quarta-feira, 26 de junho de 2013

Campeonato Cearense, ainda a semifinal.

Campeonato Cearense, ainda a semifinal.

Ainda não havia falado dos jogos semifinais do campeonato cearense 2013 entre Fortaleza e ceará.
Acompanho o Rei Leão desde 1973. Nunca vi um time tão desfibrado. Tão sem alma.
Os resultados do brasileiro B 2013 mostram que o ceará não tinha, e nem tem, um time tão forte assim. Na realidade, empatou os dois jogos finais com o Guarani de Sobral, derrotado pelo Rei Leão na fase classificatória.
Sei que ocorreram excessos de problemas clínicos e físicos nesta semifinal.
Mas acredito que o principal problema foi o relacionamento do treinador com o elenco e apostas e conceitos equivocados.
Brigas, afastamentos de jogadores, treinamentos fechados e ausência de participação da torcida foram fundamentais. Não foi uma política acertada. Isso causa desgastes junto ao elenco.
Afora o sub-20, o Rei Leão contava com cinco zagueiros: Fabrício, Ciro Sena, Ronaldo Angelim, Gabriel e Charles.
Seriam suficientes. Ocorre que nas duas semanas anteriores aos jogos, Gabriel e Charles se machucam e na semana anterior o Ronaldo Angelim fratura o nariz. O Ciro Sena é afastado por desentendimentos com o treinador. Sobrou o Fabrício, que tinha sido afastado após desentendimento com o treinador após jogo em Juazeiro do Norte e reintegrado. É muita imprevidência.
Sempre me posicionei contra essa estória de se contratar jogadores sem critérios. A grande maioria torna-se reserva. É preciso dar espaço aos garotos da base para que tenham chances no time profissional. Pelo menos a chance de treinar junto aos profissionais e serem observados.
As ausências são resultados do azar, tendo como componente complementar a imprevidência. Poderíamos ter jogado com um zagueiro da base em vez de jogar com um volante da base improvisado.
Além dos problemas da zaga, tivemos também problemas no meio de campo. Lúcio e Edinho se machucaram também.
Poderia ter lançado mão do Guto como meia esquerda, mas, além do Guto ter problemas existenciais, houve a incompreensão do treinador com o Guto. Poderia ter lançado o Rafinha como meio de campo, mas também o Hélio do Anjos tinha problemas de relacionamento.
Jackson Silva e o Jackson Caucaia são, no máximo, jogadores de elenco, para fazer número. Nunca seriam jogadores decisivos.
O erro de concepção do Hélio dos Anjos foi montar um time acreditando que o Jussimar seria uma alternativa no meio de campo.
Todos nós nos demos mal pela aposta. É apenas um atacante razoável, com velocidade.
Filosofia é uma palavra que não se encerra em si mesma. Deveria ser o norte das decisões.
Trabalhar os garotos da base e fazer contratações pontuais. Criaria a chance de que aparecessem revelações, que poderiam render em futuras transações, e, mais importante, seriam o incentivo para a participação de novos jovens na categoria de base, sendo assim parte de um ciclo.
Quando se contrata jogadores que apenas comporão o elenco, afasta-se a possibilidade de aproveitamentos dos jogadores da base e se contrata jogadores que não farão diferença.
As partidas contra o ceará foram jogadas por um time emocionalmente desfigurado, sem planejamento tático e incapaz de evoluir conduzindo a bola. Sem falar na qualidade técnica de alguns jogadores que, diríamos, são inexistentes.
O ceará sentou-se na vantagem do empate e ficou na espera, com uma defesa bem plantada. Retomava a bola com facilidade e “tome lançamento longo”. Encontrava sempre uma defesa mal posicionada e ganhou com facilidade as duas partidas.
O Fortaleza mostrou-se um time ruim, desorganizado e frágil. Mal posicionado em campo, perdido no meio de campo e incapaz de atacar com consciência.
Tudo resultado da opção do treinador e de uma diretoria perdida e sem planejamento.

Jeri, 13 de junho de 2013

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