Campeonato
Cearense, ainda a semifinal.
Ainda
não havia falado dos jogos semifinais do campeonato cearense 2013
entre Fortaleza e ceará.
Acompanho
o Rei Leão desde 1973. Nunca vi um time tão desfibrado. Tão sem
alma.
Os
resultados do brasileiro B 2013 mostram que o ceará não tinha, e
nem tem, um time tão forte assim. Na realidade, empatou os dois
jogos finais com o Guarani de Sobral, derrotado pelo Rei Leão na
fase classificatória.
Sei
que ocorreram excessos de problemas clínicos e físicos nesta
semifinal.
Mas
acredito que o principal problema foi o relacionamento do treinador
com o elenco e apostas e conceitos equivocados.
Brigas,
afastamentos de jogadores, treinamentos fechados e ausência de
participação da torcida foram fundamentais. Não foi uma política
acertada. Isso causa desgastes junto ao elenco.
Afora
o sub-20, o Rei Leão contava com cinco zagueiros: Fabrício, Ciro
Sena, Ronaldo Angelim, Gabriel e Charles.
Seriam
suficientes. Ocorre que nas duas semanas anteriores aos jogos,
Gabriel e Charles se machucam e na semana anterior o Ronaldo Angelim
fratura o nariz. O Ciro Sena é afastado por desentendimentos com o
treinador. Sobrou o Fabrício, que tinha sido afastado após
desentendimento com o treinador após jogo em Juazeiro do Norte e
reintegrado. É muita imprevidência.
Sempre
me posicionei contra essa estória de se contratar jogadores sem
critérios. A grande maioria torna-se reserva. É preciso dar espaço
aos garotos da base para que tenham chances no time profissional.
Pelo menos a chance de treinar junto aos profissionais e serem
observados.
As
ausências são resultados do azar, tendo como componente
complementar a imprevidência. Poderíamos ter jogado com um zagueiro
da base em vez de jogar com um volante da base improvisado.
Além
dos problemas da zaga, tivemos também problemas no meio de campo.
Lúcio e Edinho se machucaram também.
Poderia
ter lançado mão do Guto como meia esquerda, mas, além do Guto ter
problemas existenciais, houve a incompreensão do treinador com o
Guto. Poderia ter lançado o Rafinha como meio de campo, mas também
o Hélio do Anjos tinha problemas de relacionamento.
Jackson
Silva e o Jackson Caucaia são, no máximo, jogadores de elenco, para
fazer número. Nunca seriam jogadores decisivos.
O
erro de concepção do Hélio dos Anjos foi montar um time
acreditando que o Jussimar seria uma alternativa no meio de campo.
Todos
nós nos demos mal pela aposta. É apenas um atacante razoável, com
velocidade.
Filosofia
é uma palavra que não se encerra em si mesma. Deveria ser o norte
das decisões.
Trabalhar
os garotos da base e fazer contratações pontuais. Criaria a chance
de que aparecessem revelações, que poderiam render em futuras
transações, e, mais importante, seriam o incentivo para a
participação de novos jovens na categoria de base, sendo assim
parte de um ciclo.
Quando
se contrata jogadores que apenas comporão o elenco, afasta-se a
possibilidade de aproveitamentos dos jogadores da base e se contrata
jogadores que não farão diferença.
As
partidas contra o ceará foram jogadas por um time emocionalmente
desfigurado, sem planejamento tático e incapaz de evoluir conduzindo
a bola. Sem falar na qualidade técnica de alguns jogadores que,
diríamos, são inexistentes.
O
ceará sentou-se na vantagem do empate e ficou na espera, com uma
defesa bem plantada. Retomava a bola com facilidade e “tome
lançamento longo”. Encontrava sempre uma defesa mal posicionada e
ganhou com facilidade as duas partidas.
O
Fortaleza mostrou-se um time ruim, desorganizado e frágil. Mal
posicionado em campo, perdido no meio de campo e incapaz de atacar
com consciência.
Tudo
resultado da opção do treinador e de uma diretoria perdida e sem
planejamento.
Jeri,
13 de junho de 2013
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