terça-feira, 4 de junho de 2013

Mais perdidos do que cego em tiroteio.

Mais perdidos do que cego em tiroteio.”
É assim que enxergo a atual diretoria do Rei Leão.
A “maluquice” começou após a saída do Ex-presidente Ribamar Bezerra.
O estopim da saída desse grande tricolor foi a injusta acusação de não dar apoio a uns “malucos” que saíram de Fortaleza, de ônibus, para trocar tiros com outros “malucos” torcedores do Botafogo no Rio de Janeiro. Resultado: um morto de cada lado e gente presa.
Perdeu o Rei Leão.
Ainda bem que como bom tricolor, ele encampou o projeto, hoje realidade, do Centro de Treinamento (CT).
Assumem Lúcio Bonfim e Renan Vieira. Não duvido da honestidade de nenhum deles. Apenas duvido de suas capacidades gerenciais e de entender de futebol. Depois vem Paulo Artur e agora Osmar Baquit.
Assumem um time campeão estadual, mas rebaixado da primeira para a segunda divisão brasileira. Porém sem dívidas.
Hoje o ceará, maior rival, é tri-campeão, o Rei Leão pena há 4 anos na terceira divisão brasileira e há uma incontável lista de ações trabalhistas. Sem falar de que este ano se conseguiu a proeza de ser o quarto colocado no estadual.
Dirigir futebol está além da capacidade de empresário. Dois pontos são fundamentais:
- Entender a alma humana (jogadores, comissão técnica e torcedores);
- Entender de futebol. Do jogo em si.
Parece que alguns dos últimos dirigentes do Rei Leão não entendem nem de um ponto e nem do outro. Alguns talvez nunca tenham dado um chute numa bola de futebol.
Outro aspecto é que as decisões são tomadas em função de resultados e não da evolução dos trabalhos. Tudo sem planejamento. O único desejo é o de subir de divisão, na marra se possível.
Normalmente os últimos diretores têm o comportamento de nossa elite nacional, acostumada ao mando. Tipo Casa Grande-Senzala. Não conseguem entender a alma do povo e nem dos jogadores. Não passam confiança.
Contratam e dispensam jogadores como se fossem peças de uma engrenagem. Esquecem a parte humana dos jogadores. Do clima de grupo, de equipe.
Planos, sonhos e desejos não existem para esses dirigentes. Não há compromisso com o futuro de ninguém. Nem dos atletas e nem do Rei Leão. Apenas resultados imediatos.
Jogador que não sente confiança e nem tem respeito por uma diretoria não vai a lugar nenhum. Sempre com um pé atrás. É necessário um algo a mais, que só se explica pelas relações humanas.
Nenhum time se tornará vitorioso apenas pela capacidade técnica e individual dos jogadores. É necessário um algo a mais que forme uma equipe vitoriosa: união e compromisso.
Se uma diretoria, por sua formação elitista e discriminatória, não consegue ter essa sensibilidade, nunca conseguirá formar um time campeão, apenas um agregado de bons jogadores, ou não, se também não entendem de futebol.
O resto são dívidas que vão se acumulando.

Escrito em 31 de maio de 2013

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