base?
Quem é mesmo o diretor amador do Leão? Parece que não é importante.
Hoje temos um problema: - não temos profissionais identificados com a torcida.
São poucos. Temos um Jorge Veras, um Ronaldo Angelim, um Daniel Frasson, um Dudi. Contamos os ídolos nos dedos da mão.
É o resultado de nossa política desastrosa de contratações sem critérios.
Precisamos de ídolos para cuidar da garotada.
Precisamos de profissionais para estarem junto a esses ídolos.
Formar uma comissão com Jorge Veras, Frasson, Celso Gavião, Dudi ou Angelim seria interessante. Trazer profissionais para fazer o trabalho técnico e tático, com fundamentos para que a garotada chegue ao profissional preparada para a profissão.
Essa comissão seria o elo entre a diretoria e os amadores. Participaria das avaliações e discutiria as estratégias.
Com certeza, troco todos os títulos amadores por dois ou três jogadores revelados por ano e que assumam a titularidade no profissional. Já estaria pago o investimento.
Será que não é possível um convênio com um bom colégio, de forma a ter a condição dos garotos estudarem, ao mesmo tempo em que os alunos do colégio usufruiriam da estrutura do FEC. Pode ser que de repente se descubra um talento em campeonatos colegiais e interclasses.
Todo jovem com potencial teria contrato profissional por três anos a partir dos 16 anos. Uma renovação por maior período se daria a partir de avaliação que seria feita com a proximidade dos 18 anos.
Venda de jogadores menores de 18 anos somente seria permitida com a autorização do Conselho Deliberativo.
Não participariam de competições nacionais os jogadores da base com menos de um ano de contrato para o fim de sua vigência.
É importante que o garoto da base tenham contratos por um período longo, de forma a que possa participar do futebol profissional com alguma possibilidade de retorno financeiro para o Leão.
Sobre o futebol profissional, é fundamental se ter uma filosofia.
Formar um grupo com no máximo 25 jogadores profissionais. Claro que há lugar para exceções, como uma contusão de longa recuperação.
Que tal: 3 goleiros, 5 zagueiros, 4 laterais, 4 volantes, 4 meias e 5 atacantes. Não seriam computados os agregados da base, pois seria considerada como fase de adaptação e aperfeiçoamento.
Após a definição do grupo, só haveria novas contratações com a indicação, por parte do treinador, de quem seria afastado do grupo, não sendo considerados os afastamentos de jogadores da base.
O treinador não teria a função de diretor de futebol (Hélio dos Anjos). Ele seria apenas um funcionário do FEC, exercendo uma função específica.
O futebol seria comandado pelo Diretor de Futebol.
Reforçando: quando for solicitado um reforço, deverá ser indicado o jogador a ser afastado do grupo dos 25. Não faz sentido treinamento com 35 ou 40 jogadores.
Ter um consultor técnico de futebol. Achei ótima a escolha do Jorge Veras. Sua missão seria acompanhar o futebol em geral e os treinamentos em particular, de forma a participar de forma opinativa. Não contrata e nem decide. Opina.
Ter um gerente de futebol que seja intermediário entre o elenco e comissão técnica e a diretoria. Que tenha capacidade de ação/decisão
Ter um supervisor que resolva as questões burocráticas e de logísticas do futebol profissional.
Ter como regra a substituição temporária da comissão técnica (demissão) com membros da comissão dos amadores ou consultor técnico ou gerente de futebol, de forma a ter calma e tempo para se montar outra comissão.
Reunir-se rotineiramente com o treinador para assistir partidas passadas e discutir questões técnicas, físicas e táticas. Os resultados obtidos em campo são apenas consequências do trabalho.
Planejar o elenco para três anos.
Manter uma base homogênea de jogadores de forma a ter sempre um grupo forte o suficiente para aguentar problemas ----> resiliência.
Como formar um grupo?
1) Entender que o jogador é um ser humano e precisa de sonhos para manter-se motivado;
2) Independente da divisão ou campeonato que jogue, para ser feliz, um profissional quer:
- paz para trabalhar;
- motivação;
- acreditar (crença no potencial);
- perspectiva profissional.
Uma diretoria precisa ter credibilidade. Credibilidade não se compra. Faz parte do caráter e das ações de cada um.
É preciso a manutenção de pelo menos um grupo permanente de 15 jogadores, com substituições eventuais e pontuais.
Para isso é necessário contratos justos, onde as duas partes confiem e estejam satisfeitas.
O que é planejamento?
É uma declaração de que se sabe o caminho. É uma consciência dos limites. É um compromisso com as receitas e uma consciência com as despesas. É responsabilidade. É precaução.
Como formar um o elenco?
O problema é se contratar demais e perder dinheiro contratando jogadores para serem reservas. Isso é idiotice.
É o que todos falam: fazer uma espinha dorsal que dê sustentação.
Alguns bons jogadores e contar com a base no início.
Nos dias de hoje: um goleiro, dois zagueiros, um volante, um meia e um atacante com salários médios de R$ 20/25 mil.
Outro goleiro, outro zagueiro, dois laterais, outro volante, um meia e um atacante com salários médios de R$ 10/15 mil.
Completar com jogadores locais e da base.
Uma folha em torno de R$ 250 mil e uma comissão técnica em torno de R$ 50 mil.
Se contratar jogador ruim, é prejuízo certo.
Uma previsão mínima de receita em torno de R$ 400 mil/mês. Não se faz futebol profissional com menos que isso.
Crescimento sem descrédito ou maluquice.
Novamente: contratação de jogador ruim é prejuízo. Melhor apostar na base ou jogadores com potencial que sejam da região.
E o importante: combinar características dos jogadores.
Volantes mais presos → laterais que avançam e atacantes que se desloquem;
Centroavante alto e fixo → jogo pelas extremas;
Atacantes de velocidade → meio de campo com capacidade de lançamento.
Só lembrando que é fundamental:
- ter filosofia;
- acreditar na filosofia;
- viver a filosofia;

- seriedade e credibilidade para implantar a filosofia.

Ainda são sonhos

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