Mais de um ano que não falava sore o Leão.
Vontade de falar e compartilhar o pensamento novamente.
Fiquei feliz com o resultado das eleições no Fortaleza Esporte Clube. Ficou a sensação de responsabilidade. Não somente pela vitória da chapa encabeçada pelo Jorge Mota ter vencido, mas principalmente pelo que os números disseram.
Diferentemente da crença de alguns, a melhor decisão é quando ela é embasada num pensamento racional e não numa escolha individual buscando um salvador da pátria.
Não há dúvidas quanto ao fato de que as três chapas são de tricolores, e que esses tricolores querem o bem do Rei Leão do NE.
O Alexandre Borges tentou, pela enésima vez uma candidatura que representa o que não é bom na política ou relações humanas: a magia e o individual.
O salvador da pátria não é desejavel.
Com relação a chapa do Renan Vieira, não entendi a participação do Daniel Frota, já que sempre se queixou do fardo e do desgaste, pois participou diretamente das últimas quatro gestões capitaneadas pelo ex-presidente Osmar Baquit, de triste memória.
Também lembro de quando o Renan foi presidente.
Ele foi o diretor de futebol ou vice na gestão Lúcio Bonfim. Um desastre total. Apesar de campeões, caimos para a série C. No ano anterior já tínhamos escapado na ultima rodada.
Lembro também que em sua administração o Renan foi suspenso e o Jorge Mota assumiu, confrontando o Evandro Leitão, que queria ditar o futebol e tentou desalojar a torcida de seu lugar tradicional.
Lembro também que a saída do Renan foj traumática. Eleição em outubro e o Renan atrapalhando a diretoria eleita até 31 de dezembro.
Quando da saída do Lúcio Bonfim, eu particularmente torci para que o Renan acompanhasse o Lúcio e saísse também. Mas ele resolveu ficar, para a infelicidade do Leão. Assumiu a presidência.
Montou um time fraco, com poucos bons jogadores. Ganhou o campeonato num acaso, com um gol do Paulo Isidoro no primeiro jogo e com as defesas do goleiro nas cobranças de pênaltis no segundo jogo.
Fez uma péssima campanha na série C, não conseguindo se classificar na primeira fase.
Deixou o Rei Leão destroçado: sem jogador e torcida sem auto-estima.
Nesta campanha recém encerrada o Renan tentou passar a idéia de que estar sozinho corresponde a um ato heróico. Estar sozinho na multidão é um defeito. É sinal de que não se consegue viver com a divergência. Você acaba abandonado porque não há relação possível. Há divergência e dificuldades na convivência.
Um fator que me incomoda é tantar se passar por herói dizendo que deixou uma situação financeira confortável para o sucessor. Isso é teorturar a matemática e o bom senso. Faltam jornalistas que desconfiem das afirmações e façam pesquisas e perguntas. É só contabilizar as contas da justiça do trabalho.
Ficou na presidência até dezembro, quando o campeonato começaria em meados de janeiro, com a nova diretoria assumindo sem dinheiro e sem jogadores.
Por isso meu estranhamento da candidatura do Daniel Frota na chapa do Renan. Ele teve de comer a bronca.
Sem discutir o direito do Renan em ficar no cargo até o ultimo dia, e previsto no estatuto, mas o Leão sempre é mais importante.
E é isso que nao perdôo.
Minha conclusão é de que o percentual de votos representa a responsabilidade dos sócios-torcedores, que não se deixaram levar pelo "canto da sereia".
A direção eleita deve representar um pensamento de grupo e não uma vontade ou desejo individual.
Assim deveria ser na política. Se votar em idéias e não em amigos ou parentes.
Muito menos em salvadores da "pátria"
PS: noutro artigo falarei mais especificamente sobre o que penso da chapa capitaneada pelo Jorge Mota.
Fortaleza-CE, 04/dez/2016, completado em 13/dez/2016
Carlos Pinheiro Tavares
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por contribuir com seu comentário. O mesmo será liberado após a moderação.