quinta-feira, 13 de junho de 2013

Simulação no futebol: ética ou esperteza

Simulação no futebol: ética ou esperteza
Estava vendo agora o jogo da Argentina contra Colômbia e fico a imaginar.
Será que os jogadores têm consciência de seus atos?
Um jogador que simula uma agressão, tipo cotovelada, ou uma entrada desleal, quando na realidade nem foi tocado, e que cai e fica se contorcendo em dores, com as mão no rosto ou o rosto crispado de dor, não teria vergonha em saber que nas repetições durante às transmissões dos jogos, fica claro, para o espectador, do engodo ou da tentativa?
E se um companheiro seu acreditasse no “teatro” e resolvesse tomar as dores e agredisse o pseudoagressor?
Teria como resultado a expulsão, prejudicando o time, e uma suspensão, prejudicando o jogador e o time.
Imaginando a situação noutra perspectiva, eu teria vergonha em ser pilhado numa mentira.
Será que os valores mudaram?
Mentir é ser esperto?
Para mim, mentir ainda é ser mentiroso.
Quem acredita que o Neimar é um jogador “cai-cai”, ou que simula demais, não conheceu o Clodoaldo nos bons tempos. Nunca vi ator melhor.
Mas será isso um comportamento correto?
Ética? Uma palavra ou uma filosofia?
Será que os treinadores criticam ou estimulam tal procedimento em nome de uma vitória a qualquer preço?
Quantos gols deixaram de ser marcados porque o jogador desistiu da jogada e procurou enganar o árbitro?
O maior jogador da atualidade tomou uma decisão. Se for derrubado se levanta. Levanta e surpreende a todos. Nunca desiste da jogada. Não simula. Assim é Messi.

Não usa de artifícios. Usa de sua capacidade de jogar futebol. E que os adversários corram atrás.

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