Simulação
no futebol: ética ou esperteza
Estava
vendo agora o jogo da Argentina contra Colômbia e fico a imaginar.
Será
que os jogadores têm consciência de seus atos?
Um
jogador que simula uma agressão, tipo cotovelada, ou uma entrada
desleal, quando na realidade nem foi tocado, e que cai e fica se
contorcendo em dores, com as mão no rosto ou o rosto crispado de
dor, não teria vergonha em saber que nas repetições durante às
transmissões dos jogos, fica claro, para o espectador, do engodo ou
da tentativa?
E
se um companheiro seu acreditasse no “teatro” e resolvesse tomar
as dores e agredisse o pseudoagressor?
Teria
como resultado a expulsão, prejudicando o time, e uma suspensão,
prejudicando o jogador e o time.
Imaginando
a situação noutra perspectiva, eu teria vergonha em ser pilhado
numa mentira.
Será
que os valores mudaram?
Mentir
é ser esperto?
Para
mim, mentir ainda é ser mentiroso.
Quem
acredita que o Neimar é um jogador “cai-cai”, ou que simula
demais, não conheceu o Clodoaldo nos bons tempos. Nunca vi ator
melhor.
Mas
será isso um comportamento correto?
Ética?
Uma palavra ou uma filosofia?
Será
que os treinadores criticam ou estimulam tal procedimento em nome de
uma vitória a qualquer preço?
Quantos
gols deixaram de ser marcados porque o jogador desistiu da jogada e
procurou enganar o árbitro?
O
maior jogador da atualidade tomou uma decisão. Se for derrubado se
levanta. Levanta e surpreende a todos. Nunca desiste da jogada. Não
simula. Assim é Messi.
Não
usa de artifícios. Usa de sua capacidade de jogar futebol. E que os
adversários corram atrás.
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