E a chapa do Jorge continua
Confesso que além de torcer, votei.
Lembro do trabalho que deu para tirar o falastrão Oswaldo Azin da presidência.
O clube estava destroçado e sem ninguém para assumir. Era uma época amadora, onde brilhava o benemérito. Vivia-se de altos e baixos. Bem mais baixos, por sinal.
Nei Rebouças, Airton Rebouças, Marcelo Freitas e outros endinheirados eram passado.
Contratações mirabolantes, caras e ineficientes.
Contratavam-se jogadores bombásticos e salvadores da pátria.
Acredito que a exceção foi o Pericles Mulatinho, que foi campeão com um time simples, alguns bons jogadores da terra e o Pepe como treinador.
Pois é. Souza Filho também foi presidente. Até que o Azin foi escolhido.
Muita "midia" e papo sobre o Sandro e Frank, mas no final foi derrotado, também ficando só.
Voltando ao assunto da postagem, votei na chapa encabeçada pelo Jorge Mota porque, além de "pé-quente", é batalhador, é de trabalhar em grupo e passa confiança a quem trabalha com ele. Acima de tudo vejo responsabilidade administrativa em suas palavras e ações.
Vi como ele capitaneou um grupo vencedor nos anos 2000/2006, se não me engano.
Lamentei a pressão por sua saída ao ser rebaixado, mas rebaixado da série A. Para mim, ficou um ranço de injustica. O mesmo ranço que senti na saída do Péricles Mulatinho.
Mas ele na ocasião se mostrou grande e renunciou. Mesmo com insinuações de desonestidade ficou em silêncio, deixando o Rei Leão se reorganizar, sob o comando do Cleiton Veras. Manteve-se afastado sem atrapalhar, mas sempre disposto a ajudar.
Depois do Cleiton veio o Ribamar Bezerra, que assumiu sozinho bancando a "bronca" e saindo após outro rebaixamento e pressão da torcida. Outra injustiça.
Essas injustiças acabam por afastar torcedores da direção. Poucos continuam ajudando. Aqui interrompo um pouco para prestar minha homenagem ao tricolor Manoel Guimarães.
Lúcio Bonfim, Renan e Baquit. Administrativamente um desastre. Ou melhor: dois desastres.
Além de ganharmos quase nada, foram anos de absoluta humilhação para uma torcida acostumada a rir dos kanalenses.
Para completar, foi o período onde nossas categorias de base foram "dizimadas" e creio que tenha sido o período de menos títulos nas categorias de base.
O Jorge (quando falo Jorge falo no grupo) volta e recebe o clube sem um time e com parte da arrecadação antecipada para pagar a eliminação anterior.
Monta um time simples para começar. Alguns tropeços, mas com sorte é campeão cearense, tirando mais uma vez o penta kanalense.
Não posso culpa-lo por não conseguir a classificação. Culpo para mais de 80% o ex-treinador Marcelo Chamusca. O Leão tinha um time bem encaixado, mas a opção pelo peladeiro Maranhão em detrimento do Pio e deslocando o Sobralense para voltar na marcação foi um desastre nos dois jogos.
Em 2016 começa com mais estrutura. Um começo razoável e uma degringolada. Chega o Marquinhos e reestrutura um time que tinha bons jogadores. Ganhou o cearense, foi eliminado pelo Bahia na copa do Nordeste injustamente, sendo melhor nos dois jogos. Faz bela campanha na copa do Brasil, sendo eliminado pelo Internacional no saldo de gols.
Mas era nítido que algo estava errado. Os jogos de ida contra America-MG, Remo, ASA e Internacional foram partidas abaixo da média. Um time preso e sem articulação.
Novamente culpo o treinador, no caso o Marquinhos inicialmente, e Hemerson Maria, com menos culpa, por não conhecer o elenco. Não lembro de nenhuma partida onde o Rei Leão jogou bem com Sobralense, Éverton e Rodrigo Andrade. Faltou a opção pelo Juninho, ou outro dos recém contratados e que jogasse no ataque pela direita. E foi assim nos dois jogos, sem falar dos que amarelaram: Anselmo, Corrêa e Felipe e do gol mal anulado.
Resumindo: o Fortaleza foi reorganizado; foi campeão; não ficou chorando miséria e por duas vezes foi o melhor na fase classificatória, sendo eliminado em ambas por um acaso, e não por erro da diretoria.
Beberibe-CE 13/dez/2016
Carlos Pinheiro Tavares
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