FICHA
TÉCNICA
Fortaleza:
1-Marcelo Boeck; 2-Felipe, 3-Heitor, 4-Ligger e 19-Gastón Filgueira;
15-Jefferson (8-Vacaria), 5-Anderson Uchôa, 10-Rodrigo Andrade e
20-Cássio Ortega (6-Allan Vieira); 17-Gabriel Pereira (28-Maranhão)
e 7-Juninho Potiguar. Técnico: Hemerson Maria.
Ferroviário:
1-Mauro; 2-Gustavo, 3-Erandir, 4-Túlio e 6-Jeanderson; 5-Jonathas,
8-Mimi (17-Glauber), 7-Vitor e 11-Raul (19-Carlos Alberto);
10-Valdeci (22-Adilton) e 9-Maxuell. Técnico: Marcelo Villar.
Subs:
Sai Raul por Carlos Alberto aos 16min/2ºT, Sai Mimi por Glauber aos
18min/2ºT e Sai Valdeci por Adilton aos 22min/2ºT (Ferroviário);
Sai Cássio Ortega por Allan Vieira aos 40min/1ºT, sai Gabriel
Pereira por Maranhão aos 22min/2ºT e sai Jefferson por Vacaria aos
29min/2ºT (Fortaleza)
Gols:
Maxuell aos 31min/1ºT e aos 24min/2ºT (Ferroviário); Gabriel
Pereira aos 43min/1ºT e Jefferson aos 13min/2ºT (Fortaleza)
Cartões
Amarelos: Gustavo e Jeanderson (Ferroviário); Anderson Uchôa
(Fortaleza)
Árbitro:
Léo Simão - Assistentes: Armando Lopes e Batista Chaves
Renda:
R$ 97.995,00 - Público Pagante: 8.460 pessoas
Não foi um bom jogo. Também não esperava nada além num começo de
temporada.
Um time se dispôs a se defender e utilizar os contra-ataques. O
outro rodava com a bola sem dar consequências. Apesar disso, quem
levou mais perigo foi quem se dispôs a jogar no contra-ataque.
Não me cabe falar das estratégias e jogo do Ferrim. É um time
fraco, que decidiu por uma estratégia e deu certo.
Não esperava um primor de jogo, mas esperava mais de alguns
jogadores e, principalmente, um melhor posicionamento do Leão.
Não gosto de time que não posiciona meias ou atacantes abertos.
Torna o lateral a única opção e abdica de ocupar aproximadamente
30 % da área de ataque.
Desta forma, o lateral chega sem forças para se confrontar com o
outro lateral, que está descansado esperando. Creio que o lateral
adversário teria de se preocupar com um meia ou atacante posicionado
pelos lados do campo, e que a passagem de nosso lateral seria motivo
adicional de preocupação para um dos volantes adversários.
Havendo isto, ou seja, o avanço do lateral, o mesmo pode se dar pela
margem do campo ou afunilando, o que aumenta a preocupação do
adversário, pois um dos zagueiros será obrigado a se posicionar
para uma possível cobertura.
Creio que esse foi o principal erro de posicionamento do Leão, e que
facilitou por demais o jogo do Ferrim.
Assim, tando o Felipe quanto o Gastón, como também o Allán Vieira,
jogaram abertos simultaneamente e praticamente sem cobertura dos
volantes. Vi poucas vezes um lateral fechar pelo meio na cobertura
enquanto o ataque se dava pelo lado oposto, de forma a facilitar o
deslocamento do volante. Dada as circunstâncias, creio que os
laterais fizeram um bom papel.
Dado o posicionamento do Ferrim, os dois zagueiros pareciam ser
desnecessários. Quando foi preciso, levamos dois gols e escapamos de
levar outro em duas oportunidades. O Ferrim jogou com um
centro-avante marcando os zagueiros e dois meias engatilhados para o
contra-ataque. Confesso que gostei mais do Heitor. O Ligger me
pareceu lento. Ainda creio que se o Max voltasse a jogar o que jogava
antes da fratura da perna seria o titular, com certeza.
Gostei da dupla de volantes. Também lembro do Vacaria no Juventude e
do Gastón no Náutico. Não teremos problemas nessa posição.
Mas é preciso que o time esteja melhor distribuído para que
possamos ter um melhor aproveitamento deles. Quando o Gastón foi
compor o meio de campo, formando um trio de volantes, foi um absurdo
o Leão ter tomado os contra-ataques jogando com os três volantes. E
pior que ganhando o jogo. Tentaram fazer o papel de meias, e acabaram
comprometendo o papel de volante.
Decididamente o Rodrigo Andrade não joga pelas laterais do campo.
Então, é fundamental que o treinador utilize outro jogador para
cumprir esse papel. Foi assim quando jogou ao lado do Daniel
Sobralense. Os dois acabaram se atrapalhando “mutuamente”.
Praticamente não vi o futebol do Rodrigo Andrade. Muita correria,
vontade, mas improdutivo. Muito congestionada a meia-lua do Ferrim.
Foi por onde começaram os contra-ataques, sempre a partir da perda
da posse de bola. Creio que o Rodrigo Andrade melhorou um pouco após
o gol de empate, quando ele voltou e jogou vindo mais de trás, com mais espaço.
No ano passado, os laterais eram auxiliados pelo Côrrea pela direita
e Éverton pela esquerda. Nesse primeiro jogo não houve esta ajuda.
Tudo bem que há limitações qualitativas no elenco, mas lançar um
jogador sem condições físicas de terminar o primeiro tempo beira a
irresponsabilidade. Falo do Cássio Ortega. Não posso opinar. Não
me parece justo.
O Juninho Potiguar foi a grande decepção. Jogador que chegou em
dezembro e não conseguiu uma única jogada individual, mostrando que
é mais fácil tabelar e receber a bola de uma coluna do que dele. Não
foi meia e nem atacante. Ficou perdido no meio.
O Gabriel Pereira fez um belo gol, mas também foi improdutivo no
todo. Tentou jogar mais pelo lado, mas sempre perto da área, onde
estava tudo congestionado. Como chegou há poucos dias, dá-se o
desconto, aliado ao fato de que não havia articuladores.
De tudo que foi dito, creio urgente a contratação ou utilização
de alguém para duas posições, mas que resolvam: um centro-avante
que ocupe a atenção dos dois zagueiros e de um volante do time
adversário e um meia, que articule, jogando a frente dos volantes.
No mais, o tempo é curto, e temos muito para crescer.
Finalizando, recuso-me a comentar sobre o Maranhão. Creio melhor
opção jogar com um a menos ou colocar um torcedor para jogar.
Beberibe 18/01/2017
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