Foi
um jogo atípico. Já classificado, o Fortaleza enfrentou um
Horizonte já desclassificado, e jogou com um time alterado.
Deola
no gol. Tinga fez sua estreia
pela lateral direita, Lima e Max na zaga e Bruno na lateral esquerda.
Meio de campo com Auremir, Dudu cearense, Éverton e Daniel
Sobralense, Márcio Diogo e Cassiano no ataque.
Sobre
a posição de goleiro, é sempre os extremos. Ou se destaca pelas
defesas salvadores ou se destaca pelas falhas. Apesar de falhar uma
única vez numa saída do gol, fica a marca, não passando confiança.
Gostei
da estreia do Tinga. Mostrou disciplina defensiva, mostrando boa
noção de cobertura, deficiência de muitos laterais. Apareceu
constantemente como opção ofensiva. Dois senões: cruzou muitas
bolas da intermediária e fez muitos cruzamentos com a bola baixa em
velocidade, e não com aquela cavadinha, que mata a defesa.
Lima
e Max tranquilos. Gostei mais do Max, mas parece nervoso e brusco
demais para um zagueiro.
O
Bruno me surpreendeu no primeiro tempo, aparecendo bem no ataque,
inclusive se posicionando para finalizar em cruzamentos. Caiu muito
no segundo tempo.
Gostei
também da participação do Auremir, recuperando a imagem depois da
desastrosa partida como lateral contra o Horizonte.
O
Éverton melhorou o futebol, mas fica a impressão de que pode fazer
melhor. Ainda falta algo que não consigo identificar. O Daniel
sobralense ficou no mesmo patamar. Algumas boas jogadas, mas nada
excepcional.
O
Cassiano mostrou que será importante. Jogador interessante, sendo
forte e de velocidade. É o que chamamos de atacante. Joga aberto e
aparece pelo meio também. A diferença dele para o Uílliam é que
ele faz razoavelmente o básico no futebol: consegue dominar e
conduzir a bola, além de finalizar e dar passes.
Não
consigo entender o Márcio Diogo. Não rende. Parece
que o mesmo é meia direita, mas é sempre escalado de segundo
atacante, e isso faz a diferença.
Andou
sentindo o tornozelo e saiu no intervalo para a entrada do Maranhão,
que é outro sem noção do que faz em campo. Faz parte do trio que
não aprendeu o básico do futebol: não tem noção de espaço-tempo,
não consegue driblar, dar passes e consequências às jogadas. É
composto por Maranhão, Uílliam e Romarinho.
Laertes
entrou no lugar do Daniel sobralense e nem cheirou e nem fedeu.
Taticamente
o Leão vem tomando forma. O problema é que dependemos da
participação individual dos jogadores para termos resultados.
Se
não me engano, os artilheiros do Fortaleza são zagueiros e
volantes. Um gol do Cássio, um gol do Maranhão, um
gol do Lúcio Maranhão e um gol do Uilliam.
Hoje um gol do Cassiano.
Como
atacante para valer, temos apenas Cássio, Lúcio Maranhão e
Cassiano.
Precisamos de mais dois atacantes, não centroavantes.
Temos
deficiências nas laterais.
Mas
vemos que o Nedo procura fortalecer a marcação. No jogo, em várias
oportunidades, foi visto uma linha de marcação efetivada pelos
atacantes, dificultando a saída de jogo do adversário.
Mas
notei que o meio de campo não se agrupava. Havia uma pequena
dispersão, principalmente no segundo tempo.
Se
me fosse dada a chance de sugerir um time para o Nedo, minha sugestão
seria essa: Deola, Tinga, Genilson, Max
Oliveira
e Wanderson. Vinícius Hess, Correa, Dudu cearense (jogando
mais pela esquerda) e
Everton. Cassiano e Lúcio Maranhão.
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