Sonhos no Leão
Nos dias de hoje é
difícil um torcedor do FEC conseguir falar com serenidade sobre o
Leão
Muitos erros nos
últimos cinco anos. Muita irresponsabilidade. Muita incompetência.
Muita falta de compromisso com o futuro do Leão.
Mas não quero falar de
erros. Quero falar de sonhos.
Dos sonhos de um
torcedor comum.
Do sonho de ganhar na
loteria e construir um clube estável, com estrutura suficiente para
aguentar um incompetente/irresponsável no cargo e tirá-lo de
maneira legal, conforme reze o estatuto.
Do sonho de se
construir um clube verdadeiramente popular, agradecendo desde já a
todos os ex-presidentes e ex-diretores que passaram e deram um pouco
de sua vida pela construção do FEC que temos hoje. Sem esquecer dos
beneméritos que sempre estiveram presentes, mesmo que anonimamente.
Hora de refundar o Rei
Leão.
Quatro grandes eixos.
Estatuto e
vida administrativa e social.
A primeira medida seria
uma reformulação profunda no estatuto, além de alterações na
forma de administrar.
Mudar a gestão do Rei
Leão. Deixar de ser um clube de meia dúzia. Deixar de ser um clube
de elite e ser um clube do torcedor. Verdadeiramente do torcedor.
Seria oficializado no
estatuto quatro categorias de sócios:
- o sócio-proprietário,
tal como é hoje;
- o sócio torcedor;
- o sócio torcedor
popular;
- o sócio torcedor
juvenil/estudante (até 18 anos).
O sócio-proprietário
pagaria uma taxa mensal.
Todo sócio-proprietário
perderia seu direito de participar da vida política e administrativa
do FEC ao completar 12 meses de inadimplência. Pagando as
contribuições devidas, seria novamente considerado sócio
adimplente, não sendo permitido o perdão da dívida. Não haveria
sua participação em decisões onde houvesse restrições à
inadimplência.
Com 3 anos de
inadimplência perderia a condição de sócio-proprietário, podendo
ser reabilitado com o pagamento dos 3 anos em atraso. Não seriam
cobrados juros para a quitação da dívida, que se daria pelo
pagamento baseado no valor atual das contribuições.
O sócio-torcedor
também pagaria uma taxa mensal.
O sócio-torcedor
será transformado em sócio-proprietário ao, de forma ininterrupta,
ser considerado sócio-torcedor adimplente por três anos
consecutivos, adquirindo assim todos os direitos em participar da
vida política do FEC. Em caso de inadimplência por prazo superior a
6 meses perderá sua condição de sócio-torcedor.
As eleições seriam em
épocas distintas para a diretoria executiva e os conselhos fiscal e
deliberativo, e em chapas fechadas. A eleição não se daria por
cargos e sim por chapa.
Seriam eleitos para a
diretoria executiva: o presidente, o vice-presidente, o diretor de
futebol e o diretor financeiro. Os demais cargos seriam de provimento
do presidente, com aprovação pelo conselho deliberativo.
Em caso de vacância
dos cargos de vice-presidente ou de diretor, seria apresentada pelo
presidente uma lista tríplice para votação pelo conselho
deliberativo. Não sendo aprovado nenhum dos três nomes, seria
convocada uma eleição para os cargos, com votação direta dos
sócios.
A eleição para a
diretoria executiva ocorreria a cada três anos, sempre no primeiro
domingo de dezembro. As eleições para os conselhos deliberativos e
fiscal ocorreriam a cada dois anos, sempre na data de aniversário do
Rei Leão, 18 de outubro.
Por conveniência
administrativa esta data poderia ser antecipada ou postergada, sendo
necessária a aprovação por dois terços dos membros do Conselho
Deliberativo presentes à reunião expressamente convocada.
O Conselho Deliberativo
seria composto por 100 sócios adimplentes e 50 suplentes. Sempre que
um conselheiro fosse considerado inadimplente seria substituído pelo
suplente, perdendo sua prerrogativa de conselheiro.
O sócio conselheiro
será considerado inadimplente quando completar 3 meses de atraso nos
pagamentos de sua contribuição. Além da contribuição como sócio,
poderá ser instituída uma contribuição extra para os
conselheiros.
60% das vagas de
conselheiros serão exclusivas dos sócios-proprietários
adimplentes. 30% poderão ser destinadas aos sócios torcedores
adimplentes e os 10% restantes poderão ser destinadas aos
sócios-torcedores categoria popular.
Terá direito de votar
e ser votado apenas os sócios considerados adimplentes. O sócio
torcedor juvenil/estudante não poderá votar ou ser votado por ser
menor de idade.
Será vedado o direito
de voto ao sócio adimplente que tenha regularizado sua situação há
menos de seis meses de qualquer votação.
Terá direito a voto e
a ser votado, o sócio que, na data de votação, tenha mais de dois
anos como sócio e seja considerado adimplente.
Será obrigatório, sob
pena de intervenção, a apresentação, em documento oficial aos
conselheiros (deliberativo e fiscal), de prestação de contas
trimestral. Exemplificando: a prestação de contas do primeiro
trimestre devera ocorrer ate o final do segundo semestre.
A prestação de contas
deverá fornecer:
- A quantidade,
categoria e situação de cada sócio;
- O total arrecadado
com jogos no período;
- O total arrecadado
com contribuições de sócios e torcedores;
- O total arrecadado
com outras fontes tipo: patrocínios, loterias, CBF etc.;
- As despesas
administrativas, despesas com jogos, despesas com elenco, despesas
diversas como: passagens, treinamento, taxas e impostos;
- O detalhamento da
situação salarial de elenco, comissão técnica e funcionários.
- O detalhamento da
situação contratual de cada jogador, seja profissional ou amador,
do tipo vencimento do contrato.
- O detalhamento de
ações trabalhistas e situação fiscal: pagamento e recolhimentos
de taxas e impostos.
Os dados serão
auditados pelo conselho fiscal, sendo facultado ao sócio o direito
de informação. Não será negada, nem sob a justificativa de
sigilo, essas informações no caso de solicitação formal das
informações quando subscrita por no mínimo 25 % dos sócios
adimplentes ou 25% do conselho deliberativo.
Será considerada falta
gravíssima a informação falsa, a informação equivocada, a
informação incompleta ou a sonegação de informações.
Será passível de
destituição a diretoria que ponha em risco o futuro administrativo
do clube, situação esta baseada em denúncia subscrita por pelo
menos 25% dos sócios adimplentes ou conselheiros e votada em decisão
do conselho deliberativo em reunião especialmente convocada por 50%
mais um dos votos dos ou conselheiros presentes. A negativa expressa
ou tácita da solicitação de informações também será motivo de
destituição da diretoria.
Caso 50% dos sócios
adimplentes, excetuando-se os sócios juvenil/estudante subscrevam
pedido de impedimento da diretoria, será convocada votação
específica para se decidir.
Destituída a diretoria
conforme trâmites legais, assume de imediato o presidente do
Conselho Deliberativo, com eleição automaticamente marcada para 30
dias.
A diretoria executiva
tem toda liberdade de gerir o futuro do Leão, sendo responsável
pelo futuro do FEC.
Com relação aos
preços, hoje recomendaria:
- para o
sócio-proprietário uma contribuição mensal de R$ 200 ou R$ 150
dependendo de onde seja a opção de gratuidade em jogos onde o mando
de campo fosse do FEC;
- para o sócio
torcedor uma contribuição mensal de R$ 120 ou R$ 80 dependendo de
onde seja a opção de gratuidade em jogos onde o mando de campo
fosse do FEC;
- para o sócio
torcedor popular seria garantido a compra preferencial e antecipada
com 50 % do valor do ingresso, sendo cobrado um valor de R$ 40,
ficando estabelecido que seriam oferecidos 10% dos ingressos
gratuitos através de sorteios. Seriam destinados os locais geral ou
arquibancada.
- os sócios
juventude/estudante teriam acesso franqueado com controle através da
carteira de estudante, garantindo acesso gratuito aos menores de 12
anos e pagamento de 50% do valor do ingresso aos que já completaram
12 anos, conforme preconiza a lei. Não seria cobrada nenhuma
contribuição.
O segundo eixo
seria com relação ao patrimônio.
É fundamental não
depender de favores do estado/município. Assim será prioritário a
construção de um estádio próprio.
Necessário que se
defina a propriedade do patrimônio. Uma associação onde os membros
sejam os sócios??? É uma ideia.
Será necessário um
plano para viabilizar essa construção. Não vejo impossível. Vejo
ausência de condições subjetivas e objetivas neste momento.
É difícil quando não
se confia na diretoria.
Entretanto, há pessoas
que reúnem credibilidade e que poderiam tocar a obra. Há grandes
empresários e executivos que poderiam ajudar.
Um nome poderia, ou
digamos, seria obrigatório. Todo torcedor confia no benemérito
Manoel Guimarães.
Necessário um plano e
um projeto.
Fundamental se
facilitar a contribuição de populares. Não devemos e nem podemos
duvidar de nossa capacidade. Vendam a idéia de certeza e seriedade.
Não acredito que a
massa tricolor não ajude.
Um projeto simples,
confortável e sem luxo para 30.000 pessoas não me parece coisa do
outro mundo.
Quanto custaria em
dinheiro??? R$ 10 milhões, R$ 20 milhões, R$ 40 milhões? Não sei,
mas acredito que dá para fazer uma engenharia e ter um estádio em 4
anos.
Quanto vale o terreno
do Pici? E fundamental aquele terreno ou poderíamos pensar noutro
projeto?
Não acredito que não
existam 500 torcedores empresários ou com posses suficiente para
contribuir por quatro anos com uma mensalidade de R$ 500 ou R$ 1000,
vendo e testemunhando a obra acontecer, sendo proprietário eterno de
uma cadeira, não hereditária e não transferível. Uma cadeira
especial com seu nome.
Não acredito que o
programa sócio-torcedor não consiga destinar R$ 100 mil mensalmente
para a construção de nossa casa.
Não imagino que, vendo
a obra andar, não haja mensalmente um mutirão para aquisições de
aço, cimento, areia, brita e mão de obra de pedreiros,
profissionais e amadores.
Não imagino que a
venda ou permuta do Alcides Santos não proporcione condições de
escolher um terreno interessante para a construção de um novo
Estádio Alcides Santos.
Não consigo imaginar
um estádio sendo construído sem que uma "cidade" seja
erguida e alugada no entorno, com renda de aluguel suficiente para a
manutenção do estádio.
Temos o CT, que
deveria ser o local oficial de treinamento. Concluir e funcionar
em 100% fará bem, inclusive a nossa autoestima.
Será que não
conseguimos arrecadar R$ 500 mil por mês e dedicar a construção de
nosso estádio, tendo uma boa base a partir do dinheiro conseguido
com a venda do atual Alcides Santos.
Será que não
conseguimos um financiamento para garantir a conclusão.
Será que somos
incompetentes para motivar o torcedor?
Com certeza, pagaria
uma mensalidade vendo as obras caminhando.
Se pudesse, pagaria
essa contribuição para ver meu nome na parede do estádio como
contribuinte. Muitos não podem, mas outros ostentarão o orgulho e a
felicidade, ao se levar o neto ao nosso estádio, para ver um jogo do
nosso time, e mostrar: olha, o vovô contribuiu com o estádio do Rei
Leão.
CATEGORIAS DE
BASE
Só pensa a categoria
de base quem pensa no futuro.
Quantos torcedores se
dão ao trabalho de assistir a um jogo das categorias de base, não
sendo familiar ou vizinho de jogador? E quantos pregam a utilização
das categorias de base?
Quem é mesmo o diretor
amador do Leão? Parece que não é importante.
Hoje temos um problema:
- não temos profissionais identificados com a torcida.
São poucos. Temos um
Jorge Veras, um Ronaldo Angelim, um Daniel Frasson, um Dudi. Contamos
os ídolos nos dedos da mão.
É o resultado de nossa
política desastrosa de contratações sem critérios.
Precisamos de ídolos
para cuidar da garotada.
Precisamos de
profissionais para estarem junto a esses ídolos.
Formar uma comissão
com Jorge Veras, Frasson, Celso Gavião, Dudi ou Angelim seria
interessante. Trazer profissionais para fazer o trabalho técnico e
tático, com fundamentos para que a garotada chegue ao profissional
preparada para a profissão.
Essa comissão seria o
elo entre a diretoria e os amadores. Participaria das avaliações e
discutiria as estratégias.
Com certeza, troco
todos os títulos amadores por dois ou três jogadores revelados por
ano e que assumam a titularidade no profissional. Já estaria pago o
investimento.
Será que não é
possível um convênio com um bom colégio, de forma a ter a condição
dos garotos estudarem, ao mesmo tempo em que os alunos do colégio
usufruiriam da estrutura do FEC. Pode ser que de repente se descubra
um talento em campeonatos colegiais e interclasses.
Todo jovem com
potencial teria contrato profissional por três anos a partir dos 16
anos. Uma renovação por maior período se daria a partir de
avaliação que seria feita com a proximidade dos 18 anos.
Venda de jogadores
menores de 18 anos somente seria permitida com a autorização do
Conselho Deliberativo.
Não participariam de
competições nacionais os jogadores da base com menos de um ano de
contrato para o fim de sua vigência.
É importante que o
garoto da base tenham contratos por um período longo, de forma a que
possa participar do futebol profissional com alguma possibilidade de
retorno financeiro para o Leão.
Sobre o
futebol profissional, é fundamental se ter uma filosofia.
Formar um grupo com no
máximo 25 jogadores profissionais. Claro que há lugar para
exceções, como uma contusão de longa recuperação.
Que tal: 3 goleiros, 5
zagueiros, 4 laterais, 4 volantes, 4 meias e 5 atacantes. Não seriam
computados os agregados da base, pois seria considerada como fase de
adaptação e aperfeiçoamento.
Após a definição do
grupo, só haveria novas contratações com a indicação, por parte
do treinador, de quem seria afastado do grupo, não sendo
considerados os afastamentos de jogadores da base.
O treinador não teria
a função de diretor de futebol (Hélio dos Anjos). Ele seria apenas
um funcionário do FEC, exercendo uma função específica.
O futebol seria
comandado pelo Diretor de Futebol.
Reforçando: quando for
solicitado um reforço, deverá ser indicado o jogador a ser afastado
do grupo dos 25. Não faz sentido treinamento com 35 ou 40 jogadores.
Ter um consultor
técnico de futebol. Achei ótima a escolha do Jorge Veras. Sua
missão seria acompanhar o futebol em geral e os treinamentos em
particular, de forma a participar de forma opinativa. Não contrata e
nem decide. Opina.
Ter um gerente de
futebol que seja intermediário entre o elenco e comissão técnica e
a diretoria. Que tenha capacidade de ação/decisão
Ter um supervisor que
resolva as questões burocráticas e de logísticas do futebol
profissional.
Ter como regra a
substituição temporária da comissão técnica (demissão) com
membros da comissão dos amadores ou consultor técnico ou gerente de
futebol, de forma a ter calma e tempo para se montar outra comissão.
Reunir-se
rotineiramente com o treinador para assistir partidas passadas e
discutir questões técnicas, físicas e táticas. Os resultados
obtidos em campo são apenas consequências do trabalho.
Planejar o elenco para
três anos.
Manter uma base
homogênea de jogadores de forma a ter sempre um grupo forte o
suficiente para aguentar problemas ----> resiliência.
Como formar um grupo?
1) Entender que o
jogador é um ser humano e precisa de sonhos para manter-se motivado;
2) Independente da
divisão ou campeonato que jogue, para ser feliz, um profissional
quer:
- paz para trabalhar;
- motivação;
- acreditar (crença no
potencial);
- perspectiva
profissional.
Uma diretoria precisa
ter credibilidade. Credibilidade não se compra. Faz parte do caráter
e das ações de cada um.
É preciso a manutenção
de pelo menos um grupo permanente de 15 jogadores, com substituições
eventuais e pontuais.
Para isso é
necessário contratos justos, onde as duas partes confiem e estejam
satisfeitas.
O que é planejamento?
É uma declaração de
que se sabe o caminho. É uma consciência dos limites. É um
compromisso com as receitas e uma consciência com as despesas. É
responsabilidade. É precaução.
Como formar um o
elenco?
O problema é se
contratar demais e perder dinheiro contratando jogadores para serem
reservas. Isso é idiotice.
É o que todos falam:
fazer uma espinha dorsal que dê sustentação.
Alguns bons jogadores e
contar com a base no início.
Nos dias de hoje: um
goleiro, dois zagueiros, um volante, um meia e um atacante com
salários médios de R$ 20/25 mil.
Outro goleiro, outro
zagueiro, dois laterais, outro volante, um meia e um atacante com
salários médios de R$ 10/15 mil.
Completar com jogadores
locais e da base.
Uma folha em torno de
R$ 250 mil e uma comissão técnica em torno de R$ 50 mil.
Se contratar jogador
ruim, é prejuízo certo.
Uma previsão mínima
de receita em torno de R$ 400 mil/mês. Não se faz futebol
profissional com menos que isso.
Crescimento sem
descrédito ou maluquice.
Novamente: contratação
de jogador ruim é prejuízo. Melhor apostar na base ou jogadores com
potencial que sejam da região.
E o importante:
combinar características dos jogadores.
Volantes mais presos →
laterais que avançam e atacantes que se desloquem;
Centroavante alto e
fixo → jogo pelas extremas;
Atacantes de velocidade
→ meio de campo com capacidade de lançamento.
Só lembrando que é
fundamental:
- ter filosofia;
- acreditar na
filosofia;
- viver a filosofia;
- seriedade e
credibilidade para implantar a filosofia.
Ainda são sonhos
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