No
último sábado fui ao Alcides Santos assistir ao jogo treino do
Fortaleza contra um amontoado de ex-jogadores e jogadores
profissionais e amadores.
Claro
que há uma preocupação com o estado do FEC, mas há uma
concordância com a filosofia hoje defendida pelo atual diretor de
futebol.
Com
relação ao jogo, vi coisas que gostei e coisas que não gostei.
Gostei
da forma de como o time procurou controlar o jogo no primeiro tempo.
Não
gostei do posicionamento do ataque. Se o Robert não vai ficar
centralizado prendendo os zagueiros, seria interessante outro
atacante e o Waldison funcionar como centro-avante.
Se o
Robert ficar centralizado, será necessário definir como serão os
lados do campo. Aproveitar a estatura do Robert e a mobilidade do
Waldison.
Para
isso é necessário a passagem constante do lateral e o apoio de um
meia pelo lado, além da participação constante do Waldison. Também
deve haver sempre alguém aberto pelo lado oposto, proporcionando
condições de inversão da jogada, além do avanço de um dos
volantes.
É
preciso que o treinador veja pequenos defeitos para correção. Houve
uma jogada onde o Edinho estava perto do adversário com a bola e o
Walfrido gritou para ele cercar. Como ele nada fez, o Walfrido teve
de deixar seu marcador e combater o adversário esquecido pelo
Edinho.
Resultado,
em dois toques, o adversário originalmente marcado pelo Walfrido
estava com a bola, livre, iniciando um ataque.
Outra
sugestão: posicionar os volantes na vertical, com o Guto funcionando
como primeiro volante e o Walfrido mais solto para sair para o jogo.
Com
relação ao segundo tempo acredito uma insensatez o que foi feito.
Colocou-se
um bando de jogadores em campo, correndo-se o risco de provocar
reações desagradáveis por parte da torcida. Não se faz isso com
jogadores jovens.
O
coitado do Romarinho não sabia o que fazer. O time foi totalmente
dominado, incapaz de reter a bola e organizar um ataque, e haja
“chutão”.
É o
tipo de jogo para se queimar um jovem como o Laertes, que entrou
mostrando potencial pela meia-esquerda e de repente sumiu no meio de
campo, sem uma função.
Fico
preocupado com a contratação de jogadores para serem reservas.
No caso
do goleiro, até se entende, mas contratou-se dois laterais direito e
dois laterais esquerdo antes do início do campeonato. Fala-se em
mais um volante e outro centro-avante, além de um meia. Lembro que o
Amaral foi inicialmente volante nas categorias de base, sendo depois
improvisado como lateral direito.
Não dá
para se formatar um elenco para o ano todo antes do primeiro jogo.
Faz-se uma base e se completa ou complementa com o andar dos jogos.
Pergunto:
como ficará a situação do Sidney, lateral direito? E do lateral
esquerdo que estará na Taça Cidade de São Paulo. Se vier outro
volante, qual a chance do Walfrido? Se vier outro meia, qual a chance
de um Edinho? Contratou-se o Robert e o Diego Neves, além do
Waldison. Como podemos aproveitar um talento da base se contratamos
de fora titulares e reservas, que na maioria das vezes não fazem a
diferença.
Como
sempre os entendidos começam a pressionar por contratações e o
futuro do Leão continua a deriva.
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