“Mais
perdidos do que cego em tiroteio.”
É
assim que enxergo a atual diretoria do Rei Leão.
A
“maluquice” começou após a saída do Ex-presidente Ribamar
Bezerra.
O
estopim da saída desse grande tricolor foi a injusta acusação de
não dar apoio a uns “malucos” que saíram de Fortaleza, de
ônibus, para trocar tiros com outros “malucos” torcedores do
Botafogo no Rio de Janeiro. Resultado: um morto de cada lado e gente
presa.
Perdeu
o Rei Leão.
Ainda
bem que como bom tricolor, ele encampou o projeto, hoje realidade, do
Centro de Treinamento (CT).
Assumem
Lúcio Bonfim e Renan Vieira. Não duvido da honestidade de nenhum
deles. Apenas duvido de suas capacidades gerenciais e de entender de
futebol. Depois vem Paulo Artur e agora Osmar Baquit.
Assumem
um time campeão estadual, mas rebaixado da primeira para a segunda
divisão brasileira. Porém sem dívidas.
Hoje
o ceará, maior rival, é tri-campeão, o Rei Leão pena há 4 anos
na terceira divisão brasileira e há uma incontável lista de ações
trabalhistas. Sem falar de que este ano se conseguiu a proeza de ser
o quarto colocado no estadual.
Dirigir
futebol está além da capacidade de empresário. Dois pontos são
fundamentais:
-
Entender a alma humana (jogadores, comissão técnica e torcedores);
-
Entender de futebol. Do jogo em si.
Parece
que alguns dos últimos dirigentes do Rei Leão não entendem nem de
um ponto e nem do outro. Alguns talvez nunca tenham dado um chute
numa bola de futebol.
Outro
aspecto é que as decisões são tomadas em função de resultados e
não da evolução dos trabalhos. Tudo sem planejamento. O único
desejo é o de subir de divisão, na marra se possível.
Normalmente
os últimos diretores têm o comportamento de nossa elite nacional,
acostumada ao mando. Tipo Casa Grande-Senzala. Não conseguem
entender a alma do povo e nem dos jogadores. Não passam confiança.
Contratam
e dispensam jogadores como se fossem peças de uma engrenagem.
Esquecem a parte humana dos jogadores. Do clima de grupo, de equipe.
Planos,
sonhos e desejos não existem para esses dirigentes. Não há
compromisso com o futuro de ninguém. Nem dos atletas e nem do Rei
Leão. Apenas resultados imediatos.
Jogador
que não sente confiança e nem tem respeito por uma diretoria não
vai a lugar nenhum. Sempre com um pé atrás. É necessário um algo
a mais, que só se explica pelas relações humanas.
Nenhum
time se tornará vitorioso apenas pela capacidade técnica e
individual dos jogadores. É necessário um algo a mais que forme uma
equipe vitoriosa: união e compromisso.
Se
uma diretoria, por sua formação elitista e discriminatória, não
consegue ter essa sensibilidade, nunca conseguirá formar um time
campeão, apenas um agregado de bons jogadores, ou não, se também
não entendem de futebol.
O
resto são dívidas que vão se acumulando.
Escrito
em 31 de maio de 2013
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