O
Leão jogou com Deola no gol. Tinga, Genilson, Adalberto e Wanderson.
Vinícius Hess, Pio, Correa e Samuel. Cassiano e Cássio.
O
futebol não é uma ciência exata, sendo totalmente imprevisível.
O
Leão começou o
campeonato sem
acertar o passo. Com treinador
recém chegado e dificuldades
para treinar e colocar
jogadores em condições físicas de jogo. O Nedo Xavier tem passado por
provações.
Ao
contrário, o Maranguape tem um time de bons garotos e toca a bola
com facilidade. Tem um toque de bola qualificado.
O
primeiro tempo correu nesta perspectiva. O Fortaleza com dificuldades
em tocar a bola tentando
sempre
a jogada longa em profundidade, o que irritava a torcida, pois o
Maranguape retomava a bola e ficava tocando com facilidade.
A
defesa não inspira confiança. Tinga e Wanderson estiveram mal. Um
pouco melhor que sofrível. Genílson
e Adalberto continuam mal nas bolas cruzadas. Alternam bons e maus
momentos. Ambos costumam falhar e gerar lances de perigo.
Creio
que o meio de campo tem perdido com o novo posicionamento do Correa.
A
passagem do Pio para o meio de campo jogando
pela
direita obriga o Correa a ficar mais pelo meio e pela
esquerda,
sem ganho com a presença do Pio e
perdendo o bom futebol do Correia.
O Samuel é apenas um jogador esforçado e corredor, mais próximo a
um terceiro atacante que um meia.
As
características dos jogadores e a forma de jogar do Maranguape
obrigaram o Fortaleza a jogar exagerando na ligação direta,
denotando a falta de qualidade do meio de campo tricolor.
Diria que o
ataque com Cassiano e Cássio esteve
totalmente
perdido em função da forma de jogar do Leão. Estavam sempre
disputando as bolas longas com a zaga adversária,
o que provoca um acentuado desgaste
físico.
Mesmo
assim, foi o Fortaleza quem teve as melhores chances do jogo no primeiro tempo. Genílson
cabeceou
sozinho na pequena área para fora, Pio foi travado praticamente na
linha da pequena área quando ia finalizar e o goleiro do Maranguape
fez uma dessas defesas impossíveis no final do primeiro tempo. Um
gol teria feito a diferença e, com certeza, daria uma outra feição
ao jogo.
Mas
o se não conta.
Na
volta para o segundo tempo o Nedo coloca o Éverton no lugar do
Samuel. Só entendo o Samuel entrando de saída em função de uma má
condição física do Éverton. Mas o time continua travado no meio
de campo e os laterais muito mal. Ou seja, o Leão não conseguia
jogar.
E
não deu outra. Após uma defesa milagrosa do Deola, o Maranguape faz
o primeiro gol.
Aí
aparece
a diferença entre o time grande e o time pequeno. Enquanto o
Fortaleza parte para cima, mesmo que atabalhoadamente, o Maranguape
recua.
Sai
Vinícius Hess e entra Romarinho. Depois sai Cassiano e entra
Uilliam. O Leão empata com gol de Romarinho, num bate-rebate dentro
da área. Não lembro de outra chance real de gol.
Engraçado
a irracionalidade do torcedor. Reclamando que é um absurdo jogar com
três volantes contra time pequeno e cobrando a entrada do Dudu
Cearense, outro volante. Chama o treinador de burro por tirar o
Cassiano e deixar o Cássio, sem enxergar que o Cassiano mal
conseguia ficar em pé de cansado.
Nenhum
torcedor ou gênio da imprensa chamou atenção para a situação das
opções de banco. Romarinho e Uilliam não acrescentam nada quando
entram. O Maranhão é um que mais atrapalha, enquanto o Laertes
também não acrescenta.
Com
Daniel Sobralense machucado, bem como Márcio Diogo e Lúcio
Maranhão, na prática o Fortaleza tinha apenas o meia Éverton como oção,
mesmo sem condições físicas. Ou seja, do meio para frente é um
sofrimento e tristeza as opções.
Agora
minha vez de treinador:
-
teria entrado com o Éverton de saída, tendo o Samuel e o Dudu Cearense como opções para o segundo tempo;
-
partindo do princípio que o jogo começou com o Samuel, teria tirado o Pio no intervalo e colocado o Éverton, abrindo o Samuel pela esquerda;
-
tendo feito a alteração da entrada do Éverton para a saída do Samuel, teria feito a mesma coisa que o Nedo.
-
Parabéns por não ter pensado no Maranhão.
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